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Bitcoin 2021: moeda digital pode superar os US$ 60 mil no próximo ano

Bitcoin 2021: moeda digital pode superar os US$ 60 mil no próximo ano

Redação EuQueroInvestir

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26 Dez 2020 às 10:00 · Última atualização: 26 Dez 2020 · 4 min leitura

Redação EuQueroInvestir

26 Dez 2020 às 10:00 · 4 min leitura
Última atualização: 26 Dez 2020

bitcoin, criptomoeda

As expectativas para o bitcoin em 2021 são as melhores possíveis. O próximo ano será aquele em que, possivelmente, a moeda digital chegará perto dos US$ 100 mil.

Isto graças ao fato de que, em 2020, ocorreu o halving, processo que ocorre a cada quatro anos em que se reduz pela metade o número de bitcoins em circulação.

O halving acontece para garantir que a moeda digital não ultrapasse os 21 milhões de unidades (estipulado desde sua criação), garantindo o caráter escasso do ativo.

“Historicamente, o melhor ano para a valorização do bitcoin é justamente aquele que vem após o halving”, afirma Carlos Russo, CFO da Transfero Swiss.

“Isto aconteceu em 2013, quando o bitcoin foi de US$ 100 para US$ 1 mil. Também em 2017, quando foi de US$ 1 mil para US$ 20 mil. E provavelmente será assim novamente, em um salto que deve ser de US$ 20 mil para US$ 60 mil, US$ 80 mil e até US$ 100 mil”, ele explica, confirmando que as perspectivas são “muito positivas” quando se fala em apreciação do ativo.

Além de ser o ano pós-halving, 2021 também deve repetir a busca dos investidores por ativos de risco, assim como ocorreu em 2020. O que é explicado pela baixa taxa básica de juros, Selic, que segue em 2%, com projeção de chegar a no máximo 3% até o final do ano que vem.

Segundo o Boletim Focus, feito pelo Banco Central junto a cerca de 200 instituições financeiras, a Selic chega a 4,5% até o final de 2022, e a 6% até o final de 2023.

“O bitcoin é uma classe de ativos nova e que se beneficia muito de um ambiente de alto risco”, diz Russo.

Alta do dólar não deve interferir na apreciação da moeda

Outro ponto que foi favorável à rentabilidade do bitcoin em 2020 foi a alta do dólar. No entanto, pode ser que o fato não se repita ano que vem, já que a tendência é de apreciação do real.

Um novo pacote de auxílio monetário e fiscal está para ser liberado nos Estados Unidos e ganha ainda mais força com a chegada de um democrata (Joe Biden) à presidência. Com o pacote, a tendência é que aumente a liquidez e que ela seja direcionada aos mercados emergentes, Brasil incluso.

Fora isto, o Brasil ainda tende a ser favorecido pelo ciclo favorável das commodities, impulsionado pela retomada da economia e pelo início da vacinação contra a Covid-19 em muitos países.

Ainda assim, aponta Russo, a valorização da moeda deve ser muito superior à baixa do dólar. “A valorização do bitcoin certamente vai ultrapassar em muitas vezes possíveis perdas com a apreciação do real ante o dólar”, afirma.

Retrospectiva 2020

Este ano foi atípico para todos os mercados e com o de bitcoin não foi diferente. A moeda digital sofreu alta volatilidade, como esperado. Mas, ao contrário do que se acreditava, ela não passou imune pela crise decorrente da pandemia.

O bitcoin amargou fortes quedas, especialmente durante março e abril. Mas a moeda virtual reagiu bem no segundo semestre. E ultrapassou a cotação recorde de US$ 20 mil (mais de R$ 100 mil). Sua valorização foi de 228% de janeiro até 17 de dezembro. Neste período, foi de cerca de US$ 7,2 mil para US$ 23,5 mil.

Reprodução/CoinMarketCap

Como afirma Russo, o bitcoin surpreendeu ao se mostrar ainda muito correlacionado com os mercados em geral. “A correlação não é perfeita, mas ficou comprovado que esta relação existe. Se o mercado sobe demais ou cai demais, o bitcoin vai junto. Ele não é totalmente desassociado dos mercados, como se apostava”, explica.

Opção de diversificação de investimento

Em um cenário de boas injeções de dinheiro na economia por conta da pandemia, e por ser escasso e funcionar como reserva de valor, o bitcoin se saiu bem na crise. É como avalia Safiri Felix, diretor executivo da Associação Brasileira de Criptoeconomia (Abcripto).

Ele aponta que a moeda digital atende bem à estratégia de diversificação de investimentos. “Por ser uma commodity digital escassa e precificada em dólar, torna-se muito atraente”, complementa.

Leia também: Bitcoin: entenda aqui como funciona a moeda virtual 

Cuidados necessários com o bitcoin

No entanto, quando o assunto é bitcoin, é preciso cuidado para não ser iludido por promessas de dinheiro fácil.

É preciso ter informação de qualidade, para tomar decisões seguras. Depois, é preciso definir se a intenção é negociar sozinho ou contar com a assessoria de uma corretora. Esta, claro, deve ser confiável.

Outra possibilidade são os fundos de investimento com exposição de até 20% em bitcoin, também viabilizados pelas corretoras.

Feita a compra, o investidor precisa definir como fará o armazenamento, se na própria corretora ou sob sua própria custódia. Neste caso, é preciso ter ferramentas seguras e fazer backup de tudo.

Quer sabem mais sobre investimentos e opções de diversificação de carteira? Entre em contato com uma assessor da EQI Investimentos preenchendo o formulário abaixo.

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