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BTG (BPAC11) recomenda compra para Hapvida (HAPV3)

BTG (BPAC11) recomenda compra para Hapvida (HAPV3)

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

31 Mar 2022 às 18:33 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 3 min leitura

Redação EuQueroInvestir

31 Mar 2022 às 18:33 · 3 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

BTG

Divulgação

O BTG (BPAC11) avaliou a fusão entre Hapvida (HAPV3) e Grupo NotreDame, após reunião no Rio de Janeiro com o CFO da empresa, Mauricio Teixeira. De acordo com o banco, a empresa tem como objetivo acelerar o crescimento orgânico, e desta forma, há previsão de melhores lucros a partir do segundo trimestre. O BTG manteve a sua recomendação de compra, ao preço-alvo de R$ 15,5.

A expansão orgânica de novos membros, a redução nos níveis de churn em novas fusões e aquisições consolidadas,  e o maior ticket médio representam boas tendências de faturamento. Conforme o relatório, a Hapvida irá investir em novos planos de saúde com abrangência nacional, e este cenário, poderá refletir em melhores tendências de crescimento orgânico.

“No passado, o HAPV poderia ter obtido mais vidas por meio de clientes corporativos, mas não conseguiu devido à falta de infraestrutura nacional. Ao fazer a venda cruzada de planos de saúde na base de clientes existente da HAPV/GNDI, a empresa pode converter mais vidas de clientes corporativos baseados em diferentes regiões. ” informou o trecho do relatório.

A empresa apurou o número de 700 mil pessoas que poderão aderir aos planos de saúde, e desta forma, a Hapvida poderá obter bons resultados a partir do segundo trimestre deste ano. Segundo o guidance oficial da companhia, a sinergia com o GNDI poderá representar o ingresso de 1 milhão de novos membros em até três anos.

BTG (BPAC11): previsões para o segundo semestre

O BTG realçou o crescimento na base de associados e o aumento dos preços ao longo do ano, reflexo da alta inflação de custos no setor. São previstos valores em mais de dois dígitos para contratos corporativos e coletivos por adesão. Estima-se também um grande aumento  no preço do segmento individual, em torno de 15 a 16%.

A queda em números de internações decorrentes do Covid-19 e a integração de fusões podem simbolizar melhoria na dinâmica de precificação da Hapvida e desta forma, a empresa prevê a normalização da sinistralidade ao longo do ano.

Em relação ao Grupo NotreDame, o atual cenário pode impulsionar a companhia aos índices de sinistralidade de 71 a 72%, percentuais que foram computados em 2019. Em uma perspectiva autônoma, as fusões e aquisições da Hapvida contribuíram para prejudicar a rentabilidade da empresa, porém é previsto para o segundo semestre uma melhora gradativa.

“Seguindo a intensa atividade de aquisições em Belo Horizonte, o grupo acredita que sua estratégia de verticalização na região deve beneficiar substancialmente sua sinistralidade na região. Enquanto isso, o processo de integração HAPV-GNDI já começou, e os comitês de integração estão em andamento. Novos ganhos potenciais de sinergias estão são descobertos a cada dia, o que deve oferecer um risco futuro de alta para o guidance oficial de sinergia fornecido pela empresa (R$ 1,38 bilhão em EBITDA a ser capturado em três anos).” destacou o BTG.

Fraco desempenho no quarto trimestre

A Hapvida apresentou resultados mais fracos no quarto trimestre, porém há previsão de crescimento nos ganhos ao longo do ano devido a fusão com o Grupo NotreDame.

Para o BTG, as fusões podem representar riscos de alta em um cenário base. Segundo o relatório, a Hapvida tem como objetivo adquirir pequenas operadoras de saúde e o GNDI tem como foco unidades hospitalares.

Por fim, o guidance da empresa computou forte crescimento orgânico e as ações estão negociadas a ~23x Preço/Lucro

BTG: Tabela Hapvida

 

 

 

 

 

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