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Era dos juros baixos provocou ilusão sobre criptos, diz Esteves, do BTG (BPAC11)

Era dos juros baixos provocou ilusão sobre criptos, diz Esteves, do BTG (BPAC11)

Osni Alves

Osni Alves

22 Jun 2022 às 08:56 · Última atualização: 22 Jun 2022 · 4 min leitura

Osni Alves

22 Jun 2022 às 08:56 · 4 min leitura
Última atualização: 22 Jun 2022

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Divulgação Money Week

As criptomoedas como o Bitcoin não devem ser consideradas como ouro digital. A afirmação é de André Esteves, chairman do BTG Pactual (BPAC11), um dos maiores bancos de investimentos do Brasil e sócio da EQI Investimentos.

Isso porque, na opinião do presidente do conselho, a era de juros baixos provocou ilusão sobre os criptoativos, sendo que estes afundaram juntamente com as bolsas norte-americanas, recentemente.

O panorama para embasar a afirmação se pauta na lógica dos juros baixos implementados nas grandes economias globais desde 2007. Esse movimento, segundo ele, estabeleceu uma falsa impressão acerca dos criptos enquanto ativo para diversificação de carteira, bem como para fins de proteção.

Isso não significa, porém, que as criptomoedas sejam um mal investimento, ele diz. Porém, elas são mais frágeis do que boa parte dos investidores conseguia enxergar. Na prática, daqui para frente os interessados em criptos deverão fazer um balanceamento melhor destes ativos.

A fala do executivo se deu em um evento do próprio BTG, na terça-feira (21) à noite.

Imagem mostra André Esteves, do BTG Pactual, palestrando.

André Esteves e o Bitcoin

Ainda de acordo com Esteves, nos últimos 15 anos, viveu-se um período de forte alta dos ativos de risco – ou bull market. E esse fenômeno se deu ao mesmo tempo em que o setor financeiro convivia com taxas de juros reais negativas nas principais economias do mundo.

Para ele, essa fórmula serviu para inflar os preços de boa parte dos ativos, além de criar teses de diversificação que, na prática, não performaram como o esperado.

Tanto é assim que o Bitcoin, que já foi cotado poucos dias atrás, em mais de US$ 30 mil está, hoje, brigando para se manter no patamar dos US$ 20 mil. O ativo já havia caído para cerca de US$ 18 mil, mas tomou algum fôlego e voltou a subir.

Conforme Esteves, com a alta da inflação e dos juros nos mercados desenvolvidos, e a forte correção da bolsa americana de tecnologia Nasdaq, o Bitcoin caiu ainda mais do que as ações.

Vale lembrar que a Nasdaq, pesada em tecnologia, já desvaloriza 31% no acumulado de 2022, até 17 de junho, enquanto a mais popular das criptomoedas recua 55%.  Na outra ponta, porém, o ouro sobe cerca de 0,5% no intervalo.

gráfico com cotação do Bitcoin
Cotação Bitcoin, em 22/6, às 08h50

Panorama econômico

Na última semana o Federal Reserve (Fed, espécie de banco central dos EUA) elevou a taxa de juros americana em 0,75 ponto percentual, a maior alta desde 1994. O objetivo é tentar conter a inflação no país, na casa dos 8,6% ao ano, atualmente.

No Brasil também há inflação, bem como a autoridade monetária ajustando sua taxa básica de juros. O Banco Central do Brasil promoveu a 11ª alta seguida na taxa Selic, para 13,25% ao ano, maior patamar desde o início de 2017.

Na prática, há uma pressão inflacionária incidindo sobre os mercados e ofuscando o real preço de boa parte dos ativos. Além disso, a volatilidade constante também prejudica o investidor a enxergar com clareza. Para Esteves, o cenário é adverso.

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