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Entenda como a deflação pode impactar nos dividendos dos FIIs

Entenda como a deflação pode impactar nos dividendos dos FIIs

Victor Meira

Victor Meira

09 Set 2022 às 18:50 · Última atualização: 09 Set 2022 · 4 min leitura

Victor Meira

09 Set 2022 às 18:50 · 4 min leitura
Última atualização: 09 Set 2022

Deflação

Pixabay

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do mês de agosto saiu nesta sexta-feira (9) e assim como o mercado já esperava, houve a segunda deflação seguida em 2022. Dessa vez, uma variação negativa de 0,36%. Com isso, diversos investidores de FIIs (Fundos Imobiliários) ficaram preocupados em relação à diminuição no valor dos dividendos por causa dos resultados da inflação. 

Diante disso, o portal EuQueroInvestir conversou com Felipe Paletta, analista de FIIs da Monett, para tranquilizar os investidores quanto à redução no pagamento de dividendos. 

Em primeiro lugar, Paletta menciona que a deflação consecutiva já era projetada pelo mercado financeiro, principalmente com a PEC dos Combustíveis (Proposta de Emenda à Constituição) e da queda do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) de energia. Ele ressalta que estes dois itens são fundamentais para a composição das oscilações do índice de inflação nas principais cestas de consumo das famílias brasileiras. 

Apesar disso, o analista relata que havia uma certa apreensão do mercado, especialmente, em relação aos fundos imobiliários de papel sobre a variação negativa do IPCA. Uma vez que a deflação provoca uma queda nos dividendos.

Paletta destaca que a queda nos juros não deve ser encarada com o sentimento de receio, mas sim, por uma perspectiva na redução da taxa de juros. 

“A queda na inflação abre espaço para que a gente veja, potencialmente, o recuo na taxa de juros nos próximos meses. Ainda que o Banco Central, no curto prazo, possa falar ‘a gente pode fazer, eventualmente, um novo ajuste’, já me parece claro que esse movimento está acontecendo desde o começo do mês de agosto, a gente observa este movimento mais agudo. Isso deve acontecer naturalmente nos próximos meses”, explica o analista da Monett. 

Cenário de deflação pode ajudar FIIs a médio prazo

Paletta salienta que o cenário de deflação pode ajudar os FIIs na questão da queda de juros. Aliás, este movimento é mais importante do que se preocupar com a inflação a curtíssimo prazo.

“Até porque a gente sabe que essa queda de inflação é temporária e essa queda da taxa de juros potencial, ou ao menos uma estabilização, pode fazer com que a gente veja uma valorização e uma recuperação nos preços dos fundos imobiliários, que praticamente ficaram de lado ao longo da pandemia”, esclarece . 

Entretanto, o analista entende que é importante proteger a sua carteira de FIIs diante deste cenário de deflação. Ele recomenda selecionar fundos imobiliários que têm uma menor exposição ao IPCA. O ideal é escolher dentro da sua carteira de investimento em CRIs ou em títulos de renda fixa atrelados ao mercado imobiliário, que sejam indexados à inflação ou tenham uma indexação maior em relação ao CDI, por exemplo. 

“Algumas gestoras, especialmente as maiores, como, por exemplo, a Kinea. A gestora que tem a maior participação em termos de patrimônio alocado em fundos imobiliários de papel. Ela costuma ter vários produtos, cada um com a sua característica. Por exemplo, tem o KNCR11, que tem uma exposição mais a títulos indexados ao CDI. Portanto, não tem esse risco grande da inflação”, justifica. 

Outra estratégia, informada por Paletta, usada por algumas gestoras para reduzir as perdas inflacionárias é compor uma reserva de acúmulo de correção monetária e não distribuir isso para os cotistas.

“O profissional pode gerir os dividendos para que você não tenha uma queda muito grosseira dos dividendos em função da queda de inflação. Mas esse movimento é pontual”, afirma Paletta.

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