O Santander (SANB11) anunciou hoje (31) um lucro líquido de R$ 8,974 bilhões no 4º trimestre de 2023 (4TRI23), um aumento de 28,61% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado superou as expectativas dos analistas.
A receita total do banco atingiu R$ 117,513 bilhões, um aumento de 18% em relação ao ano anterior. No entanto, o Resultado Bruto da Intermediação Financeira foi de R$ 26,504 bilhões, uma queda de 6%.
O Resultado Operacional do 4TRI23 foi de R$ 8,585 bilhões, uma queda de 49% em relação ao período anterior. O Resultado antes da Tributação sobre o Lucro e Participações também caiu, atingindo R$ 9,867 bilhões, uma queda de 43% em relação ao 4TRI22.
O índice de Basiléia, que é uma medida internacional de solvência bancária, subiu 0,57 pontos percentuais, atingindo 14,51%.
Santander: estratégias do banco espanhol
De acordo com o Santander, os resultados do 4TRI23 refletem um momento macroeconômico mais desafiador, decorrente de maiores taxas de juros acumuladas em 2023 em relação ao ano anterior. Isso impactou as famílias, resultando em uma queda de lucro no período e na qualidade dos ativos, exigindo assim um maior nível de provisionamento de crédito.
Diante desse cenário, o banco espanhol iniciou um processo de ajustes no portfólio, com maior seletividade na concessão de crédito a clientes com melhores ratings e linhas com garantias.
Destaques nos dados apresentados
Segundo o Santander, os seguintes fatores se destacam nos dados apresentados:
- Rentabilidade (ROE): Foi de 10,52% e o Lucro Líquido Consolidado de R$ 8.974, uma queda de 29% em relação a 2022.
- Carteira de crédito: Teve seu destaque para o crescimento em Pessoa Física, de +5,26%, observado principalmente nos produtos de Cartões de Crédito.
- Financiamento ao consumo: Apresentou crescimento de 5,5%, com destaque para as parcerias estratégicas realizadas.
- Resultados de intermediação: Foram impactados, principalmente, por Margem com Mercados, reflexo de movimentos positivos na curva de juros.
- Receitas totais de serviços: Houve um crescimento de 5%, impulsionado principalmente por Cartões e Mercados de Capitais.






