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Alô, câmbio: e a volatilidade chegou mais cedo que o esperado…

Alô, câmbio: e a volatilidade chegou mais cedo que o esperado…

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

09 Mar 2022 às 15:41 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 3 min leitura

Redação EuQueroInvestir

09 Mar 2022 às 15:41 · 3 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

dólar

Reprodução/Pixabay

Alô Câmbio! Tudo bem com você?

No “novo mundo” em que estamos vivendo desde a volta do Carnaval, a volatilidade tem sido “palavra de ordem” nos mercados.

Seja em ativos ligados à empresas ou nas “mega agitadas” commodities, os investidores seguem sem saber muito para onde correr.

E o nosso real segue na mesma batida, apesar do momento relativamente tranquilo que estamos passando no político.

Câmbio e o conflito na Europa

Com a guerra (ou intervenção) Rússia x Ucrânia em andamento, o índice VIX que costuma medir o medo dos mercados, segue alto.

A velocidade dos acontecimentos segue em níveis elevados, mas ao que tudo indica parece haver uma chance de cessar fogo efetivo nos próximos dias.

A desistência em entrar na OTAN

Uma das principais demandas de Moscou é a retirada da candidatura ucraniana à membro da aliança.

Apesar de ter dado sinais difusos nos últimos dias, o presidente Zelenski parece ter sinalizado em uma entrevista a disposição de aceitar estes termos.

A esperança é de que agora as partes tenham um ponto de partida comum para evoluir nas negociações. A conferir…

Guerra na Ucrânia

O Ocidente segue sancionando…

E na terça-feira passada foi a vez da suspensão da importação do petróleo russo pelos EUA. E, para surpresa de quase todo mundo, Washington ventilar a ideia de trazer a mercadoria da Venezuela e do Irã. Até mesmo parte da mídia de lá parece estar tentando ajudar na empreitada, fazendo reportagens minimizando a ditadura de Maduro por exemplo. Quem diria…

E o Oriente (parte pelo menos) não…

Pelo contrário. Países como Emirados Árabes e Arábia Saudita têm se negado a discutir o aumento de produção de petróleo.

Índia e China se abstiveram do voto contrário à invasão na ONU (o que pode ser entendido como um apoio na linguagem diplomática neste caso).

Isso enquanto países como o Paquistão e as antigas repúblicas soviéticas apoiam abertamente a operação das tropas contra a Ucrânia. Chegando até mesmo a aumentarem as compras de matérias-primas do parceiro mais ao norte.

Mas as sanções vão funcionar?

Se a intenção for derrubar o governo ou “amolecer” quem está no Kremlin, de verdade, pode esquecer.

Não me lembro de qualquer caso de regime que tenha caído por conta de sanções. Basta olhar para Cuba, Iraque, Síria, Coréia do Norte, a própria Venezuela… Pode ser que aconteça, mas vai ser a primeira vez.

Entendido. Mas e a situação para os investidores?

Segue bastante complicada. As commodities, especialmente metálicas e energéticas, vêm vivenciando oscilações que chegam a mais de 50% em apenas um dia.

É claro que existe uma irracionalidade neste movimento. Mas, enquanto tivermos o risco de uma escalada no conflito, a situação deve perdurar nos mercados mais sensíveis.

E o câmbio?

Estamos falando de uma moeda emergente, o real. Por natureza, já é esperada uma volatilidade maior neste ativo. Imagina só em tempos como os atuais…

Portanto, fazer qualquer previsão de curto prazo passa pela “ciência” da adivinhação.

O que podemos fazer é trabalhar com cenários e se proteger para que, havendo o pior, estejamos relativamente “hedgeados”.

Sendo assim, convido você para a nossa live de política e economia que acontece quinta-feira (9), às 19h15, com transmissão pelo YouTube. Clique aqui para fazer sua inscrição no evento!

Câmbio, desligo!

Por Alexandre Viotto, head de câmbio e comércio exterior da EQI Investimentos

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