De acordo com análise do BTG Pactual (BPAC11) os resultados do balanço do ano safra 2021/2020 da Jalles Machado (JALL3) mostram uma confirmação da qualidade e assertividade de seus ativos e estratégia.
Os analistas lembram que os resultados trimestrais raramente são significativos para empresas do setor e que o quarto trimestre fiscal tende a ser ainda menos representativo, pois os resultados referem-se principalmente à venda de produtos produzidos na época da colheita da cana.
Mas, no caso da Jalles, os dados foram positivos, com Ebitda de R$ 228 milhões em linha as expectativas e 77% maior a/a, conforme a Jalles beneficiou-se de preços de etanol ~ 8% mais altos a/a ano durante a safra de entressafra junto com volumes comercializados 49% maiores no ano.
A Jalles gerou um fluxo de caixa de R$ 213 milhões na safra 2020/21, representando um rendimento de 8% de fluxo de caixa sobre a capitalização de mercado atual, “ressaltando não apenas sua criação de valor capacidade, bem como a valorização pouco exigente do estoque, pois esperamos que o fluxo de caixa melhorar devido a preços ainda melhores de açúcar e etanol durante a safra em curso”, diz o BTG.
Isso, juntamente com a receita líquida de R$ 520 milhões decorrente do IPO, levou a uma alavancagem líquida de 0,3x, dando a Jalles bastante flexibilidade para buscar o crescimento orgânico e inorgânico e ambições nos próximos anos.
BTG recomenda compra de Jalles
A Jalles já anunciou seu guidance de produção para a safra 2021/22.
“As ações da Jalles continuam a oferecer o que vemos como um proposta de valor atraente com base em avaliações pouco exigentes, um forte histórico de execução e crescimento orgânico único e sem riscos oportunidade junto com opcionalidades de M&A, tudo em um momento em que o cenário parece cada vez mais favorável para combustíveis renováveis e açúcar”, diz o BTG.
O preço-teto é de R$ 15, com recomendação de compra.






