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Criptoativos: tudo sobre o investimento de alta volatilidade

Criptoativos: tudo sobre o investimento de alta volatilidade

Matheus Gagliano

Matheus Gagliano

23 Mai 2022 às 03:47 · Última atualização: 23 Mai 2022 · 13 min leitura

Matheus Gagliano

23 Mai 2022 às 03:47 · 13 min leitura
Última atualização: 23 Mai 2022

criptoativos: ilustração com Bitcoin

Pixabay

Quando falamos em criptoativos, muitas vezes fazemos uma associação direta com as criptomoedas. Estas são um também criptoativos, porém nem todos os criptoativos são, automaticamente, uma criptomoeda.

Isso porque na classe de criptomoedas entram outros ativos digitais que podem, da mesma forma, receber investimentos.

O que são os criptoativos?

E o que são os critptoativos, afinal de contas? Criptoativo é todo ativo virtual protegido por uma criptografia. São usados em todos os registros digitais. É importante lembrar que todos os ativos digitais são armazenados em uma rede informatizada.

Em outras palavras, eles surgiram para facilitar as transações financeiras ou para aprimorar as formas de pagamentos entre indivíduos ou empresas.

Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), é importante lembrar que há situações onde os criptoativos podem ser caracterizados como valores mobiliários. Por exemplo, quando se configura um contrato de investimento coletivo. Nessa situação, a oferta deve ser realizada de acordo com a regulação da CVM.

Quando se trata apenas de uma compra ou venda de moeda virtual, como na compra de bitcoin, a matéria deixa de ser competência da CVM. O que passa disso, configura uma possível ilegalidade do ponto de vista regulatório.

Aliás, a autoridade de valores mobiliários lista os cuidados a serem tomados quando o assunto é criptoativos, como ofertas ou atuações irregulares, isto é feito por meio de deliberações CVM e atos declaratórios.

Criptoativos: confira as principais ofertas irregulares:

Pirâmides financeiras

Os famigerados esquemas de pirâmide são captação de recursos da população, em que lucros ou rendimentos são pagos com os aportes de novos participantes. Estes pagam para aderir à estrutura, chamado de investimento inicial.

A adesão de novos membros expande a base da pirâmide, mas essa expansão é insustentável. Então, mais cedo ou mais tarde, não poderá sustentar todos os compromissos. Com isso, atrasos nos pagamentos levarão ao desmoronamento do esquema, gerando prejuízos especialmente para os novos aderentes, que por terem ingressado mais recentemente, não terão tempo para recuperar o que foi “investido”.

Em geral, pirâmides financeiras não são de competência da CVM, mas configuram crimes contra a economia popular. Por isso, são comunicados ao Ministério Público.

Esquemas “Ponzi”

O chamado esquema “Ponzi” também não oferece uma oportunidade real de investimento. No entanto, este se difere da pirâmide, pois o “investidor” não precisa atrair novos investidores.

A aparência de ser um investimento de verdade pode ser maior, pois os recursos são entregues a uma pessoa que promete restituir os valores com maior rentabilidade. Porém, os lucros são pagos com recursos novos, como na pirâmide.

A diferença é que a vítima não precisa realizar esforços para atrair novos investidores. Assim, normalmente são classificados como ofertas públicas de contratos de investimento coletivo e recaem sob competência da CVM.

As ofertas de investimentos no mercado de moedas FOREX é existente no exterior. Porém, não há ainda instituição brasileira autorizada a operar nesse tipo de modalidade. Com promessas de rentabilidade extraordinária, muitos investidores aplicam nesse mercado sem o conhecimento adequado das suas reais características. E, principalmente, não há ciência dos riscos envolvidos.

Entre esses riscos, está o de as ofertas públicas desses produtos não estarem sendo feitas de acordo com a regulamentação brasileira, por não terem sido registradas na CVM e nem serem conduzidas por intermediários autorizados. Assim, há o risco de que o valor investido não seja, realmente, aplicado nesse mercado.

Como funcionam os criptoativos?

Para que os criptoativos funcionem é necessária uma tecnologia conhecida como blockchain, que funciona à moda de uma espécie de livro contábil. Esse blockchain concentra todas as informações relacionadas às transações realizadas.

As informações são armazenadas dentro de um bloco, que possui um registro de hora e data. A cada tempo, um novo bloco é formado e acoplado a um bloco anterior.

 A rede blockchain possui uma grande importância nas transações de criptoativos. Isso porque ela mantém tudo registrado e garantirá a segurança de todos os dados. Isso porque os blocos são dependentes uns dos outros e cada informação possui uma codificação específica.

