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Tudo sobre Renda Fixa: com Selic em alta, entenda onde investir

Tudo sobre Renda Fixa: com Selic em alta, entenda onde investir

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

29 Mar 2022 às 12:00 · Última atualização: 29 Mar 2022 · 11 min leitura

Redação EuQueroInvestir

29 Mar 2022 às 12:00 · 11 min leitura
Última atualização: 29 Mar 2022

treasuries, renda fixa

renda fixa

A alta recente da Selic trouxe novo brilho à renda fixa. Em um passado recente, esse tipo de aplicação financeira perdeu sua atratividade pelas baixas taxas de juros básicos praticadas pelo Banco Central.

No entanto, com a alta da inflação, o Banco Central se viu obrigado a aumentar a Selic e isso tornou a renda fixa uma boa alternativa para novos investimentos.

Para ajudar você na escolha pelo título correto, apresentamos este artigo. Nele, você encontrará a definição das diferentes modalidades de investimento na renda fixa.

Saberá também quais são as principais opções dos títulos desse mercado. Dessa forma, poderá montar sua carteira de modo que reflita seus reais interesses.

Não espere mais e prossiga na leitura agora mesmo!

Quais são as modalidades de investimento em renda fixa?

Existem pelo menos três modos de rentabilidade ao contratar um investimento em renda fixa. Acompanhe a seguir uma melhor explicação sobre cada um deles.

Prefixado

Nesse tipo de investimento em renda fixa, a rentabilidade já é conhecida no momento que se faz a aplicação. Sendo assim, não há variações ou ganhos adicionais.

Um título que é adquirido com uma taxa prefixada de 10% ao ano entregará exatamente isso ao final do período contratado.

Para quem decide investir em um papel prefixado e segura seu título até o vencimento, não há razões pelas quais se preocupar. A rentabilidade que foi contratada será entregue ao final do período.

No entanto, é comum que a aplicação precise ser resgatada antes do prazo final. Alguma emergência pode surgir e o investidor tem que fazer a solicitação de resgate antes do vencimento do papel.

É nesse momento que o título fica a mercê de um mecanismo do mercado financeiro conhecido como “marcação a mercado“.

Em termos práticos, isso quer dizer que o papel vai para um mercado no qual seu preço de face é dado pelos participantes do momento. Ou seja, são os compradores quem ditam o preço.

Claro que isso não é baseado na vontade de cada um e sim na “marcação” que o papel sofre de acordo com a curva de juros do momento.

Assim, quem faz o resgate antecipado pode resgatar menos dinheiro do que aplicou, por incrível que pareça. Isso acontece quando o investidor aplica seu recurso em um prefixado quando há uma alta em curso na curva de juros.

Isso ocorre porque a taxa final de rentabilidade é de um título pré é fixa. Como os juros sobem, o capital inicial precisa decair para atender essa mesma taxa.

Em termos técnicos, é esse capital que o investidor saca quando faz um resgate antecipado. Daí seu valor ser menor quando há uma alta nos juros básicos do país, a Selic.

Pós-fixado

Já em uma aplicação pós-fixada, o rendimento final não é totalmente conhecido. Isso acontece quando o título em questão está atrelado a algum indicador financeiro, como o CDI ou a taxa Selic (que rendem quase a mesma coisa).

Sendo assim, haverá variações “no meio do caminho” até que ocorra o vencimento do título. Se a taxa referenciada subir, o rendimento sobe. Se descer, o rendimento diminui.

Em ciclos de alta da Selic, esse é um dos tipos de títulos mais indicados na renda fixa. Como ele é atrelado à Selic, renderá mais com a sua alta.

Perceba que o problema que ocorre com títulos pré fixados quando de sua marcação a mercado em ciclos de alta não acontece com o pós-fixado. Na verdade é exatamente o contrário, com o pós entregando ainda mais resultado.

Isso é resultado do seu mecanismo de rentabilização. Os papéis pós fixados apresentam rendimento diário, com seu cálculo sendo feito de acordo com a taxa Selic do dia.

Disso decorrem dois efeitos: o primeiro deles é dar corpo ao conceito de título pós. Como a taxa de juros pode ser mudada a cada 45 dias, não há como prever seu rendimento final.

