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BTG (BPAC11) indica compra para Lojas Renner (LREN3)

BTG (BPAC11) indica compra para Lojas Renner (LREN3)

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

06 Mai 2022 às 23:11 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 3 min leitura

Redação EuQueroInvestir

06 Mai 2022 às 23:11 · 3 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Divulgação Lojas Renner

O BTG (BPAC11) analisou a atuação da Lojas Renner (LREN3) durante o primeiro trimestre de 2022. Segundo relatório publicado nesta sexta-feira (6), a empresa apresentou grande melhora em seu desempenho no comparativo com o ano passado. Desta forma, o BTG recomendou a compra de ações no preço-alvo de R$ 37.

A companhia anotou crescimento em sua receita líquida, a Renner expandiu de 63% ao ano para R$ 2,2 bilhões. Este cenário favorável está relacionado ao canal digital, que corresponde a 15% do GMV da companhia. A unidade cresceu de 39% para R$ 434 milhões.

A bandeira Renner também contabilizou bons números, com o crescimento de 64% no a/a. As vendas da Youcom e Camicado aumentaram 122% e 34% ao ano.

BTG (BPAC11): destaque para a margem bruta

A margem bruta do varejo contabilizou 55,2% e este percentual representa redução de 10bps no comparativo com o 1TRI19 e 60bps acima das estimativas do banco BTG. Segundo a instituição financeira, as pressões cambiais e inflacionárias sobre as matérias primas foram compensadas por menores remarcações e cobranças mais assertivas.

A Renner totalizou R$ 928 milhões em suas despesas relacionadas às vendas gerais e administrativas. Este montante representa o aumento de 52% no comparativo com o mesmo período em 2019. Os negócios na plataforma digital contribuíram para compensar a alavancagem.

“A empresa mencionou, no entanto, que está gradualmente diluindo parte desses investimentos (os custos de aquisição de clientes e frete foram 6,2 p.p. menores a/a como % do GMV digital da LREN). Como resultado, o EBITDA ajustado do varejo (pós-IFRS16) atingiu R$ 298 milhões (redução de 6% vs. 1T19 e 7% acima da nossa estimativa), com margem EBITDA 590bps menor vs. 1T19. ” informou trecho do relatório.

A margem bruta e a margem Ebitda obtiveram menores quedas no comparativo com o trimestre anterior.

Impacto positivo na Renner (LREN3)

A Renner computou bons números em sua divisão de financiamento ao consumidor, onde foi anotado o montante de R$ 85 milhões com queda de 13% no comparativo com 2019, e dentro das estimativas do banco de investimentos. O relatório também destacou o crescimento de 71% ao ano nos resultados de intermediação financeira, com a expansão de 101% a/a na receita co-branded.

“As provisões totalizaram -R$167 milhões vs. -R$52 milhões no 1T21 (quando a empresa reverteu provisões). No cartão co-branded da Renner, as perdas já líquidas de recuperações atingiram 3,7% da carteira (vs. 2,6% no 1T21 e 3,0% no 1T19, refletindo a perspectiva de maior taxa de juros no Brasil, embora ainda sob controle).” realçou o BTG.

O Ebitda ajustado da empresa foi de R$ 383 milhões e a margem Ebitda registrou índice 800bps menor no comparativo com o primeiro trimestre de 2019. O lucro líquido da empresa contabilizou R$ 192 milhões e foi impactado positivamente por bons resultados financeiros.

Dinamismo maior

Para o banco, a Renner terá boa recuperação no seu índice de vendas e o seu obstáculo são as margens, que estão abaixo dos níveis históricos. A rede de lojas mantém uma boa posição,  que pode garantir uma maior participação de mercado nos próximos trimestres dentro do segmento.

“No entanto, apesar de seu histórico premium em crises econômicas anteriores, o cenário macro mais desafiador, com inflação mais alta corroendo o poder aquisitivo e pressionando o CPV, além de aumentar a concorrência no canal online, ainda devem impactar os resultados da empresa nos próximos trimestres”, finalizou o BTG.

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