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Bonds de empresas brasileiras: as vantagens de investir em Petrobras e Banco do Brasil nos EUA

Bonds de empresas brasileiras: as vantagens de investir em Petrobras e Banco do Brasil nos EUA

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

08 Jun 2022 às 09:05 · Última atualização: 08 Jun 2022 · 13 min leitura

Redação EuQueroInvestir

08 Jun 2022 às 09:05 · 13 min leitura
Última atualização: 08 Jun 2022

Companhias nacionais lançam títulos também nos mercados externos e não somente aqui no Brasil. Os bonds de empresas brasileiras são uma das boas opções para os investidores na atualidade.

É possível fazer a escolha pelo papel que rende mais, desde que se tenha acesso ao investimento nos Estados Unidos.

Para orientar melhor você nesse assunto, o presente artigo analisa as principais questões a respeito do tema.

Siga em frente e saiba tudo o que é necessário para fazer o investimento!

O que são os bonds de empresas brasileiras?

Não é raro que encontremos a definição de bonds de forma equivocada. O principal equívoco cometido é quando atribui-se esse conceito apenas aos títulos emitidos nos Estados Unidos da América.

No entanto, um bond nada mais é do que um título de dívida do mercado de renda fixa emitido fora do país, seja nos EUA ou em qualquer outro país que não o Brasil.

Assim, um investidor que aplica seus recursos em um papel pertencente ao mundo da renda fixa e que não seja emitido em solo nacional estará investindo em um bond.

Existem diferentes tipos dessa modalidade de papel ao redor de todo o mundo, mas o fato é que eles precisam fazer parte do universo da renda fixa para serem chamados dessa maneira.

No entanto, quando falamos de investimentos internacionais de investidores brasileiros, quase sempre o destino final é os Estados Unidos. Talvez venha daí a confusão de atribuir ao nome bond todo papel emitido por lá.

De qualquer forma, nos referiremos aos títulos desse país no decorrer deste artigo, já que o maior volume de aportes estrangeiros no Brasil realmente é no país do tio Sam.

A seguir apresentamos os dois principais tipos de bonds encontrados no mercado de renda fixa norte-americano. Acompanhe a descrição para obter mais informações sobre esses papéis.

Treasury Bonds

A primeira modalidade de bond a ser descrita aqui são os Treasury Bonds. Em tradução literal, eles querem dizer títulos do tesouro. Pelo nome pode-se inferir que são os papéis de dívida emitidos pelo governo do país.

Assim, os Treasury Bonds representam os papéis de dívidas do governo norte-americano. Todo país tem a possibilidade de emitir títulos para captar recurso a fim de cumprir suas obrigações financeiras e fazer investimentos.

Vale ressaltar que esses papéis são considerados os investimentos mais seguros que existem no mundo. Não há nenhuma garantia formal e sua confiança se alicerça simplesmente na credibilidade do emissor.

Como estamos falando da economia mais forte do mundo, a última coisa que se espera é um calote. Ainda que isso seja possível, as probabilidades são extremamente remotas.

Essa é a razão pela qual o aumento da taxa de juros básica nos Estados Unidos atrai capital do mundo inteiro. Esse movimento é tão poderoso que chega a causar fortes impactos até mesmo no mercado de renda variável do planeta.

Gráfico com projeção de alta de juros nos EUA
Projeção de alta de juros nos EUA. Fonte: BTG

Por sinal, é exatamente isso que está acontecendo agora com o aumento da taxa em março de 2022 pelo Fed.

Vale destacar que existem diferentes tipos de Treasury Bonds. Há aqueles que são atrelados diretamente à taxa básica de juros, bem como outros ligados a indicadores de mercado como a inflação.

Perceba que há uma grande semelhança com os nossos títulos do Tesouro Direto, plataforma digital criada em 2002 pelo Governo Federal para transacionar os seus títulos de dívida diretamente ao investidor.

Por fim, também é necessário dizer que os Treasury Bonds podem pagar seus rendimentos periodicamente ou apenas de forma acumulado ao final do prazo de vencimento.

No primeiro caso, os pagamentos podem ser semestrais ou mesmo anuais. Isso é especialmente útil quando o papel tem vencimento mais longo. Há Treasury Bonds com vencimento de até 30 anos.

Corporate Bonds

O outro grande grupo de bonds que são emitidos nos Estados Unidos são os Corporate Bonds. Logicamente, eles também fazem parte do mercado de renda fixa, mas não são emitidos pelo governo americano.

Em vez disso, quem emite os Corporate Bonds são as empresas privadas. Dessa forma, o risco embutido nesse tipo de operação é naturalmente maior que o risco presente nos Treasury Bonds.

Para chegar à conclusão da relação risco-retorno presente em um papel desse tipo é preciso avaliar uma série de fatores, entre eles os fundamentos econômicos da companhia em questão.