O segundo ponto é seu efeito positivo quando a Selic está sendo aumentada paulatinamente. Como seu valor aumenta, a rentabilidade oferecida por esses papéis cresce também, fazendo com que sejam ótimas alternativas nesses períodos.

Híbrido

Por fim, temos o modelo híbrido. Nessa modalidade, parte da rentabilidade é previamente conhecida, enquanto a outra parcela do investimento é atrelada a algum índice de referência.

Papéis desse tipo são chamados assim porque têm em sua constituição uma fração de título pré fixado e outra de pós-fixado. Logicamente, a parte pós precisa estar atrelada a algum índice financeiro.

É muito comum que no mercado de renda fixa o indicador utilizado seja o IPCA. Assim, a inscrição dessa modalidade de investimento costuma ser representada por IPCA + 5%, por exemplo.

A primeira parte indicada por IPCA é a parte pós, enquanto o percentual fixo se refere ao rendimento pré fixado.

Na prática, um título desses quer dizer que o investidor saberá quanto será seu ganho real. Isso acontece nesses casos porque o índice de referência utilizado é a inflação, medida por meio do IPCA.

Isso pode ser muito confortável para os investidores mais conservadores, pois não importa em quanto está o valor inflacionário. Seu investimento sempre lhe trará um retorno 5% acima da inflação (no exemplo dado).

Vale lembrar que os títulos de renda fixa da modalidade híbrida também estão sujeitos à marcação a mercado. A razão disso é porque eles contém uma parcela de rendimento no formato de prefixado.

Conforme vimos, é preciso atenção e cuidado ao aportar dinheiro nesses papéis, pois em caso de resgate antecipado, novamente incidirá a marcação a mercado.

E nesses casos, o efeito ao investidor nunca é positivo se o cenário macroeconômico encontrar-se em um ciclo de alta na taxa básica de juros.

No entanto, se o investidor “segurar” seu papel até o vencimento, receberá a rentabilidade contratada conforme indicado, não surtindo qualquer efeito sobre seu capital o mecanismo de marcação a mercado.

Quais são os principais tipos de investimento em renda fixa?

Existem diversos títulos no mercado de renda fixa. Cada um deles tem as suas próprias características e atende a objetivos diversos.

Acompanhe a seguir uma melhor explanação a respeito das principais opções existentes para investir em renda fixa.

Certificado em depósito bancário

Esse título é mais conhecido por sua sigla: CDB. Trata-se de um papel emitido por instituições bancárias.

Nessa modalidade de aplicação, o investidor empresta seu dinheiro a um banco e, como contrapartida, recebe um título que expressa o pagamento futuro da dívida acrescida de juros.

Geralmente, a rentabilidade de um CDB é atrelada ao CDI, sendo expressa como um percentual deste.

Essa é uma estratégia de captação de recursos que é permitida aos bancos para financiar a expansão de suas atividades. Quem decide participar disso tem como recompensa o recebimento de um valor maior do que emprestou.

Vale observar que normalmente a rentabilidade oferecida nos CDBs de bancos de menor porte costuma ser mais atraente que os bancos já estabelecidos no mercado há muito tempo.

Letra de crédito

As letras de crédito também são títulos emitidos por instituições financeiras, sobretudo os bancos. Tratam-se de papéis voltados a uma aplicação específica.

Isso quer dizer que o dinheiro captado pelas instituições precisa obrigatoriamente ser destinado a um fim em especial, a depender do tipo de letra de crédito.

Nesse sentido, podemos destacar as duas modalidades existentes: a primeira delas é a letra de crédito imobiliário, ou LCI.

Os recursos captados por ela devem ser aplicados exclusivamente em operações de crédito para a construção de imóveis.

Já o segundo tipo é a letra de crédito do agronegócio, ou LCA.

Essa modalidade capta recursos para financiar a expansão do agronegócio brasileiro. A aplicação em qualquer tipo de letra de crédito é isenta do pagamento de imposto de renda.

Tesouro Direto

O investimento em Tesouro Direto ganhou muita popularidade nos últimos anos dada sua maior segurança. Isso acontece porque os títulos existentes na plataforma são emitidos pelo Governo Federal.

Dessa forma, o risco de inadimplência é muito baixo, fazendo com que essa modalidade ganhasse força frente à poupança.

Essa é uma prática comum nos governos de todos os países. Sempre que há necessidade de captar recursos, o governo pode emitir novos títulos e colocá-los à disposição do público em geral.

