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Minério mais barato e paradas mantêm Ativa neutra para Vale (VALE3)

Minério mais barato e paradas mantêm Ativa neutra para Vale (VALE3)

Na prévia do 3T26, casa vê pressão nos negócios de minério e metais básicos e mantém preço-alvo de R$ 92 para as ações da mineradora

A Ativa Investimentos mantém recomendação neutra para a Vale (VALE3), com preço-alvo de R$ 92 para os próximos 12 meses, diante da perspectiva de um 3T26 pressionado pelo minério de ferro mais barato e por paradas nas operações de metais básicos.

Para a casa, o aumento das vendas de minério não seria suficiente para compensar a queda dos preços, enquanto as manutenções prejudicariam o desempenho do cobre e do níquel.

A análise, assinada por Ilan Arbetman e divulgada nesta terça-feira (27), antecede o balanço da mineradora, previsto para quinta-feira (29), após o fechamento do mercado.

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Minério mais barato pressiona as margens

A Ativa prevê vendas de finos de 74 milhões de toneladas, alta de 5,9% sobre o segundo trimestre. O aumento dos volumes, porém, seria insuficiente para compensar a redução dos preços.

“Estimamos preço realizado de finos de US$ 88,5/t (-6,8% t/t), com a referência 62% Fe negociando perto de US$ 90/t. O prêmio all-in deve recuar dos US$ 4,4/t do 2T26 para cerca de US$ 3/t, com mais produtos de teor médio no mix e siderúrgicas chinesas de margem apertada, que pagam menos por teor”, afirma o relatório.

O custo caixa C1, excluídas compras de terceiros, é estimado em US$ 23,6 por tonelada, acima do teto da meta anual da companhia, de US$ 23,5 por tonelada.

Para metais básicos, a projeção é de Ebitda de US$ 1 bilhão, recuo trimestral de 18,9%. A análise considera a reforma do moinho de Sossego, que reduz as vendas de cobre, e manutenções programadas nas operações de níquel no Canadá.

Com essas pressões, a Ativa estima Ebitda proforma consolidado de US$ 3,6 bilhões, queda de 19,1% na comparação anual e de 12,5% sobre o segundo trimestre.

Em reais, a estimativa de lucro líquido atribuível aos acionistas é de R$ 7,3 bilhões, avanço de 5,1% sobre o trimestre anterior e queda de 51,2% em relação ao 3T25. A melhora trimestral refletiria a ausência das perdas com derivativos e das despesas não recorrentes que afetaram o 2T26.

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Meta de produção e dividendos ficam no radar

A casa estima produção de minério de 90 milhões de toneladas no terceiro trimestre, levando o acumulado de nove meses a 244 milhões. Nesse cenário, a Vale precisaria produzir ao menos 91 milhões de toneladas no quarto trimestre para atingir o piso da meta anual, de 335 milhões.

A Ativa vê risco de a produção ficar abaixo do intervalo previsto pela mineradora, de 335 milhões a 345 milhões de toneladas, e de os custos encerrarem o ano acima da meta. A casa também aponta a perda de produtividade em Serra Norte como um dos obstáculos para a recuperação dos volumes.

“Com preço realizado abaixo e custo acima do que trabalhávamos em junho para 2026, vamos revisitar nossas estimativas após o Vale Day, em 1º de dezembro, quando esperamos o guidance de 2027. Até lá, o dividendo segue como o principal suporte do papel”, escreve a casa.