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Clear Sale (CLSA3): conheça a empresa que estreia hoje na bolsa

Clear Sale (CLSA3): conheça a empresa que estreia hoje na bolsa

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

30 Jul 2021 às 09:15 · Última atualização: 30 Jul 2021 · 7 min leitura

Redação EuQueroInvestir

30 Jul 2021 às 09:15 · 7 min leitura
Última atualização: 30 Jul 2021

Clear Sale

A Clear Sale (CLSA3), empresa que atua no mercado de soluções antifraude digital nos mais diversos segmentos, como e-commerce, mercado financeiro, vendas diretas, telecomunicações e seguros, estreia nesta sexta (20) na bolsa.

A companhia afirma ser pioneira no mapeamento do comportamento do consumidor digital no Brasil.

Com atuação no mercado local e internacional e atendendo aos principais varejistas e instituições financeiras do país, a Clear Sale equilibra tecnologia e profissionais especializados, estabelecendo relações de confiança cada vez mais sólidas, para entregar os melhores indicadores aos clientes da Clear Sale, melhorando seu o retorno sobre o investimento (ROI) no que tange ferramentas e soluções de prevenção a fraude.

Vamos conhecer melhor a empresa?

Clear Sale

História da Clear Sale

Fundada em 2000, a Clear Sale desenvolveu um projeto para mitigar a fraude em um grande e-commerce brasileiro, e teve na construção de sua base de dados a chave para o sucesso, tanto que, em 2005, passou a utilizar essas informações para criar um efeito de rede (base única) com objetivo de proteger todos os seus clientes.

Com isso, a companhia criou em 2008 o Total Clear Sale, produto que até hoje é considerado o carro-chefe da empresa. Nele, toda a árvore de decisão sobre aprovação ou reprovação de pedidos no e-commerce fica sob a responsabilidade da Clear Sale, o que permite uma atuação mais efetiva no combate a fraudes, em um equilíbrio entre desenvolvimento de tecnologia e inteligência humana especializada.

Na sequência, a empresa, em 2013, expandiu suas ações de prevenção e combate a fraudes para além do e-commerce, atuando também no mercado financeiro, de seguros, telecomunicações, companhias aéreas e vendas diretas, desde a validação cadastral e autenticação de usuários.

Após sua maturação, em 2015, passou a ter atuação internacional, com escritório em Miami (EUA), atuando fortemente no e-commerce da região.

Hoje a Clear Sale analisa transações de mais de 170 países e conhece o comportamento de compra de diferentes consumidores no mundo, além de possuir escritório no México.

Em 2020, 88,5% da receita líquida da companhia foi advinda das operações no Brasil e 11,5% da operação internacional.

Duas frentes de atuação

A Clear Sale atua principalmente em duas frentes de prevenção a fraude na relação de empresas e pessoas ou empresas com outras empresas:

  • Autenticação de pagamentos com cartão de crédito não presente (Card-Not-Present, ou CNP). Ou seja, análise para prevenção de fraudes em compras realizadas online (e-commerce) onde não há presença de cartão de crédito com inserção de senha;
  • Autenticação de identidade (onboarding). Ou seja, garantia de autenticidade dos usuários de determinado serviço online dos clientes.

A empresa oferece produtos para cada uma das frentes para que nossos clientes possam ter uma gestão de risco eficiente em suas operações, possibilitando a gestão de risco feita pela Clear Sale ou ainda ferramentas de tecnologia para autogestão.

“Temos ainda soluções customizadas que podem ajustar nossos componentes para melhor atender grandes empresas, que possuem um tráfego maior dentro de suas redes e demandam soluções mais específicas para controle de fraude”, diz a empresa em seu prospecto preliminar.

Em 31 de março de 2021, a empresa tinha mais de 4.700 clientes ativos em mais de 170 países, de diversos segmentos e tamanhos usando seus produtos e serviços de prevenção a fraudes.

Em adição às duas frentes de atuação em prevenção de fraude, a companhia também oferece solução para avaliação de risco de crédito baseado em comportamento digital dos consumidores.

Vantagens competitivas da Clear Sale

  • Base de dados única entre diversos segmentos do mercado – Data Lake Clear Sale;
  • Expertise em prevenção a fraude com time de especialistas em conhecimento da fraude e criação de inteligência estatística;
  • Inteligência humana alimentando processos automáticos;
  • Inteligência humana alimentando processos automáticos.

