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BTG (BPAC11) vê dificuldades para a Vale (VALE3) no 4TRI21, mas mantém recomendação de compra

BTG (BPAC11) vê dificuldades para a Vale (VALE3) no 4TRI21, mas mantém recomendação de compra

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

25 Fev 2022 às 19:31 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 4 min leitura

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25 Fev 2022 às 19:31 · 4 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

debêntures participativas da Vale

Divulgação

Os resultados da Vale (VALE3) ficaram abaixo do esperado no 4TRI21, diz relatório do Banco BTG (BPAC11) divulgado nesta sexta-feira (25).  De acordo com a instituição financeira, a empresa que atua no setor de mineração passou por um cenário poluído, porém com dados operacionais dentro das estimativas. O BTG mantém a recomendação de compra ao preço alvo de R$ 115.

A VALE3 registrou o Ebitda de US$ 7 bilhões, valor considerável estável e dentro das projeções do BPAC11. Em contrapartida, os dividendos somaram US$ 3,5 bilhões, resultado este, que equivale ao yield de 4,3%. O número ficou abaixo das estimativas da instituição financeira, que anotou o valor de US$ 4 bilhões.

“A realidade é que a Vale já atingiu sua meta de dívida líquida expandida de US$ 15 bilhões, então o fluxo de dividendos (mínimo + extraordinário) no 2S22 dependerá do cenário de precificação (até o momento, positivo)”  informa trecho do relatório.

BTG (BPAC11): Barragens e Fluxo e Caixa

O descomissionamento de barragens de rejeitos, que representa o término de operações no setor de mineração  contribuiu para provisões mais altas. A Vale registrou um montante acima de US$ 1,7 bilhão, além da alta de US$ 1 bilhão relacionada a Samarco.

O fluxo de caixa da mineradora foi impactado devido a uma maior saída de capital de giro – o que é pouco recorrente na VALE3, e por despesas maiores em Brumadinho. Para o BTG, o atual panorama não influencia nas ações em um longo prazo.

Metais ferrosos em linha

A Vale registrou o Ebitda de US$ 6,4 bilhões, na divisão de metais ferrosos. Este valor conta com a redução de – 2% no t/t. O custo caixa C1 da VALE3 totalizou US$ 17,1/t,  o que representa queda. A mineradora também registrou US$ 18,1/t no 3T e este resultado é considerado satisfatório.

A empresa conseguiu estabilidade através do seu Ebitda de finos que são desembarcados na China. De acordo com o relatório, a Vale registrou US$ 51/t, o que difere de US$ 54,6/t no 3T e 37,5 no 4T20. Desta forma, o Ebitda da divisão de metais básicos cresceu US$ 811 milhões devido ao aumento de 61% t/t relacionado ao maior crédito de subprodutos e a maior produção na unidade Sudbury, no Canadá.

Por fim, o custo caixa do níquel obteve queda de – 45% para operações no Atlântico Norte.

Fluxo de caixa foi a decepção do trimestre

Sobre a dívida líquida expandida, a Vale conseguiu registrar o montante de US$ 15 bilhões no trimestre, e este valor, está de acordo com a meta da empresa e acima das projeções do Banco BTG, que não prevê mudanças relacionadas aos ajustes futuros sob o novo CFO a curto prazo.

O fluxo de caixa breakeven, que é aquele sem prejuízos e sem lucros foi outro entrave. Segundo o relatório, a companhia registrou uma alta saída de capital de giro, que ficou acima do – US$ 2,3 bilhões. Desta forma, a Vale encontrou dificuldades relacionadas as contas em um mercado volátil no 2S21. Para o banco, este deve ser um efeito único.

Por fim, a previsão de fluxo de caixa no valor de US$ 10 bilhões para este ano e o programa de recompra são destaques para a VALE3. Existe a previsão de pagamento de US$ 5 bilhões em dividendos durante o 2S22.

Momento do minério e valuation

Para o BPAC11, há a estabilidade relacionada ao preço do minério a curto prazo, e desta forma, uma possível recuperação na produção de aço chinesa com auxílios monetários e fiscais, o que podem representar um equilíbrio maior na produção a nível global.

Dentro do Brasil, é previsto uma maior evolução da Vale durante este ano, já que a empresa apresenta progresso na frente ESG – que é utilizada para medir práticas ambientes e sociais relacionadas a uma determinada organização. Estima-se também a remoção de descontos relacionados aos preços dos papéis.

 

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