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Em entrevista à Jovem Pan, economista-chefe da EQI Asset fala sobre deflação e Super Quarta

Em entrevista à Jovem Pan, economista-chefe da EQI Asset fala sobre deflação e Super Quarta

Claudia Zucare

Claudia Zucare

20 Set 2022 às 13:56 · Última atualização: 20 Set 2022 · 3 min leitura

Claudia Zucare

20 Set 2022 às 13:56 · 3 min leitura
Última atualização: 20 Set 2022

foto de Stephan Kautz na Jovem Pan

Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, participou do Jornal da Manhã da Jovem Pan nesta terça-feira (20) e falou sobre o cenário de deflação no Brasil.

Ele explicou que os dois recuos sequenciais da inflação, em julho e agosto, se deram em grande parte pela redução dos impostos sobre combustíveis e também porque o preço internacional dos mesmos caiu consideravelmente.

“Temos os bancos centrais do mundo todo subindo juros e um risco forte de recessão, o que leva a uma desaceleração da economia global. Isso força o preço dos combustíveis para baixo”, explica.

Na segunda-feira (19), a Petrobras (PETR3, PETR4) anunciou a terceira queda no preço do diesel, de 5,8% nas refinarias.

“O preço do diesel tem impacto em diversos segmentos, por conta do transporte prioritariamente rodoviário do Brasil”, diz Kautz.

Para setembro, Kautz espera uma nova deflação no resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação do país, agora de 0,20%. Para ele, a desaceleração da inflação deve continuar, inclusive atingindo bens industriais e alimentos.

Kautz também falou sobre as expectativas para a Super Quarta, dia 21, quando os bancos centrais do Brasil e dos EUA anunciam a nova taxa de juros.

“Na EQI, a gente espera o anúncio do fim do ciclo de alta da Selic. Apesar de todas as tensões internacionais, a inflação vem caindo significativamente. O Banco Central, por preocupações com o fiscal, já coloca no horizonte de interesse o ano de 2024, mas apontando que até lá a inflação estará rodando dentro da meta”, diz.

Já para os EUA, a expectativa é de alta de 0,75 ponto porcentual nesta quarta. Kautz prevê ainda mais duas altas de 0,50 p.p. até o final do ano e um ajuste final de 0,25 p.p. no início de 2023, o que levaria os juros para 4,5%.

Cenário global e oportunidade para os investimentos no Brasil

O cenário global, de alta de juros e inflação ainda alta, especialmente nos EUA e na zona do euro, faz com que o Brasil desponte como um bom local para investimentos.

“O mercado vem refletindo a tese que temos na EQI de que com o fim da alta de juros e a inflação dando sinais de desaceleração no Brasil, os ativos domésticos devem performar bem em termos relativos, comparando com o cenário internacional, onde os bancos centrais ainda sobem juros de maneira agressiva”, explica.  

A preocupação com a recessão, no entanto, segue no radar.

“A recessão não está descartada, especialmente na Europa, onde a guerra leva a uma falta de combustíveis fundamentais para girar a economia. Com o racionamento, a atividade é fortemente impactada, mas sem, no entanto, provocar a queda da inflação, porque o produto é muito demandado e está em falta”, diz.

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