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IBC-Br sobe 1,17% em julho ante junho e mostra prévia do PIB bem melhor que a projeção

IBC-Br sobe 1,17% em julho ante junho e mostra prévia do PIB bem melhor que a projeção

Osni Alves

Osni Alves

15 Set 2022 às 09:25 · Última atualização: 15 Set 2022 · 3 min leitura

Osni Alves

15 Set 2022 às 09:25 · 3 min leitura
Última atualização: 15 Set 2022

Imagem mostra trabalhadores da construção civil em serviço.

O Banco Central do Brasil (Bacen) divulgou na manhã desta quinta-feira (15) que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 1,17% em julho ante junho de 2022. O dado mostra que a prévia do PIB veio bem melhor do que a projeção. O consenso era de 0,50%.

Isso porque o indicador é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do país, que é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um período determinado.

Considerando um ano contra outro ano, o IBC-Br subiu 3,87% em julho frente a igual mês de 2021, sendo que o consenso projetava 2,75%.

Já na base anual, o levantamento mostra que o IBC-Br subiu 2,52%, e em 12 meses até julho, subiu 2,09%, enquanto na base trimestral (até julho), subiu 0,89%.

Confira as revisões do IBC-Br, pelo Bacen:

  • Junho ante maio: de +0,69% para +0,93%
  • Maio ante abril: de -0,26% para-0,27%
  • Abril ante março: de -0,52% para -0,36%
  • Março ante fevereiro: de +1,07% para+1,17%
  • Fevereiro ante janeiro: de +0,98% para +1,08%
  • Janeiro ante dezembro: de -0,59% para -0,58%
Tabela mostra evolução do IBC-Br, do Bacen.

O PIB pela EQI Asset

Ontem a EQI Asset revisou para cima a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022, de 2,2% estimados anteriormente, para 2,5%.

Isto se deu a partir da análise dos últimos dados setoriais divulgados, com uso de uma ferramenta de desenvolvimento próprio da casa para análise do PIB corrente.

“A gente previa queda de 0,10% no terceiro trimestre deste ano, agora estamos vendo uma alta de 0,2%. Como o primeiro e o segundo trimestres foram muito bons, mesmo que você tenha uma desaceleração no quarto trimestre, você contrata uma projeção melhor para o ano, de 2,2% para 2,5% ao ano”, explica Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset.

Em termos de composição, ele avalia, o setor de serviços continua vindo bem, enquanto as vendas no varejo dão sinais mais fracos.

“O consumo de bens tem vindo cada vez mais fraco, mas o setor de serviços continua vindo bem, muito ainda por conta da reabertura da economia pós-pandemia. Ambos os setores devem perder força até o final do ano, devido ao cenário global de desaceleração. Mas varejo em agosto ainda pode ter recuperação, muito por conta do aumento do Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600”, Kautz complementa.

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