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BTG Pactual (BPAC11) recomenda compra para Sequoia (SEQL3) a preço-alvo de R$ 22

BTG Pactual (BPAC11) recomenda compra para Sequoia (SEQL3) a preço-alvo de R$ 22

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

11 Mai 2022 às 17:37 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 4 min leitura

Redação EuQueroInvestir

11 Mai 2022 às 17:37 · 4 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Imagem de showroom da Sequoia. BTG Pactual (BPAC11) recomenda compra para Sequoia (SEQL3) a preço-alvo de R$ 22

O BTG Pactual (BPAC11) mantém recomendação de compra de ações da Sequoia (SEQL3), empresa de logística, a preço-alvo de R$ 22. Analistas do banco veem um grande potencial de crescimento para a empresa, num setor em que o mercado brasileiro ainda é carente de boas soluções.

As ações vêm sendo negociadas na faixa de R$ 8, e estavam com leve baixa nesta quarta-feira na B3, cotadas a R$ 7,88 às 15h.

Dados de faturamente e previsões para a Sequoia. BTG Pactual (BPAC11) recomenda compra para Sequoia (SEQL3) a preço-alvo de R$ 22

Sequoia (SEQL3) tem fundamentos interessantes

Apesar da queda do mercado, causada pela crescente aversão global ao risco, os analistas do BTG Pactual veem fundamentos da empresa e do setor mais interessantes do que nunca e esperam um ano recorde para a companhia em todas as linhas de negócios, com os seguintes destaques:

  • O crescimento de vendas de mesmos clientes B2C continua em alta de dois dígitos, impulsionado principalmente pelos clientes asiáticos, o que também está impulsionando o número de clientes no segmento;
  • crescimento mais lento em B2B no primeiro trimestre reflete sazonalidade mais fraca, desaceleração macro e rotatividade forçada vivida em 2021. Espera[1]se uma perspectiva mais positiva para o segundo semestre deste ano, auxiliada por um melhor mix de contratos;
  • mecanismos de repasse dos preços dos combustíveis foram incluídos em todos os contratos, mitigando os recentes aumentos do preço do diesel;
  • fusões e aquisições continuam sendo prioridade, com alvos maiores previstos para este ano.

Os analistas do BTG Pactual reconhecem a crescente aversão ao risco devido à intensa volatilidade do mercado nos últimos dias. Mas defendem que a Sequoia conta com uma plataforma logística líder em um setor pouco explorado no Brasil, combinando grande equipe, alocação de capital disciplinada e uma forte história de expansão.

Maior faturamento e volume em B2C

Os volumes B2C continuam a crescer dois dígitos, medidos tanto pelas vendas para os mesmos clientes quanto pelos novos clientes, impulsionados pelos mercados asiáticos. O melhor desempenho operacional com clientes asiáticos foi impulsionado principalmente por:

  • Investimento em novos sorters, ampliando a capacidade logística;
  • melhor processo de contratação de capacidade adicional em épocas de pico;
  • ajuste de lead time e novos sistemas de interface com o cliente, auxiliando no processo de entrega em períodos de congestionamento.

A companhia também está se beneficiando do aumento contínuo do volume de SFx para diversificar sua base de clientes, pois suas soluções para clientes de pequeno e médio porte têm se mostrado bem-sucedidas e competitivas.

Melhores perspectivas à frente para B2B

A divisão B2B novamente apresentou crescimento mais fraco no primeiro trimestre, atingido por

  • Rotatividade forçada no ano passado;
  • maior exposição a itens pesados, impactada pela menor renda familiar;
  • falta de peças de reposição em meio a interrupções nas cadeias de suprimentos.

Para os próximos trimestres, o segmento deve melhorar gradativamente, pois o efeito da rotatividade forçada deve se normalizar no segundo semestre – com vendas nos mesmos clientes crescendo no B2C e B2B,, além da esperada expansão da base de clientes e da perspectiva de melhora da cadeia de suprimentos no segundo semestre.

Acordo para repasse de preços dos combustíveis

Para lidar com a volatilidade dos preços dos combustíveis, a Sequoia realizou acordos com seus clientes e motoristas sobre o repasse da variação de custos. Dessa forma, o aumento dos custos de combustível não deve prejudicar as margens no curto prazo.

Os resultados do primeiro trimestre já mostraram margens melhores do que o esperado, que subiram +200bps a/a (vs. 100bps inicialmente esperados), ressaltando a disciplina de opex e as sinergias das empresas recentemente adquiridos.

Os analistas do BTG Pactual esperamos que a margem EBITDA cresça 100bps a/a anualmente (há potencial para números melhores em relação a essa premissa). Aquisições devem se tornar maiores e a recente queda das ações, que chegaram a bater nos R$ 15 durante o mês de março, é vista como injustificada.

Sequoia tem possíveis aquisições em vista e outras alternativas

As negociações de aquisições e fusões continuam ativas e a Sequoia está em negociações avançadas com duas grandes empresas (com receita de R$ 500-700 milhões), focados no segmento B2C.

Caso essas aquisições não se concretizem, a Sequoia focará em negócios menores no segmento B2B em regiões onde ainda não estão presentes. Para financiar um pipeline tão robusto, a administração vê espaço para aumentar a alavancagem para 2,0x (vs. 1,5x no primeiro trimestre).

Em suma, apesar da recente volatilidade do mercado, os analistas do banco mantêm a recomendação de compra, pois a empresa se beneficia de uma plataforma de logística líder em tecnologia em um país carente como o Brasil, e com uma grande tendência de crescimento de lucros nos próximos anos (39% LPA CAGR ajustado para 2022-25).

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