Note que estamos falando das empresas privadas dos Estados Unidos. Muitas delas são centenárias e com alcance global, sendo líderes em seus segmentos de atuação inclusive.

Alguns exemplos que podem ser citados são a Coca-Cola, Nike, Johnson & Johnson e grandes empresas do setor de tecnologia. Alphabet (Google), Tesla, Meta (antigo Facebook) e Microsoft estão nesse rol.

Ou seja, ainda que o risco de um Corporate Bond seja maior que o de um Treasury Bond, vale destacar que a depender de seu emissor, o risco de crédito também pode ser baixo. Tudo vai da análise prévia feita pelo investidor.

Se olharmos mais de perto, veremos que um Corporate Bond também se assemelha bastante a alguns tipos de papéis que temos no mercado brasileiro.

Estamos falando dos certificados de recebíveis (CRIs e CRAs) e das debêntures, entre as quais as mais populares são as debêntures incentivadas.

Elas aplicam os recursos captados obrigatoriamente em projetos de infraestrutura. Por essa razão, são isentas do pagamento de imposto de renda sobre o rendimento auferido.

Uma grande curiosidade a respeito de um Corporate Bond é que ele será chamado assim unicamente quando é emitido em solo estrangeiro. Isso se aplica mesmo que seu emissor seja uma empresa brasileira.

Ou seja, se uma empresa do Brasil emite um título de dívida de renda fixa nos Estados Unidos, esse papel será considerado um Corporate Bond, mesmo que a empresa emissora não seja originária do país norte-americano.

O que importa é a localidade da emissão. Nesse caso, fora do Brasil.

E isso vem acontecendo com relativa frequência, ao passo que cabe ao investidor fazer uma análise de qual investimento é mais vantajoso: se comprar papéis das companhias brasileiras aqui ou no exterior.

É esse tipo de análise que veremos nos tópicos seguintes deste artigo.

Por que as empresas brasileiras emitem títulos nos Estados Unidos?

Para entender o motivo pelo qual uma companhia aqui do Brasil emite um título lá fora devemos recorrer ao princípio da captação de recursos para financiamento da expansão de uma operação.

Toda empresa tem isso como objetivo quando pretende alcançar novos mercados ou desenvolver mais produtos. Ou ainda para ampliar uma rede de fornecimento já existente.

Enfim, independentemente da finalidade da captação, o fato é que existem alguns mecanismos disponíveis no mercado para que esse processo seja executado.

Eles são uma alternativa à tradicional tomada de recursos que acontece em um empréstimo bancário. Sempre que uma empresa não tem caixa suficiente para bancar sua expansão, ela pode recorrer a um empréstimo.

No entanto, nem sempre as condições oferecidas pelo banco satisfazem os planos da companhia. Nesse caso, como se trata de uma grande corporação, há outros modos de fazer essa captação.

Um deles é por meio da emissão de títulos de dívidas. Por meio desse processo, a empresa toma recurso emprestado diretamente do investidor, com a promessa de retorno da quantia no futuro, acrescentado de juros.

Essa é uma forma de eliminar intermediários, o que frequentemente torna a operação mais vantajosa para ambas as partes.

De um lado, a empresa tomadora de recursos o faz de maneira mais barata. Do outro, o investidor pode obter um retorno maior com a tomada de risco mais acentuada em vista de maiores rendimentos.

Dessa forma, podemos entender a razão pela qual uma empresa aqui do Brasil realiza uma emissão de títulos nos Estados Unidos: se o objetivo é a captação de recursos, por que não lançar papéis no maior mercado do planeta?

Sim, é isso mesmo. Os EUA têm a maior praça financeira do mundo e faz todo o sentido fazer a emissão de títulos por lá.

Outro fator muito importante é a captação feita em dólar. Essa é a moeda mais forte que existe no planeta e, ao dolarizar a captação, uma companhia brasileira pode torar seu caixa mais robusto.

Ao ocorrer valorização do câmbio, o capital arrecadado automaticamente se valoriza, tornando a operação mais rentável ainda para aplicar os recursos aqui no Brasil.

E para o investidor? Qual a vantagem de investir em bonds de empresas brasileiras?

Já para o investidor brasileiro, há vantagens ao se optar pelos bonds das empresas brasileiras, investindo no exterior, ao invés de aplicar seu recurso aqui no Brasil mesmo.

Claro que tudo dependerá das taxas de retorno oferecidas por cada papel. Isso poderá ser visto no tópico a seguir quando alguns bonds brasileiros serão apresentados.

Mas, no geral, os bonds são vantajosos porque a percepção de risco das empresas brasileiras para os brasileiros é diferente da percepção de risco das mesmas no mercado americano.