Quem possui o código alfanumérico se torna o proprietário dos criptoativos. Esses ativos podem ser negociados através de Exchanges ou bilateralmente, sem intermediações.

Como operar criptoativos?

Para operar criptoativos, é necessário possuir uma wallet. Este possui uma chave pública e uma chave privada.

A primeira, a pública, serve para veicular as transações na rede. Já no segundo caso, a privada, se faz necessário no momento de acessar a wallet e operar com ela.

Importante: criptoativo reside nos registros digitais de nenhuma instituição financeira.

Hoje, existem diversos criptoativos, como as criptomoedas, os tokens, as stablecoins, entre outros, sendo que cada um deles possuem suas próprias regras, firmadas pelos próprios criadores e desenvolvedores.

Dentro dos criptoativos há diferenças entre os crptoativos e os tokens. No primeiro caso, são ativos provenientes de uma rede blockchain. Estes podem ser utilizados como um meio para transações, além de ter como finalidade também o armazenamento de valor. São descentralizados, ou seja, são emitidos diretamente pelo protocolo blockchain em que são executadas, não por bancos ou governos específicos.

Já os tokens são unidades de valor que instituições ou projetos baseados em blockchain criam a partir de redes blockchain. Apesar de possuírem uma compatibilidade profunda com as criptomoedas, são uma classe de criptoativos completamente diversa.

Como já dissemos antes, a criptomoeda é um criptoativo, mas o contrário não se aplica. Isso porque existem vários outros criptoativos que vão além das moedas virtuais.

Conforme explicado, a criptomoeda é um tipo de criptoativo. Essa é a diferença: toda criptomoeda será um criptoativo, mas o inverso não se aplica. Isso porque existem outros tipos de criptoativos.

Como investir nos criptoativos?

Investir nos criptoativos, assim como todo investimento, requer um tempo mínimo dedicado ao estudo e aprimoramento do conhecimento do mercado no qual irá alocar seu dinheiro.

Ainda não há uma resposta se os investimentos em criptoativos valem a pena, mas é certo que estes atraem mais discussões do que outras modalidades.

Diante das discussões, é preciso – antes de mais nada – proteger o patrimônio contra a elevada volatilidade inerente a esse tipo de investimento. Isso pode ser feito diversificando a carteira com investimentos de baixo risco, como os de renda fixa.

Atualmente, os criptoativos possuem um atrativo por serem investimentos modernos, especialmente as criptomoedas. Por este motivo chamam a atenção, principalmente dos investidores mais jovens. Mas é preciso sempre ter cautela e atenção para não se deixar empolgar pelo calor do momento ou quando ocorrer uma queda abrupta. É uma regra do mercado financeiro não se deixar pelo chamado “efeito manada”.

Porém, sempre há uma mão amiga: algumas corretoras possuem fundos de investimento que incluem os criptoativos nas composições de suas carteiras. O que está explicado conforme instrução nº555 da CVM.

Por isso é importante ter sempre o auxílio de um assessor de investimentos para que os riscos sejam minimizados e o investidor tenha seu patrimônio protegido.

Existem alguns requisitos importantes que precisam ser levados em consideração antes de investir parte do patrimônio nos criptoativos. É preciso considerar itens como: o perfil do investidor; disponibilidade de recursos; quais são os objetivos traçados; conhecer qual é a rentabilidade oferecida e a performance da instituição de acordo com seu histórico.

Em quais criptoativos investir?

No Brasil, muitos investidores buscam esse tipo de investimento como proteção cambial ou então para fazer frente ao aumento da inflação – uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), já supera os 10% nos últimos 12 meses.

Além disso, há aqueles que se interessam apenas em especular, ou seja: vender e compra em um curto espaço de tempo de forma a obter o maior rendimento possível.

Mas é bom lembrar que para fazer essa opção de day trade é necessário ter uma boa dose de conhecimento do mercado aliado a uma mente que aguente o “tranco” de suportar os altos e baixos do dia a dia. Desta forma, evitam-se perdas que podem ser expressivas.

O primeiro passo para quem deseja investir em criptoativos é abrir uma conta em uma corretora que ofereça esse tipo de ativo virtual.

Em seguida, uma vez tendo a conta aberta, o investidor pode ir montando a carteira de acordo com sua necessidade e interesse. Via de regra, as normas e consensos que movem o mercado financeiro são as mesmas para o mercado de criptoativos, mas existem pequenas diferenças a serem consideradas.

Na EQI Investimentos, há uma equipe altamente especializada e pronta para atender o investidor em todas as suas necessidades e para tirar todas as dúvidas possíveis.

