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BTG (BPAC11) vê ventos favoráveis no 3TRI21 para comércio e varejo

BTG (BPAC11) vê ventos favoráveis no 3TRI21 para comércio e varejo

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

21 Out 2021 às 19:25 · Última atualização: 21 Out 2021 · 3 min leitura

Redação EuQueroInvestir

21 Out 2021 às 19:25 · 3 min leitura
Última atualização: 21 Out 2021

BTG

O banco BTG Pactual (BPAC11) divulgou nesta quinta-feira (21) uma prévia dos balanços do terceiro trimestre para o setor de varejo.

O segmento continua sob pressão devido à volatilidade macroeconômica e caiu 20% no acumulado do ano. A previsão, para o terceiro trimestre de 2021 é a continuidade do ponto de inflexão para a maioria das empresas cobertas pelo BPAC11.

De acordo com o relatório nos últimos meses, o consumo global (especialmente para itens discricionários) foi impulsionado pela demanda reprimida e pelo aumento da poupança, o que se estendeu para o consumo de serviços.

A aceleração da vacinação no Brasil e a reabertura gradativa do comércio, simbolizam ventos favoráveis para o setor. Em contrapartida, existe a preocupação com a temporada de compras de férias, onde, a logística de distribuição terá que buscar uma solução para o salto na demanda que pode prejudicar ainda mais a cadeia de abastecimento, impedindo uma recuperação rápida pelos varejistas.

Varejo: e-commerce

No campo virtual, o varejo sofre com o impacto na desaceleração no e-commerce brasileiro, em especial, com os produtos de eletrônicos. Com o aumento dos preços, houve uma retenção no volume de clientes, por exemplo, as vendas de TV tiveram queda de 35% em agosto e o preço subiu em 30% nos últimos 12 meses.

Ainda existe a preocupação com a distribuição de produtos para o final do ano, o que poderia ser um obstáculo para a Black Friday e Natal.  Empresas como Magazine Luiza e Americanas teriam vantagens competitivas devido ao poder de barganha no setor.

Segundo o BTG, o GMV online das Americanas aumentou em 33% ao ano (vs.73% a/a no 1T21 e 37% a/a no 2T21), enquanto o MGLU deve reportar uma expansão de 22% a/a (vs. 114% a/a no 1T e 46% a/a no 2T).

Outro obstáculo seriam os players e sites internacionais como Shopee e AliExpress, que oferecem produtos a preços acessíveis, porém com o pior índice de serviço e variedade.

Teses de reabertura

Os varejistas do ramo de vestuário são os que terão o maior crescimento a curto prazo. As vendas da Lojas Renner cresceram em 24%, no comparativo com o terceiro trimestre de 2019. Arezzo (incluindo a marca Reserva) cresceu em +69%, já a Asbf – que mantém a Nike, em +128% no período.

Segmentos como Pet Care e materiais de construção enfrentam bases comparativas piores em relação ao último ano, de acordo com o BTG, a Quero-Quero poderá ter problemas de disponibilidade de produtos em lojas.

Ainda há a expectativa para outros setores: o farmacêutico poderá se beneficiar dos aumentos dos preços de medicamentos em abril deste ano, a rede de atacados Assaí poderá superar seus pares (SSS +5% a/a no trimestre), já a Smartfit deve reportar vendas abaixo de 12%, porém acima do 3T20.

Conclusão do BTG

A instabilidade política e econômica poderão impedir uma recuperação mais rápida do setor. Mas, de acordo com o relatório do BPAC11, as perspectivas atuais devem favorecer uma tendência de consolidação para o segmento.

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