A produção industrial do Brasil registrou leve alta de 0,1% em agosto, após recuar 1,4% em julho e avançar 4,4% em junho.
Em comparação com agosto de 2023, a produção industrial subiu 2,2%, nos últimos 12 meses, terceira taxa positiva consecutiva.
No acumulado de 2024, o setor cresceu 3,0% nos últimos oito meses. No acumulado dos últimos 12 meses, o avanço de 2,4% manteve taxa positiva e intensificou o ritmo de expansão em comparação aos meses de julho (2,2%), de junho (1,5%) e de maio de 2024 (1,2%).
Destaque para indústrias extrativas
Entre as atividades que alavancaram o resultado positivo ficaram as indústrias extrativas, que cresceu 1,1% em agosto, após cair 2,2% em julho quando interrompeu dois meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 5,8%.
Além disso, os setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (3,6%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,0%) e de produtos químicos (0,7%) também contribuíram positivamente.
Por outro lado, entre as 18 atividades que tiveram queda na produção, veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,3%), produtos diversos (-16,7%) e impressão e reprodução de gravações (-25,1%) exerceram os principais impactos na média da indústria, segundo informações da Agência de Notícias do IBGE.
Dentre os impactos negativos também vieram de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,2%), de produtos de metal (-4,0%), de metalurgia (-2,5%), de bebidas (-3,4%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-6,6%), de máquinas e equipamentos (-2,7%), de celulose, papel e produtos de papel (-2,5%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,9%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,6%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,4%).
Comparação anual da produção industrial do Brasil
Na comparação anual, a produção industrial cresceu 2,2% frente a agosto de 2023, com resultados positivos nas quatro das grandes categorias econômicas, 18 dos 25 ramos. Os destaques foram para indústrias extrativas (5,6%), veículos automotores, reboques e carrocerias (12,6%) e produtos químicos (5,6%). Os setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%), impressão e reprodução de gravações (-25,1%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,7%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-7,5%) e celulose, papel e produtos de papel (-3,0%).
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