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Volume de serviços avança 0,5% em julho, dentro da expectativa

Volume de serviços avança 0,5% em julho, dentro da expectativa

A Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (14), apontou que o setor cresceu 0,5% em julho, na comparação com junho, sendo esta a terceira variação positiva. O resultado confirmou a projeção do mercado. Assim, o volume de serviços está 12,8% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 0,9% abaixo de […]

A Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (14), apontou que o setor cresceu 0,5% em julho, na comparação com junho, sendo esta a terceira variação positiva. O resultado confirmou a projeção do mercado.

Assim, o volume de serviços está 12,8% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 0,9% abaixo de dezembro de 2022 (auge da série histórica).

Na comparação anual, a alta foi de 3,5%. Já no acumulado em 12 meses, foi de 6%.

Volume de Serviços. Fonte: IBGE

Três das cinco atividades pesquisadas ficaram no campo positivo, com destaque para os transportes (0,6%), setor com o maior impacto sobre o resultado geral do índice.

Com o avanço, o setor de transportes se recuperou da variação negativa do mês anterior (-0,4%).

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A principal influência sobre o resultado do setor, na comparação com junho, veio do transporte de cargas, que avançou 1,4%, terceira taxa positiva seguida, acumulando ganho de 5,8% nesses três meses.

Com isso, o transporte de cargas atingiu novamente o ponto mais alto da sua série histórica. Dentre as atividades que fazem parte do setor, o rodoviário de cargas foi o maior responsável pela alta de julho.

“Uma das explicações para o crescimento da atividade de transporte rodoviário de cargas desde o pós-pandemia é a mudança de paradigma em relação ao comércio eletrônico, que teve um boom com a migração das lojas físicas para as plataformas digitais. Hoje esse fator perde para a questão agrícola, uma vez que temos uma série de recordes de safra para o milho e a soja. Isso aumenta muito a demanda do transporte de cargas, tanto pelo fluxo de insumos, como os fertilizantes, quanto pelo próprio escoamento da produção agrícola”, explica Rodrigo Lobo.

Os serviços prestados às famílias (1%) acumularam um ganho de 4,9% entre abril e julho. “O resultado de julho é o quarto positivo seguido dessa atividade.

Nesse mês, os principais impactos vieram da alta das receitas das empresas de restaurantes, hotéis e parques de diversão, que costumam crescer nos períodos em que as famílias saem de férias”, diz o pesquisador. O setor de serviços prestados às famílias segue como o único a não superar o patamar pré-pandemia. Em julho, ele operava 1,7% abaixo do nível de fevereiro de 2020, o menor distanciamento já registrado.

Já os outros serviços (0,3%), com a variação de julho, recuperaram parte da perda do mês anterior (-0,4%). “Essa atividade tem apresentado variações muito próximas da estabilidade. A alta de julho foi impulsionada pelos serviços financeiros auxiliares, que é o segmento mais importante em termos de receita”, diz Rodrigo.

Por outro lado, as duas atividades investigadas pela pesquisa que tiveram resultados negativos em julho foram os serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%) e informação e comunicação (-0,2%). No caso do primeiro setor, a queda veio após um crescimento de 1,1% no mês anterior.

O que é a Pesquisa Mensal de Serviços

A pesquisa do IBGE produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. Há resultados para o Brasil e todas as Unidades da Federação.