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Crash: uma breve história da economia – confira a resenha do livro

Crash: uma breve história da economia – confira a resenha do livro

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

30 Out 2021 às 19:00 · Última atualização: 30 Out 2021 · 5 min leitura

Redação EuQueroInvestir

30 Out 2021 às 19:00 · 5 min leitura
Última atualização: 30 Out 2021

No livro Crash: uma breve história da economia, Alexandre Versignassi nos traz um pouco da história e da evolução dos mercados e da economia.

Mas engana-se quem pensa que, por causa do tema, o conteúdo seja denso, cheio de estatísticas e referências de datas históricas. Ao contrário, pelo fato de ser jornalista, o autor poupa os leitores dos jargões do meio financeiro. Sua linguagem fácil e divertida faz com que o livro pareça ter bem menos do que as suas quase 350 páginas.

Crash: uma breve história da economia – principais pontos do livro

Outro ponto que torna a leitura muito interessante é a narrativa não linear utilizada pelo autor. Nesse sentido, por exemplo, Versignassi passeia simultaneamente entre a Roma Antiga do imperador Diocleciano e o Brasil do governo Sarney, quando fala sobre inflação e congelamento de preços.

Ou seja, o autor revisita a história todo o tempo, para mostrar o quanto determinados fenômenos são atemporais. Além disso, faz o leitor perceber o quanto as velhas histórias de insucesso, como inflação, crises e bolhas especulativas se repetem ao longo dos tempos.

A obra é bastante rica e não há como trazer uma síntese de todos os aspectos importantes. No entanto, selecionamos alguns pontos que julgamos importantes. Esses pontos são úteis para o melhor entendimento da economia e dos mercados financeiros de forma geral. Confira a seguir.

As bolhas especulativas

O livro começa na Holanda do século 17, ao falar sobre a primeira bolha especulativa de que há notícia.

Não estamos falando de imóveis, ações ou algum outro ativo financeiro. Na verdade, foram as tulipas do país as responsáveis por uma grave crise financeira, iniciada por causa da especulação sobre os preços das flores.

Na ocasião, as tulipas eram símbolo de status, e chegavam facilmente a custar mais do que um imóvel. A procura pela flor chegou a ser tão grande, que floristas começaram a negociar contratos futuros. Ou seja, instrumentos que davam direito a negociar as flores antes mesmo de serem plantadas.

Como toda bolha, chegou o momento no qual não havia mais pessoas dispostas a adquirir as tulipas pelos atuais preços exorbitantes. A partir daí, o que aconteceu foi uma grave crise no país. Isso porque muitas pessoas investiram todo o seu patrimônio da indústria que girava em torno das tulipas.

De lá para cá, foram dezenas de bolhas especulativas no mundo todo. No entanto, todas têm a mesma origem: um ativo supervalorizado, sem fundamentos que sustentem o seu preço.

Conceito e evolução do dinheiro

Outro ponto importante da obra é o conceito de escassez do dinheiro.

A princípio, comida e outros itens básicos de sobrevivência eram utilizados como moeda de troca. Logo após, foi a vez de metais como cobre e prata representarem o dinheiro. Porém, o que funcionou de fato foi o ouro, por causa da raridade e valor de mercado.

No entanto, era perigoso e nada prático carregar ouro e uma balança (para pesar o metal) cada vez que se fizesse uma transação comercial. Por isso, surgiu na Antiguidade a ideia de criar uma moeda com peso e grau de pureza predeterminados pelo governo.

Com o passar dos séculos, o metal precioso deu lugar às moedas fiduciárias, ou seja, ao papel-moeda emitido pelos bancos centrais. Como o próprio nome diz (fidúcia vem de confiança), a essência do dinheiro hoje é a confiança dos mercados. Em outras palavras, para que um ativo seja considerado moeda, um dos pressupostos é a sua aceitação geral por parte da economia.

Inflação

Versignassi traz um exemplo de inflação quando o padrão monetário ainda era o metal precioso. Nesse sentido, fala sobre como os gregos criaram moedas que não eram 100% puras e, dessa forma, valiam menos do que as de ouro.

No entanto, elas foram emitidas em maior quantidade do que as puras, o que deu início a um processo inflacionário. Isso porque começou a circular mais dinheiro para uma oferta de produtos que não cresceu na mesma proporção. Em outras palavras, a demanda superou a oferta na economia.

A crescente alta dos preços fez com que o imperador Diocleciano congelasse os preços na Roma Antiga. Quem viveu nos anos 80, certamente lembra do congelamento de preços. Na época, os “fiscais do Sarney” estavam sempre alertas, controlando as frequentes remarcações nos supermercados.

No entanto, o congelamento na época de Deocleciano (assim como na época do governo Sarney) não foi suficiente para evitar a escalada da inflação. Dessa forma, o que ocorreu foi o enfraquecimento do seu império, até a queda em 476 D.C.

Lições de vida nos investimentos

O livro também traz exemplos de investidores bem sucedidos e de outros que causaram grandes estragos à economia.

Entre os bons exemplos, o autor menciona Warren Buffett, que ainda vive na mesma casa que adquiriu no final da década de 50. Apesar da fortuna de mais de US$ 80 bilhões, o megainvestidor continua morando em um imóvel que hoje vale US$ 650 mil. Em relação às estratégias de Buffet, o autor destaca a paciência e o foco no longo prazo para atingir o sucesso nos investimentos.

Já entre os que supostamente levaram à falência algumas empresas e teriam prejudicado os cofres públicos, entre empresários supostamente mal intencionados e megaespeculadores do mercado de capitais. Sem mais spoilers, Crash: uma breve história da economia ajuda bastante o investidor a entender os movimentos da economia. Isso é importante para que possa tomar as melhores decisões quanto ao seu patrimônio.

No link abaixo, confira outras indicações de livros que a EQI Investimentos preparou para você!

24 livros para inspirar investidores e empreendedores (euqueroinvestir.com)

 

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