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DeFi: a hype dos contratos inteligentes

DeFi: a hype dos contratos inteligentes

Helena Margarido

Helena Margarido

27 Jun 2022 às 08:49 · Última atualização: 27 Jun 2022 · 5 min leitura

Helena Margarido

27 Jun 2022 às 08:49 · 5 min leitura
Última atualização: 27 Jun 2022

DeFi: ilustração sobre blockchain

Reprodução/Pixabay

Olá. Aqui é a Helena Margarido, criptoanalista da Monett. 

Vocês já se perguntaram por que existe uma hype tão grande em torno dos contratos inteligentes? 

É porque eles prometem revolucionar mercados inteiros, a exemplo do mercado financeiro. Hoje vamos falar um pouco mais sobre isso. Espero que curta! 

Na história da humanidade, o surgimento da moeda em diversas civilizações foi muitas vezes simultâneo ao surgimento dos serviços financeiros básicos, como os bancos, por exemplo. 

E não poderia ser diferente: a partir do momento em que nós decidimos indexar nossas riquezas em moedas sonantes, a guarda de toda essa riqueza em locais mais seguros do que nossas casas parecia uma condição sine qua non para que o sistema monetário desse certo.

Assim, o surgimento dos intermediários financeiros foi um processo quase natural, causado principalmente pela falta de confiança que temos uns nos outros enquanto sociedade.

É claro que, com o passar do tempo, os agentes financeiros deixaram de ser simples depositários de dinheiro, passando a emitir cédulas de depósito, fazendo empréstimos e auxiliando em toda a gama de serviços que o cidadão médio precisa.

Isso porque, apesar de ser possível fazer tudo isso entre pessoas (ex: pegar dinheiro emprestado), esses operadores possuem uma estrutura de órgãos normativos e entidades supervisoras que garantem mais confiabilidade às operações e, por consequência, aos usuários dos serviços.

Ocorre que esse sistema inteiro criado com base na crise de confiança entre as pessoas é composto por diversos intermediários que, é claro, cobram por seus serviços. E esses serviços por vezes apenas se destinam a garantir que haja um terceiro de confiança das relações entre pessoas, não agregando efetivo valor e aumentando consideravelmente os custos de transação.

Na era em que vivemos, dispomos de uma abundância tecnológica, com acesso à internet em praticamente todas as partes do mundo, smartphones, computadores, etc. 

É claro que o sistema financeiro tradicional foi rápido em adaptar seus serviços a toda tecnologia disponível: aplicativos de finanças, sistemas de cashback, bancos digitais e o movimento de open finance vêm crescendo exponencialmente nos últimos anos. 

Mas os operadores desse milenar sistema financeiro ainda estão muito confortáveis em continuar a prestação de velhos serviços apenas em novos formatos. 

Falta eficiência, transparência e, especialmente, a eliminação de taxas para aqueles que atuam como meros intermediários de transações. 

E apenas uma verdadeira revolução poderia resultar na quebra de paradigmas no que diz respeito a esses terceiros de confiança mais conhecidos do mundo. O nome da tecnologia que permite que isso seja possível é blockchain; o nome da aplicação é Smart Contract; o nome do movimento é DeFi (decentralized finance).

Leia também: O metaverso é possível e é o futuro da tecnologia e do trabalho. Confira vídeo.

DeFi: os contratos inteligentes

Os contratos fazem parte do cotidiano das pessoas desde os primórdios da sociedade. Acordos são feitos, negócios fechados e inúmeras atividades giram e são dependentes deles, que nada mais são do que a formalização da vontade de duas ou mais partes.

Ocorre que, para garantir a execução de um contrato tradicional, é necessário um terceiro de confiança: seja ele um banco, que poderá emitir algum tipo de garantia a ser executada em caso de inadimplência, seja o próprio Poder Judiciário.

Isso porque nos contratos tradicionais é impossível garantir que aquilo que foi designado será de fato cumprido. Por isso, para aumentar o grau de segurança quanto à executoriedade, as partes podem recorrer a esses terceiros, que cobram (caro) para fornecer garantias adicionais ao negócio.

É exatamente esse o problema que os contratos inteligentes resolvem. 

Com eles, a autoexecutoriedade está pré-estabelecida, pois eles nada mais são do que um código de computador pré-programado para que, uma vez preenchidas as condições, as vontades das partes sejam executadas automaticamente.

Um exemplo prático e fácil de compreender do que se trata essa autoexecutoriedade são aquelas máquinas de refrigerante e outros produtos, que geralmente encontramos em postos de gasolina e estações de metrô. 

São máquinas com computadores devidamente programados através de linguagem de programação, 100% orientado com o objetivo de executar uma ação, por exemplo: receber uma nota ou moeda de acordo com o valor do produto, aguardar a escolha do mesmo e logo após, ele será enviado ao local indicado para retirada. 

Nesse caso, existe um acordo de vontades (e, portanto, um contrato), onde determinada pessoa decide comprar uma Coca-Cola por $ 2 e a máquina decide vender essa mesma Coca-Cola por $2. Com o requisito pelo contrato preenchido (pagamento de $2), a máquina automaticamente libera a Coca-Cola ao comprador.

Automaticamente, sem uma atendente de balcão (intermediário) que o faça – ou seja, é um contrato autoexecutável.

Essa característica é chave para entender os contratos inteligentes que, por terem a característica de serem autoexecutáveis, podem resultar na eliminação dos intermediários do negócio que agregam pouco ou quase nada ao serviço prestado, reduzindo assim os custos de transação.

Por Helena Margarido, criptoanalista da Monett

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