Além disso, a assessoria de investimentos possui parceria com a Mercado Bitcoin, pela qual leva o cardápio de criptoativos para a sua base de clientes, ao passo que o Mercado Bitcoin estende a sua oferta para as classes de ativos tradicionais ofertados pela EQI.

Outra lição importante listada pelo jornal diz respeito aos retornos aos investidores. É preciso considerar que, embora tenha um alto potencial de bom retorno, os criptoativos são investimentos de longo prazo. Ou seja: é interessante deixar o dinheiro rendendo à medida em que o ativo virtual vai se valorizando.

Para se ter uma ideia, o bitcoin, ao longo da história, já dobrou de valor no período de um ano. Isso significa que o valor aportado 12 meses antes dobrou de tamanho após esse período. Já o Ethereum – considerada a segunda criptomoeda mais importante – registrou valorização de 500% também em um ano.

Outro ponto importante é que o mercado dos criptoativos tem uma lógica diferente do mercado de ações “tradicional”. Isso porque não existe um momento de abertura e outro de fechamento.

O mercado opera ao longo de 24 horas e em todos os dias da semana. Ou seja: não é preciso esperar o pregão seguinte para vender ou comprar ações ou posições.

O banco BTG Pactual (BPAC11), que é sócio da EQI Investimentos, já entrou nesse mercado, o que pode dar uma segurança maior ao investidor que pretende investir em criptoativos.

Desde o ano passado, os criptos já estão disponíveis nas plataformas do banco de investimentos. Nele, os clientes conseguem ter uma ideia bem clara e saber sobre sua exposição direta a criptomoedas como bitcoin e ether de forma simples e segura, via aplicativos ou site do BTG.

Com isso, o BTG Pactual, considerado o maior banco de investimentos da América Latina, passa a ser a primeira instituição financeira no Brasil a oferecer acesso direto ao mercado cripto.

De acordo com o banco, a solução está disponível para os clientes do BTG Pactual digital e do BTG Banking, por meio da plataforma Mynt.

André Portilho, head de Digital Assets do BTG Pactual, explica que, em um primento momento, foram incluídos os dois principais ativos do mercado. Mas, aos poucos, serão incluídas outras criptos para negociação ao longo do tempo.

“Teremos uma plataforma completa com ativos baseados em blockchain. Além disso, a Mynt trará conteúdo com o objetivo de educar e informar os clientes sobre essa nova tecnologia”, explica o executivo do BTG.

Além de tentar disponibilizar uma opção considerada segura para acesso aos mercados cripto, o BTG Pactual aponta que o suporte será outro diferencial do novo serviço. O banco possui uma equipe especializada para tirar todas as dúvidas dos clientes.

Desde 2017, o BTG estuda esse tipo de investimento e foi pioneiro, ao lançar em 2019, o ReitBZ, o primeiro security token emitido por um banco no mundo. Em abril do ano passado, lançou também o primeiro fundo de bitcoin gerido por uma instituição financeira no Brasil. Para o banco, esse lançamento, reforça e dá continuidade à estratégia do banco em facilitar o acesso aos clientes a essa nova tecnologia e classe de ativos.

O lançamento da Mynt, como braço do BTG Pactual na negociação de criptoativos, tem como missão preencher parte do mercado que buscava essa solução de forma simples e segura, além de dar continuidade à estratégia do banco em facilitar acesso a essa tecnologia.

Tá, e aí? O que isso significa para o investidor?

O mundo do mercado financeiro oferece uma ampla gama de investimentos para atender aos mais diferentes objetivos. Por isso, cada vez mais, os criptoativos têm atraído um número maior de pessoas que pretendem construir uma carteira sólida e com rendimentos atrativos.

Porém, com toda a volatilidade, é sempre bom lembrar que, como todo investimento, nunca é demais se cercar de toda informação disponível e contar com o auxílio sempre positivo de um assessor de investimentos que ajudará o investidor a alcançar seus objetivos traçados.

O grande perigo dos criptoativos reside no fato de muitos buscarem um investimento rentável com pouco conhecimento ou se aventurar em um voo solo. Daí podem surgir dores de cabeças intensas, acompanhadas de uma grande dose de problemas e perdas de recursos.

Nunca é demais lembrar que, além dos estudos, é sempre importante ter sua reserva de emergência por segurança e diversificar a carteira o máximo possível. Juliano Custódio, fundador da EQI, sempre diz que a diversificação é a palavra de ordem. E quando aplicamos em criptoativos, esse princípio se torna ainda mais relevante.

Portanto, busque uma assessoria ou corretora confiável e garanta um bom rendimento com o menor risco possível.

Quer saber mais sobre criptoativos? Então, clique aqui e preencha o formulário que um assessor da EQI entrará em contato!

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