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CDB IPCA+: conheça o título que protege contra a inflação!

CDB IPCA+: conheça o título que protege contra a inflação!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

08 Jun 2022 às 15:20 · Última atualização: 08 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

08 Jun 2022 às 15:20 · 6 min leitura
Última atualização: 08 Jun 2022

CDB IPCA+

Créditos: Pixabay

Existe um título emitido por bancos que tem seu rendimento composto de duas partes: uma parte pré fixada e outra pós-fixada. Trata-se do CDB IPCA+, um papel que protege o investidor contra a inflação, preservando o poder de compra do capital investido. Além disso, conta com a segurança do FGC.

O artigo a seguir fala melhor desse interessante título do nosso mercado financeiro. Continue a leitura e fique mais bem informado sobre todas as suas características!

CDB IPCA+: Quais são os grandes emissores de títulos da renda fixa?

Basicamente, existem 3 grandes emissores de títulos de renda fixa no mercado financeiro brasileiro. Acompanhe sua descrição a seguir.

Governo Federal

O primeiro grande emissor de títulos é representado pelo próprio Governo Federal. São os títulos da dívida pública. Por meio deles, o governo capta dinheiro da sociedade para financiar suas contas.

Os papéis do governo são negociados em uma plataforma conhecida como Tesouro Direto. É possível que qualquer investidor faça seu cadastro e invista nos papéis.

Como o próprio governo pode imprimir dinheiro para pagar a dívida, o risco de calote é baixo. São exemplos desses títulos o Tesouro Selic e o Tesouro Pré fixado.

Empresas privadas

Também é permitido a grandes grupos privados a emissão de títulos de dívidas para o financiamento da expansão de sua atividade econômica.

Nesse caso, o risco acaba sendo maior. Em contrapartida, os prêmios pagos na forma de juros também costumam ser mais altos, como forma de atrair os investidores.

Nesse mercado podem ser encontrados papéis como os certificados de recebíveis, a exemplo dos CRIs e CRAs, além de debêntures, incluindo as incentivadas.

Instituições financeiras

Por fim, temos o terceiro grande grupo representado pelas instituições financeiras. Entram nesse “pacote” os bancos de diversas modalidades, financeiras e sociedades de crédito.

Esse segmento da economia conta com algumas particularidades, como a de ter seus títulos protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito, o que constitui-se em uma proteção extra.

Entre os papéis lançados por esses emissores, estão as letras de crédito, como LCIs e LCAs, e também os famosos certificados de depósito bancários, os CDBs.

O que é o CDB?

O CDB provavelmente é o título mais conhecido emitido pelas instituições financeiras. Ele é bastante comum no mercado e os gerentes bancários adoram oferecê-los aos clientes de sua carteira.

A ideia de investir em um CDB é a mesma de quando se aplica em qualquer título financeiro: uma dada quantia é emprestadada ao emissor que se compromete em devolver o dinheiro no futuro acrescido de juros.

Existem três modalidades possíveis de um CDB ser emitido: ele pode ser pré fixado, pós-fixado ou híbrido. Na primeira modalidade, a rentabilidade final já é conhecida no ato da aplicação financeira.

Já no CDB pós-fixado, o retorno total só é sabido quando do resgate do recurso. Por fim, o modelo híbrido combina os dois anteriores, com uma parcela sendo pré fixada e a outra pós-fixada.

O que é o IPCA?

Já o IPCA é o índice oficial que mede a inflação de nosso país. Ele é medido e calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.

Ele serve para avaliar o quanto nossa moeda perdeu o poder de compra ao longo do ano. Isso é feito contabilizando o aumento de preços de vários itens em diversas cidades do país.

Ao longo do tempo, o IPCA mostra o quanto a inflação corroeu o dinheiro dos brasileiros e fez com que fosse possível comprar cada vez menos com a mesma quantidade de dinheiro.

O que é o CDB IPCA+?

Por fim, podemos entender o que é o CDB IPCA+. Trata-se de um título emitido por instituições financeiras (sobretudo os bancos) na forma híbrida. Ou seja, ele tem uma parte pré fixada e uma pós-fixada.

Geralmente, um CDB IPCA+ tem em sua inscrição uma remuneração fixa em juros acrescida do IPCA. Por isso o símbolo de “+” em sua nomenclatura.

Um exemplo é um papel com a denominação de CDB IPCA + 5%. Isso indica que a remuneração pré fixada do papel é de 5% e a pós-fixada é o próprio IPCA.

Na prática, isso quer dizer que o título renderá 5% acima da inflação, não importa qual seja ela. Se a inflação do período for de 10%, por exemplo, o papel terá rendimento de 15%.

Isso é bem diferente de aplicar em um CDB pré fixado de 10% ao ano, por exemplo. Nesse caso, a rentabilidade auferida seria anulada pelo avanço da inflação.

Um investidor que investe R$ 10 mil em um IPCA + %5 acaba auferindo um valor total de R$ 11.500,00 ao final do período dado como exemplo acima. Sem o IPCA, seu retorno seria de apenas R$ 10.500,00.

Quais são os riscos e vantagens desse título?

O risco de um CDB IPCA+ se concentra na capacidade de pagamento da instituição emissora. Ou seja, é basicamente um risco de crédito.

No entanto, existe a vantagem adicional de ser um papel que conta com a proteção do FGC, o Fundo Garantidor de Crédito. Assim, em caso de insolvência, o investidor pode reaver pelo menos o dinheiro aplicado.

Mas atenção: há limites para o ressarcimento. Ele é de R$ 250 mil por CPF e por instituição. Somadas todas as aplicações de um investidor que são cobertas pelo FGC, o valor não deve ultrapassar R$ 1 milhão.

Já quando olhamos do ponto de vista da aplicação em si, o CDB IPCA+ fornece o grande benefício de proteger o capital do investidor contra a inflação.

Isso ocorre porque a parte pré fixada representa, na verdade, o ganho real da aplicação. Ganho real é todo aquele que excede a inflação e é importante saber disso para entender se houve um ganho na carteira de investimentos.

Como se percebe, o CDB IPCA+ é bom para facilitar o entendimento de um portfólio, pois ao decidir investir nele, não é preciso fazer vários cálculos para saber o ganho real. Basta se basear na parte do rendimento representado pelo pré fixado, pois todo o valor que seria perdido pela inflação já é compensado pela indexação ao IPCA.

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