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Ata do BCE mostra que juros devem seguir em alta na zona do euro

Ata do BCE mostra que juros devem seguir em alta na zona do euro

Decisão de aumentar taxa em 0,5 p.p. em fevereiro e já prometer novo aumento em março combate pressão inflacionária.

As taxas de juros da zona do euro devem prosseguir em processo de alta, de acordo com informações da ata da última reunião do BCE (Banco Central Europeu), divulgada nesta quinta-feira (2).

Os juros foram ampliados para 3% ao ano, já com o alerta de que haverá nova alta de 0,5 p.p., para 3,5%, na reunião de março. “Serão necessários novos aumentos para que as taxas de juro do Conselho entrem em território restritivo, sendo necessário mantê-las em níveis suficientemente restritivos para assegurar o regresso tempestivo da inflação à meta de médio prazo de 2%”, diz o texto.

O BCE afirma ainda que os diretores consideraram importante “dar um sinal firme de intenções de política para a reunião de março”, já antecipando novas altas, e informando que, na sequência, as taxas e índices serão analisados “com uma mente aberta, em linha com a abordagem a partir de dados e indicadores”.

Os diretores acreditam que os parâmetros macroeconômicos são menos pessimistas, apesar dos resultados fracos de curto prazo. “A economia mundial desacelerou ainda mais no quarto trimestre de 2022 e o comércio internacional também, mas as projeções de crescimento global melhoraram para 2023, em parte devido ao relaxamento das restrições pandêmicas na China”, diz o texto, apontando que as pressões inflacionárias seguem fortes.

Para o BCE, as quedas acentuadas de preços de energia “podem ser interpretadas como reversão parcial do grande choque negativo de oferta observado desde 2021”, mas os mercados estão mais atentos ao núcleo do que à inflação cheia, justamente pela volatilidade dos preços de energia e alimentos.

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Nesta quinta-feira, o Eurostat divulgou o CPI da zona do euro, com 0,8% para o índice em fevereiro e 8,5% no acumulado dos últimos 12 meses. No núcleo, o acumulado subiu de 5,3% para 5,6% na base anualizada.

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