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Como chegar aos primeiros R$ 100 mil? O poder dos juros compostos

Como chegar aos primeiros R$ 100 mil? O poder dos juros compostos

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

15 Nov 2021 às 19:00 · Última atualização: 15 Nov 2021 · 3 min leitura

Redação EuQueroInvestir

15 Nov 2021 às 19:00 · 3 min leitura
Última atualização: 15 Nov 2021

Você já pensou em chegar aos primeiros R$ 100 mil investindo pequenos valores por mês?

Pois saiba que, com o poder dos juros compostos, isso é totalmente possível. É claro que isso dependerá de variáveis como valor investido inicialmente, aportes periódicos e, logicamente, da taxa de juros do investimento. Mas com disciplina e organização, você pode fazer com que os juros compostos trabalhem pelo seu dinheiro.

Como os juros compostos podem ajudar a chegar nos primeiros R$ 100 mil?

Juros compostos é o mesmo que juros sobre juros. Isso porque eles incidem sobre o valor inicial investido e, também, sobre os juros acumulados ao longo do tempo. Ou seja, a cada mês que passa, o investimento rende mais do que no mês anterior.

Inicialmente, o efeito multiplicador dos juros compostos é percebido de forma mais lenta. À medida que o dinheiro vai capitalizando, torna-se mais rápida a composição do patrimônio, pois os juros vão incidindo sobre um montante cada vez maior.

Quanto maior for o tempo da aplicação, maior será o rendimento exponencial que ela proporcionará. É por isso que, para investir, é necessário paciência e organização. Caso contrário, resgates antecipados podem colocar a perder um bom rendimento futuro.

Exemplos de juros compostos

Para entender melhor o poder dos juros compostos, veja agora dois exemplos.

Exemplo 1

Digamos que você invista R$ 1.000 a uma taxa de 10% ao ano. Daqui a 12 meses, terá um total acumulado de R$ 1.100.

Passados mais 12 meses, o seu montante investido será de R$ 1.210. Isso porque os 10% passarão a ser calculados sobre o valor acumulado no final do primeiro ano, ou seja, R$ 1.100.

Já no final do terceiro ano, o seu investimento total será de R$ 1.331, pois os juros serão calculados sobre R$ 1.210. E assim por diante.

Considerando que você não faça nenhum aporte e mantida a taxa de 10% ao ano, ao término de 10 anos você terá um montante de R$ 2.593,74 (sem considerar o Imposto de Renda, presente na maioria das aplicações de renda fixa). Esse resultado é efeito da capitalização dos juros compostos. Ou seja, dos juros que incidem sobre o montante aplicado acrescido de juros.

Perceba que, nesse caso, bastou deixar o dinheiro parado para mais do que dobrar o capital investido. E, se você ficar mais 10 anos sem tocar no investimento, no final desse período terá R$ 6.727,25. Esse é o poder dos juros compostos trabalhando para o investidor.

Exemplo 2

Agora pense no seguinte: se o efeito dos juros compostos faz toda essa diferença em uma quantia relativamente pequena e na qual você não mexeu, imagine se tivesse feito aportes periódicos durante o investimento?

Vamos tomar o mesmo exemplo (valor inicial de R$ 1.000), mas considerando aportes anuais de R$ 1000. Dessa forma, teríamos:

Final do ano 1: (R$ 1000 + 10%) + R$ 1000 = R$ 2.100

Final do ano 2: (R$ 2.100 + 10%) + R$ 1000 = R$ 3.310

Final do ano 3: (R$ 3.310 + 10%) + R$ 1000 = R$ 4.641

Com um aporte anual de R$ 1.000, ao final do 10° ano, você teria um valor total investido de R$ 18.530.

É pelo efeito “bola de neve” que os juros compostos podem trabalhar pelo seu dinheiro. Isso significa que, quanto mais regulares forem os seus aportes financeiros, mais o seu patrimônio irá crescer. Dessa forma, a cada ano você perceberá uma redução no tempo que falta para que chegue aos primeiros R$ 100 mil.

A importância de entender o efeito dos juros compostos

Entender como funcionam os juros compostos é importante para que você tome as melhores decisões de investimentos.

Por exemplo, em tempos de inflação alta, a procura por investimentos que protejam o patrimônio da desvalorização aumentou consideravelmente. Nesse sentido, uma das alternativas mais interessantes é o Tesouro IPCA+.

Essa modalidade pode tanto pagar juros semestrais quanto ao final da aplicação. No link abaixo, saiba como os juros compostos atuam em cada situação.

Juros semestrais ou no vencimento: o que vale mais a pena no Tesouro Direto? | Eu Quero Investir

 

 

 

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