No Brasil, existem três tipos de papéis que podem ser adquiridos na plataforma: Tesouro Prefixado, Tesouro IPCA+ e Tesouro Selic. Cada um dos títulos é melhor explicado a seguir e é possível consultar os papéis aqui.

Tesouro Prefixado

Esses são os títulos prefixados emitidos pelo Governo. Tratam-se de papéis com a rentabilidade pré-definida e sujeitos à marcação a mercado.

Normalmente eles são apresentados com a possibilidade de investimento em pelo menos três vencimentos. No momento, estão disponíveis títulos com resgate em 2025, 2029 e 2033.

Uma particularidade desses papéis é que eles podem ser ofertados com pagamento de juros semestrais. Ou seja, o investidor recebe os juros acumulados a cada seis meses, podendo reinvesti-los ou não.

Tesouro Selic

Já o Tesouro Selic são os representantes pós-fixados da plataforma do Tesouro Direto. São papéis diretamente ligados à taxa Selic. Naturalmente, quanto mais alta ela estiver, mais esses títulos renderão.

Além de retornar o valor cheio da taxa Selic, há um acréscimo de rentabilidade que é tão maior quanto mais longo for o papel. No momento, estão disponíveis aplicações no Tesouro Selic em dois vencimentos: 2025 e 2027.

Vale citar que esse título é largamente usado para compor a reserva de emergência, pois tem alta liquidez (diária), rendem todo dia e são muito seguros.

Seu emissor é o governo federal e em último caso pode imprimir dinheiro para pagar a sua dívida.

Tesouro IPCA+

Por fim, temos o Tesouro IPCA. Esse é o título da plataforma que protege o capital contra a inflação, já que sua rentabilidade prefixada se dá acima do rendimento do IPCA por todo o período.

Atualmente existem 6 opções de vencimento na plataforma, com 3 sendo com pagamento de juros semestrais, de forma análoga ao Tesouro Pré.

Novamente, é preciso cautela e programação em relação ao investimento nesse papel, pois a parte prefixada sempre estará sujeita a marcação a mercado em caso de resgate antecipado.

Certificado de recebíveis

Semelhante ao que acontece com as letras de crédito, os certificados de recebíveis também são isentos do pagamento de imposto de renda sobre o lucro auferido.

A diferença entre eles fica por conta da instituição emissora: enquanto nas letras quem emite são os bancos, nos certificados o emissor são as securitizadoras (não confunda com seguradoras, pois são diferentes).

Outro ponto em comum com as letras é que os certificados existem em duas modalidades. Os certificados de recebíveis imobiliários ― CRI ― destinam seus recursos captados ao setor imobiliário.

Já os certificados de recebíveis do agronegócio ― CRA ― suportam as operações voltadas ao campo.

Fundos de renda fixa

Em se falando de renda fixa, existe também a opção de aplicar via fundo de investimento. Essa modalidade consiste em um condomínio de investidores com um mesmo propósito.

Todos investem seu dinheiro no fundo que conta com toda uma estrutura profissional para fazer o gerenciamento do capital.

Logicamente, a destinação dos recursos é voltada à títulos de renda fixa, como os que foram explicados ao longo do texto.

Uma grande vantagem de investir via fundo é justamente contar com o aparato de profissionais para fazer a alocação do dinheiro.

Entre eles, podemos destacar a administradora do fundo e o gestor profissional. O primeiro faz todo o cálculo de cotas, resgates e aplicações.

Já o segundo é responsável por executar a política de investimentos do fundo e buscar o melhor retorno para os cotistas.

Investir em renda fixa é ter previsibilidade de retorno na carteira de investimentos. Ao ter parte dos recursos investidos em títulos dessa modalidade, é possível ter um planejamento mais assertivo.

Com a alta recente da Selic, vários papéis se tornaram bem atrativos. Pode ser uma atitude muito inteligente pesquisar as boas ofertas que existem no mercado.

Com as opções apresentadas aqui, é possível construir um ótimo portfólio. Apenas busque fazer um planejamento financeiro adequado à sua realidade para poder escolher o melhor conjunto de papéis possível para sua carteira.

Assim, é possível reduzir as chances de ficar exposto a uma eventual marcação a mercado, por exemplo.

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