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BTG Pactual (BPAC11) recomenda distribuidoras de combustíveis para investir em 2022

BTG Pactual (BPAC11) recomenda distribuidoras de combustíveis para investir em 2022

Redação EuQueroInvestir

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02 Fev 2022 às 19:54 · Última atualização: 02 Fev 2022 · 4 min leitura

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02 Fev 2022 às 19:54 · 4 min leitura
Última atualização: 02 Fev 2022

combustíveis

Reprodução/Pixabay

Diante dos resultados recentes das empresas distribuidoras de combustíveis, como Raízen (RAIZ4), Cosan (CSAN3) e Vibra (VVBR3), a equipe de analistas do Banco BTG Pactual (BPAC11) divulgou um relatório, nesta quarta-feira (02), recomendando a compra destes ativos. 

Os altos retornos pelas empresas distribuidoras de combustíveis no Brasil, entre os anos de 2010-15, eram um reflexo de um ambiente interno favorável. Dado que os preços no mercado doméstico, abaixo da paridade internacional, impediam que os pequenos players conseguissem obter combustível de forma competitiva. Diante disso, impossibilitava que as empresas vendessem combustíveis a preços competitivos em relação aos preços oferecidos pelas gigantes energéticas. 

Aparentemente, há um cenário semelhante com esse no 4º trimestre de 2021. As mudanças implementadas pela Petrobras em sua política comercial de combustíveis, em novembro, permitiram que os maiores players se beneficiassem de uma menor dependência de importação em relação às bandeiras brancas. Visto que essas companhias conseguiram ter uma porcentagem maior de combustíveis no mercado interno e a custos mais baixos em comparação com as importações.

Com este cenário, os analistas do BTG Pactual explicam que há margens para atingir ganhos máximos históricos. Contudo, a perspectiva econômica para 2022 é desafiadora com menor crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) e custos financeiros mais altos (taxa de juros). Mas ainda assim, caso a dinâmica atual de aquisição de combustível persista nos próximos trimestres, pode-se argumentar a favor de um impacto positivo duradouro na lucratividade.

Raízen está no caminho certo

A Raízen (RAIZ4) deve divulgar os resultados financeiros no dia 14 de fevereiro. Segundo o BTG Pactual, o seu braço de distribuição de combustíveis deverá apresentar resultados muito fortes, com margens no Brasil expandindo +R$50/m3 t/t para R$132/m3. Embora que na Argentina, com a combinação de vendas fortes com menos repasses de preços deve pressionar as margens, a expectativa é fechar em US$ 29/m3 (-US$ 23/m3 t/t). 

Esse desempenho reflete bons ganhos de estoque e um ambiente competitivo menos acirrado. 

Em açúcar e energias renováveis, os analistas acreditam que Raízen apresente bons números decorrentes de preços de açúcar e etanol saudáveis.

Com isso, os analistas recomendam a compra das ações da Raízen, com preço-alvo de R$ 11,00. Atualmente, o preço do ativo está na casa dos R$ 6,40. 

Cosan – Diversificação deve recompensar

A Cosan (CSAN3) deve apresentar os resultados financeiros em 18 de fevereiro. Como foi destacado pela equipe de Transporte e Infraestrutura do BTG, a Rumo deve ser o destaque negativo no trimestre, apresentando resultados modestos devido a volumes e yields mais fracos.

Por outro lado, o Banco BTG Pactual relata que há uma visão positiva na maioria dos segmentos. Como foi destacado acima, a Raízen deve reportar um forte resultado. A subsidiária de gás natural da Cosan, a Comgás, deve apresentar um conjunto de resultados muito sólido, apesar da sazonalidade e crescimento de despesas após a esperada incorporação da Sulgás.

Dessa forma, o BTG Pactual recomenda a compra do ativo, cotado na faixa de R$ 23,60, com um preço-alvo de R$ 39,00. 

Vibra fechando seu ano mais forte

Já a Vibra Energia (VBBR3) só vai apresentar o resultado em 22 de março. Além das dinâmicas de precificação e sourcing destacadas anteriormente, que devem beneficiar suas margens, a exposição da Vibra ao despacho térmico deve impulsionar seu segmento B2B com fortes vendas de óleo combustível. 

A empresa de energia tem superado a concorrência com facilidade nos últimos trimestre e pode continuar assim no quarto trimestre de 2021. 

Espera-se que os volumes desacelerem ligeiramente em uma base anual (-1%), mas a aviação deve continuar aumentando (+30%), também melhorando o mix geral de margem. 

Com estes dados, a Vibra é uma aposta segura para 2020, em que ela é sustentada pela melhoria consistente da execução em meio ao desempenho de trading mais fortes, que se tornarão ainda mais importantes em um cenário de preços de combustível ainda incerto no Brasil, ressalta o relatório do BTG. 

Com isso, os analistas recomendam a compra das ações da Vibra Energia, que está cotada por volta R$ 22,40, com um preço-alvo de R$ 35,00.

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