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BTG (BPAC11) recomenda compra da Hidrovias do Brasil (HBSA3)

BTG (BPAC11) recomenda compra da Hidrovias do Brasil (HBSA3)

Redação EuQueroInvestir

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05 Abr 2022 às 18:16 · Última atualização: 05 Abr 2022 · 3 min leitura

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05 Abr 2022 às 18:16 · 3 min leitura
Última atualização: 05 Abr 2022

BTG Pactual

Hidrovias do Brasil

Mesmo com a decisão de desinvestimento, anunciada recentemente pela Vale (VALE3), o BTG Pactual (BPAC11) manteve, em seu relatório, na última segunda-feira (04), a recomendação de compra para as ações da Hidrovias do Brasil (HBSA3), com preço-alvo de R$ 8,00.

Sobre a intenção da mineradora, de se desfazer de seu sistema de mineração no Centro-Oeste – que inclui a mina de Corumbá (MS) – manifestada em Fato Relevante divulgado ontem (04), o relatório do BTG considerou ‘neutro’ o impacto da medida, classificando como ‘baixa’ a “probabilidade de a Vale romper o contrato com a Hidrovias do Brasil, especialmente considerando as recentes movimentações da nova equipe de gestão”.

Fatores determinantes da recomendação de compra da Hidrovias do Brasil:

  • “A frota de rebocadores e barcaças do HBSA para transporte de minério de ferro ao longo do sistema fluvial do Paraguai foi feita sob medida para a Vale, e acreditamos que o novo operador provavelmente precisará usar o complexo logístico da HBSA”;
  • “A HBSA possui contrato de garantia com a Vale International para seu contrato ToP de 25 anos, sendo que qualquer alteração desta garantia pela Vale Internacional requer a aprovação da Hidrovias”; e
  • “Ainda precisamos avaliar a qualidade do novo operador, mas é provável que se concentre mais no aumento da produção na mina de Corumbá, já que o ativo era altamente não essencial para a Vale. Em suma, continuamos compradores da HBSA”.

Arbitragem ‘improvável’

Ao considerar ‘improvável’ que ocorra um caso de arbitragem”, o documento do BTG citou como referência o exemplo da empresa uruguaia Navios South American Logistics, que obteve no tribunal britânico a garantia de seu contrato com a Vale para transporte de granéis sólidos, em 2016.

Ao mesmo tempo, a própria HBSA3 publicou comunicado ao mercado para esclarecer que “seu contrato de take-or-pay (ToP) com a Vale continua em vigor, assim como os respectivos os serviços, de acordo com os termos do contrato”.

Viés de recuperação

Para este ano, o relatório do banco de investimentos mantém como viés a recuperação do EBITDA (hoje negociado a 7,8x) para a HBSA3, por considerar ‘injusto’ o atual preço de mercado da empresa, que apresentou ‘fraco desempenho’ no ano passado. Mesmo com isso, a empresa não impediu de oferecer “um equilíbrio de risco-retorno, dada à sólida perspectiva de volume esperada para 2022, além do impulso de ganhos aprimorado e fundamentos sólidos de longo prazo”.

Em contrapartida, a instituição financeira visualiza boas perspectivas para a Hidrovias do Brasil, tendo em vista medidas como a dragagem fluvial aprimorada, entre outras não apontadas, que “devem melhorar estruturalmente o carregamento de carga, evitando os gargalos operacionais observados no ano passado”.

Margem EBITDA varia de 40% a 45%

De acordo com estimativas levantadas pelo BTG, a operação da Vale adiciona cerca de US$ 45-50 milhões/ano em EBITDA para HBSA (assumindo volumes de 3,2 milhões de toneladas e margem EBITDA de 40-45%), com validade de contrato por mais 17 anos.

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