Após a revolução da transmissão de séries e programas em streaming, superando e aposentando o antigo VHS, mais uma inovação chega: a transmissão de séries via redes sociais. A produção que está inaugurando esse formato é a Cobell Energy, uma série semanal de curta duração começou a ser transmitida exclusivamente nas redes sociais.
O seriado é transmitido ao público via TikTok, Instagram e Snapchat, além do YouTube – embora este último já tenha um portfólio em séries e filmes para venda ou locação.
A série é produzida pela Yellow Dot Studios, acostumada a fazer paródias de empresas e do próprio mercado financeiro de Wall Street. Foi fundada pelo produtor Adam McKay e a companhia intitula-se como uma produtora “anti-bobagens”, em tradução livre.
Redes sociais: série satiriza empresas petroleiras
Em sua trama, a Cobell Energy faz uma sátira das empresas petroleiras. Conta, em 15 episódios, o trajetória de uma companhia familiar do setor, que tenta manter seu status e poder após a explosão de uma das plataformas de petróleo da companhia, criando um dos maiores acidentes ambientais já vistos dentro do roteiro da história.
Ultimamente, desde a a ascensão da Netflix (NFLX; NFLX34), várias companhias tem buscado competir por um lugar ao sol no ramo do entretenimento via streaming que já ultrapassa as fronteiras de filmes e séries. Serviços com o Amazon Play, da Amazon (AMZN; AMZO34) já transmitem partidas de campeonatos de futebol, como a Copa do Brasil.
Veterana do ramo de entretenimento, a Disney (DIS; DISB34) também decidiu embarcar nessa onda com seu aplicativo Disney Plus que, além de transmitir os clássicos dos estúdios The Walt Disney Company, também oferece jogos de torneios como a Copa Libertadores da América, por meio de sua subsidiária ESPN, dona do streaming Star Plus.
Streaming como catalisador de lucros
O balanço da Disney no terceiro trimestre, por exemplo, mostram que os lucros da compahia superaram as expectativas graças, em parte, ao lucro da ESPN+ (do serviço de streaming), entre outros fatores.
Enquanto isso, a empresa adicionou 7 milhões de novos assinantes principais do Disney+ em relação ao trimestre anterior, elevando seu número total de usuários para 150,2 milhões, incluindo o Hotstar. O negócio de streaming também reduziu suas perdas em comparação com o ano anterior.
Wall Street esperava que a Disney reportasse um total de 148,15 milhões de assinantes no trimestre. O que impulsionou a empresa no período foram a entrada de títulos como “Elemental”, “Pequena Sereia” e “Guardiões da Galáxia: Vol. 3”, bem como a nova série Star Wars “Ahsoka” como conteúdo de streaming considerado relevante durante os últimos três meses.
Outra empresa que está de olho no filão do streaming é o Mercado Livre (MELI34). A gigante latina do varejo eletrônico pretende disponibilizar a plataforma de filmes em seu aplicativo e isso de forma gratuita para, assim, atrair usuários.
Agora, a Cobell Energy tenta fazer algo diferente com a transmissão via redes sociais. Se dará frutos, o tempo dirá.






