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CSN (CSNA3) e CMIN (CMIN3) têm resultado positivo em trimestre desafiador, segundo BTG (BPAC11)

CSN (CSNA3) e CMIN (CMIN3) têm resultado positivo em trimestre desafiador, segundo BTG (BPAC11)

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

06 Mai 2022 às 14:15 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 4 min leitura

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06 Mai 2022 às 14:15 · 4 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Divulgação/Wikimedia Commons

O Banco BTG Pactual (BPAC11) divulgou, na última quinta-feira (5), os resultados obtidos pelas empresas de mineração CSN (CSNA3) e CMIN (CMIN3) no 1TRI22. Conforme mostra o documento, mesmo em meio a um período desafiador, as companhias alcançaram números decentes e acima das estimativas apontadas pela instituição financeira.

Apesar do FCF baixo, o Banco BTG mantém a classificação de compra para os ativos tanto da CSN quanto da CMIN.

Nos negócios de mineração, ambas as empresas reportaram notável recuperação, com crescimento de 184% t/t. O Ebitda das companhias ficou acima do que o BTG havia estimado anteriormente em cerca de 6-8%.

Em virtude dos pequenos descontos de preço e pressões de custo, a margem Ebitda do ramo do aço da CSN foi de 26%, superando as estimativas da instituição financeira em 100bps, embora tenha perdido 7p.p t/t. Ainda assim, de acordo com o relatório, a empresa superou seu principal concorrente local em diversas métricas.

FCF no 1TRI22 pode decepcionar investidores

O relatório aponta, no entanto, que a percepção dos investidores em torno dos números abaixo de FCF no trimestre (acima de R$ 2 trilhões para cada empresa) pode ficar manchada, uma vez que estes dão grande atenção à conversão de caixa.

De acordo com o BTG, “isso é em grande parte impulsionado por uma saída considerável de capital de giro que deve normalizar os pagamentos de impostos à frente e acima da tendência que também deve suavizar.”

Assim, a instituição considera tanto a CSN quanto a CMIN com desconto nos níveis atuais acordados abaixo do triplo do Ebitda. “Esperamos que eles apresentem melhores números de FCF à frente”, aponta o documento.

CMIN finalmente entrega nos preços realizados

O Ebitda da CMIN teve alta de 180% t/t, fechando o 1TRI22 em R$ 2,4 milhões (+7% acima das estimativas do BTG). Beneficiados pelo ajuste de US$ 18/t dos preços provisórios, os preços realizados pela companhia neste período subiram para US$ 101/wmt FOB (5% a mais do que estimou o banco). Assim, os impactos negativos dos trimestres anteriores foram revertidos.

Alinhadas com as estimativas do BTG, as vendas da companhia no trimestre totalizaram 6,9Mt, com uma queda de 10% t/t e de 16% a.a., e produção de 6,5Mt. Os números são, em grande parte, justificados pelos altos volumes de chuva nos primeiros meses de 2022.

O custo de caixa C1 teve alta de 8% t/t, fechando o 1TRI22 em US$ 23,4/t, 1% acima do estimado pela instituição financeira.

Margens de negócios de aço caem para 26%

A divisão de aço da CSN fechou o 1TRI22 com EBITDA em R$ 2,0 bilhões, que, embora tenha ficado acima das estimativas do BTG em 9% e crescimento de 11% a.a., teve queda de 19% t/t.

As vendas do aço neste trimestre, no entanto, cresceram de 13% t/t (9% acima do antecipado pelo BTG). Este valor foi impulsionado, sobretudo, pelo forte desempenho do SWT – ainda que este tenha se consolidado -12% a.a. – e pelos ganhos de market share no mercado brasileiro.

Já os preços realizados pela empresa tiveram queda de 9% t/t (1% superior à estimativa do BTG). A receita líquida interna/ton sofreu redução de 4% t/t e, no mercado externo, a receita/ton decaiu em 17% t/t em virtude dos preços mais baixos nos EUA.

A inflação de custos de matérias primas, principalmente carvão, levaram o custo de placas a um aumento de 14% – 4% abaixo da estimativa da instituição financeira.

O resultado do Ebtida do cimento neste trimestre ficou alinhado às estimativas do banco, em R$ 99 milhões (-28% t/t e -4% a.a.). Já o Ebtida ferroviário teve aumento de 17% t/t e 8% a.a., fechando o 1TRI22 em R$ 209 milhões.

CSN mantém níveis de alavancagem confortáveis

O BTG mantém a posição sobre a solidez do balanço da CSN: “esperamos que ela continue reportando números muito saudáveis abaixo de 1x (dívida líquida sobre Ebitda) à frente, mesmo que haja um pouco mais de capex de crescimento”.

De acordo com o relatório, impactada negativamente pelo consumo de caixa não recorrente no trimestre, a dívida líquida da empresa encerrou o período em R$ 18,6 bilhões, superando a projeção de R$ 16 milhões do banco.

Embora o capital de giro da CMIN tenha impulsionado dados ruins, com recebíveis muito mais altos, o BTG acredita que este seja um efeito pontual em virtude da alta volatilidade dos preços do minério de ferro. Segundo a instituição financeira, esses resultados serão parcialmente revertidos posteriormente.

O BTG projeta que a CSN/CMIN apresente números de FCF saudáveis que serão impulsionados pela tendência de que os preços melhorem em todas as suas unidades de negócios, os custos estabilizados ou decrescentes, e a liberação de algum capital de giro.

 

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