A estratégia da companhia

Com o constante crescimento do comércio eletrônico e digitalização acelerada de vários outros mercados no Brasil e no mundo, a empresa está posicionada para atuar na prevenção a fraudes, diminuição do risco de inadimplência, validação de identidade e análises comportamentais de clientes em diversos segmentos.

Aproveitando a liderança nos segmentos do mercado brasileiro em que a empresa opera, a expertise em prevenção a fraudes, tecnologias desenvolvidas e sua base de dados consolidada, a Clear Sale diz que pode crescer junto às tendências em novos mercados e com alto potencial de cross-selling e up-selling na base de clientes.

Os principais componentes de nossa estratégia estão resumidos nos pontos a seguir:

  • Aumentar a liderança no varejo eletrônico e aproveitar a tendência de crescimento de transações com cartão não presente (CNP) no Brasil;
  • Consolidar a atuação internacional da Clear Sale no mercado de autenticação CNP, aumentando o faturamento nos países atendidos e abrindo novos mercados;
  • Investir para continuar a diversificação de segmentos para mercado de autenticação de identidade e análise de comportamento (onboarding) no Brasil;
  • Aumentar as iniciativas de inovação aberta (open innovation) para encontrar oportunidades de crescimento em mercados correlatos.

Dados econômico-financeiros

A Clear Sale registrou lucro de R$ 8,5 milhões em 2018, R$ 5,5 milhões em 2019, e R$ 18,7 milhões no ano passado.

A margem líquida variou de 5,5% (2018) para 2,7% (2019) e 5,4% (2020).

O Ebitda ajustado da empresa cresceu de R$ 23,1 milhões (2018) para R$ 30,8 milhões (2019) para R$ 71 milhões (2020).

A receita operacional líquida da Clear Sale passou de R$ 153,8 milhões em 2018 para R$ 208,5 milhões em 2019 e R$ 345,6 milhões no ano passado.

Clear Sale

Principais fatores de risco

  • Em função de a prestação de serviços da companhia ser relacionada às volumetrias de negócios de seus clientes corporativos, variações não previstas de diferentes naturezas nesses volumes podem afetar resultados financeiros esperados.
  • A Clear Sale pode sofrer perdas de profissionais chave se for incapaz de atrair ou manter pessoas qualificadas.
  • O crescimento não é garantido e depende da capacidade de atrair novos clientes, reter a receita dos clientes existentes e aumentar as vendas para os clientes novos e existentes.
  • Alterações relevantes nos preços praticados pela companhia – por fatores externos ou internos – podem impactar adversamente seus resultados.
  • Há a possibilidade de que os sistemas, políticas, métodos de gestão e procedimentos adotados pela companhia para o gerenciamento de riscos não sejam totalmente efetivos ou falhem em evitar a exposição a riscos, incluindo aqueles não categorizados ou imprevistos, o que poderá afetar adversamente os negócios.

Sobre o IPO da Clear Sale

A Clear Sale registrou seu pedido de IPO à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em junho deste ano.

O ticker já foi definido: CLSA3.

A oferta será primária (quando os recursos vão para o caixa da empresa) e secundária (quando os acionistas vendem parte de suas ações). Entre os acionistas que irão vender suas ações estão o fundador e presidente, o ex-atleta olímpico Pedro Paulo Chiamulera.

A companhia definiu a faixa indicativa de preço por ação entre R$ 20 e R$ 25. Assim, o IPO pode levantar R$ 1 bilhão, se levar em conta o valor médio da faixa indicativa de preço (R$ 22,50). A oferta base prevê 45,4 milhões de ações. Mas ainda podem ser comercializados lotes adicional e suplementar de ações.

Os recursos da oferta primária serão usados para: (i) crescimento orgânico (CNPJ e autenticação de identidade); (ii) open innovation; e (iii) crescimento inorgânico (fusões e aquisições).

A estreia na Bolsa da Clear Sale está programada para 30 de julho.

A oferta será coordenada por Itaú BBA, Bank of America, BTG Pactual (BPAC11) e Santander (SANB11).

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