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Alô, câmbio: Brasil segue como a bola da vez de 2022… mas vai durar?

Alô, câmbio: Brasil segue como a bola da vez de 2022… mas vai durar?

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

03 Fev 2022 às 14:55 · Última atualização: 03 Fev 2022 · 3 min leitura

Redação EuQueroInvestir

03 Fev 2022 às 14:55 · 3 min leitura
Última atualização: 03 Fev 2022

câmbio

Reprodução/Pixabay

Alô, câmbio! Tudo bem com você? Quem diria… O fiscal e dúvidas em relação ao cenário eleitoral seguem em stand by desde o final do ano passado.

Lá fora, os gringos iniciaram um processo de “giro de carteiras”, saindo de ativos mais arriscados nas bolsas americanas para (certos países) emergentes… E, finalmente, parecem ter acordado para o fato do diferencial de juros ou “carrego” entre Brasil e a chamada “taxa livre de risco”.

Pois bem… Está formada a tempestade perfeita para um ótimo começo de ano para o Real. Mas será que vai durar? Na sequência, entro mais no detalhe em cada um destes temas, especialmente para você:

As (grandes) preocupações por enquanto, estão de férias

É sabido que o ano vai ter bastante volatilidade. Para quem tem pelo menos 4 anos de mercado, não é segredo que ano eleitoral costuma vir acompanhado de muitas dúvidas. A ponto do mercado ser regido pelas pesquisas eleitorais em muitas ocasiões durante estes períodos. A dúvida está em saber até quando vão estas férias…

Câmbio e o fiscal

Desde dezembro passado que o tema não é muito debatido pelos interessados. É claro que o recesso no Congresso ajudou bastante, mas pelo menos por hora, já entrou na conta dos investidores o gasto “extra” do governo para 2022. Porém, nada é garantido neste assunto que é o predileto de “11 entre 10” analistas estrangeiros quando tratam de Brasil. Brasília vai respeitar o Teto de Gastos mesmo?

Lá fora, uma mudança de foco…

Taxas de juros baixas costumam ajudar na valorização de ações de empresas que demandam forte investimento para crescimento. Isso explica a exuberância que tivemos nos meses subsequentes à pandemia para o setor de tecnologia.

Agradecimentos ao Fed (importante notar)… Agora o cenário parece estar mudando, com analistas colocando pelo menos três altas nos juros americanos nos próximos 12 meses. E isso, muda tudo para estes segmentos…

Emergentes, aqui vamos nós!

E os ativos escolhidos como alternativa às ações que comentamos antes, estão (olha só) nos países emergentes. Mas não é qualquer um não… Existem, obviamente, alguns critérios. O principal deles, além claro do Risco é o famoso, Retorno. Claro…

O carry trade, ou carrego, nada mais é que o diferencial de juros entre o nosso CDI e por exemplo, a rentabilidade dos Fed Funds.

Se na sua mínima, com Selic em 2%, o país era bem pouco atrativo, hoje com a taxa básica de juros local em dois dígitos a coisa muda de figura. E ajuda o Brasil a ser um dos queridinhos do momento para os investidores que buscam essa arbitragem.

Janela de oportunidade

Continuo batendo na mesma tecla. Não por falta de bola de cristal, mas por uma simples questão de estatística. A volatilidade vai voltar e podemos sim estar passando por um momento bem interessante para, por exemplo, dolarizar parte dos ativos. Ou no caso dos importadores, na medida do possível, antecipar as liquidações em moeda estrangeira.

Sendo assim…

Por hora, recomendo toda a atenção para o tema de altas de juros do Fed em 2022. Algo que tem todo o potencial de trazer algum nível de preocupação para o momento “tranquilo” que o Real tem passado. A conferir…

Por Alexandre Viotto, head de câmbio e comércio exterior da EQI Investimentos

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