Ou seja: é possível investir em companhias sólidas, como Petrobras e Vale, mas com retornos mais altos do que se conseguiria em debêntures emitidas no Brasil, por exemplo. Isto se dá, justamente, pelo risco de investir no Brasil embutido no papel.

“Com a expectativa de subida de juros nos EUA em decorrência da inflação, as taxas dos bonds também aumentam. Esse é o momento para o brasileiro investir em bonds como o do Banco do Brasil, Cosan, Cemig e Petrobrás a uma taxa média entre 8,25 a 9,25%, com retorno anual em dólar. Ter uma parcela do patrimônio investido em uma moeda forte e em uma empresa conhecida, é uma excelente alternativa para o momento atual”, comenta o assessor da EQI Rômulo Luz.

Os clientes da EQI podem fazer esse investimento diretamente no exterior, a partir da parceria com a corretora Avenue.

bonds de empresas brasileiras: ilustração com engrenagem e nota de dólar

Quais são as empresas com lançamentos de bonds nos Estados Unidos?

Conforme foi mencionado, para decidir entre investimentos diretamente no Brasil ou no exterior em papéis de companhias brasileiras, é preciso analisar o retorno do título, entre outras variáveis.

Nesse sentido, podemos dizer que há alternativas interessantes no mercado externo. Veja a seguir alguns papéis de empresas brasileiras lançados no mercado norte-americano. Confira.

Petrobras

A petroleira brasileira possui corporate bonds nos EUA com uma remuneração bastante atraente. São papéis com vencimento em 2030, por isso sua inscrição é Petrobras 2030.

Esse título oferece um rendimento equivalente à taxa DI + 3,02%. Perceba que se trata de um título híbrido, com uma parcela apresentando rentabilidade pós-fixada e outra sendo prefixada.

Como o DI hoje está rendendo 11,65% ao ano, esse corporate bond da Petrobras rentabiliza o investidor em um percentual total de 14,76% ao ano. Isso representa mais de 125% do CDI atualmente.

Banco do Brasil

O banco brasileiro com maior participação no agronegócio do país também possui emissões de corporate bonds na terra do tio Sam. E sua remuneração é bastante atraente, por sinal.

O bond BB 2024 paga nada menos que a taxa DI somado a um percentual prefixado de 5,03%. Em termos absolutos, isso está representando 16,68% ao ano, ou 143% do CDI em termos percentuais.

Seu vencimento é mais curto que o bond da companhia petroleira. Para o bond do Banco do Brasil, o vencimento previsto é já no ano de 2024.

Agrisolution

Por fim, apresentaremos um bond com a remuneração mais agressiva entre aqueles citados aqui. Isso servirá para mostrar como uma emissão internacional pode ser mais rentável do que um lançamento doméstico.

O bond da Agrisolution é um green bond, ou seja, é voltado ao conceito de sustentabilidade. A rentabilidade oferecida é da taxa DI somado a um percentual fixo de 6,87%. Absolutamente, o retorno é de incríveis 18,52% ao ano.

Em termos percentuais, isso significa mais de 158% do CDI atualmente. E o vencimento do papel nem é tão longo assim, já que esse tipo de rentabilidade geralmente é vista em títulos de mais longo prazo.

O FS Agrisolution tem vencimento programado para o ano de 2025, apenas 3 anos à frente de nossa data atual.

Como investir em bonds de companhias brasileiras nos Estados Unidos?

Para investir diretamente nos corporate bonds de empresas brasileiras no exterior, é preciso observar algumas particularidades inerentes a esse tipo de investimento.

A principal delas é que será preciso ter conta aberta em uma corretora no país onde os títulos estão sendo negociados. No caso do exemplo tratado ao longo de todo este texto, estamos falando dos Estados Unidos.

Logo, é necessário buscar uma instituição financeira desse tipo para ter acesso aos papéis apresentados. Deve-se cumprir todos os trâmites burocráticos que são exigidos para a operação.

Assim que tudo estiver pronto e o investidor se encontrar habilitado, é preciso fazer o envio de recursos. Nesse momento, o capital do investidor estará sujeito ao câmbio praticado no dia da remessa internacional.

Além disso, deve-se ter ciência das taxas que são cobradas nesse tipo de operação. Normalmente, incidem o spread cobrado pela instituição no momento da transação, acrescentado do Imposto Sobre Operações Financeiras, o IOF.

Por fim, vale lembrar uma importante condicionante para investir nos bonds de empresas brasileiras nos Estados Unidos: normalmente esse tipo de papel requer um aporte mínimo inicial de US$ 50 mil.

Por essa razão, geralmente, quem aplica seus recursos em bonds desse tipo são investidores institucionais. Uma forma mais simples de acessar esses produtos é por meio da aplicação em fundos de investimento que invistam nos bonds.

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