Após 5 anos de queda livre, o setor de construção civil voltou a reagir, expandindo 1,9% no segundo trimestre de 2019, sendo de fundamental importância para o crescimento da indústria (+,07) compensando inclusive, o desempenho negativo apresentado pela agropecuária, que recuou 0,4%.
Com um interessante crescimento de 3,2% dos investimentos no trimestre, o IBGE divulgou o crescimento de 0,40% do PIB (ante expectativa de 0,20%), eliminando a possibilidade de entrarmos tecnicamente em recessão, nos dando esperanças de que dias melhores virão.
Ao que tudo indica, depois de muitos anos na zona da degola, encontramos finalmente o fundo do poço e a boa e óbvia notícia, é que ainda temos muitas rodadas pela frente, mas é claro que não subiremos de elevador: a escalada inicial será tortuosa e cheia de armadilhas.
Jogo a jogo
O certo é que se dependermos da ajuda vizinha dos argentinos, nossa estadia por lá, será ainda mais longa: A moratória dos hermanos, o provável retorno do Kirchnerismo e a recente inclusão da Argentina na zona do rebaixamento (o S&P reduziu o rating argentino de B- para SD default seletivo), nos dão claro sinais de que realmente estamos prontos para trocar de turma.
Como dizem os treinadores: Temos que encarar jogo a jogo, como se fosse uma final.
O interessante é que desta vez, o “ventinho do sul”, como diria o ministro Paulo Guedes, não causou impacto algum por aqui. O mesmo pode ser dito da inversão da curva dos treasuries e do impasse político no Reino Unido, que define sua vida em relação ao Brexit em 31 de outubro próximo.
Lá fora, é dia de conferir o índice de preços dos gastos com consumo (PCE), principal indicar de inflação dos EUA. A expectativa é de manutenção do ritmo, que na alta anualizada encontra-se em 1,6%, abaixo da meta estabelecida (2%).
A inflação na zona do euro continua abaixo da meta. O índice cheio atingiu 1% ao ano e o núcleo 0,9% ao ano. A economia mostra forte desaceleração. As vendas no varejo na Alemanha caíram 2,2% em julho se comparado a junho. Receita para mais estímulos monetários.
Só os fortes sobrevivem
O mês de agosto está chegando ao fim e apesar das enxaquecas, dores de barriga e tuitadas fora de hora, a bolsa brasileira, no acumulado do mês, cai apenas 1,24%.
Meses de alta volatilidade como este, costumam separar os homens dos meninos, colocando de um lado, aqueles que souberam suportar a pressão e manter sua estratégia, e de outro, os curiosos que tentaram surfar o bom momento da bolsa brasileira.
Mar calmo não faz bom marinheiro, diz a máxima (uma das) do mercado financeiro.
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