O Itaú Unibanco (ITUB3; ITUB4) fechou o 2º trimestre de 2026 com resultado recorrente gerencial de R$ 12,407 bilhões, avanço de 7,8% em doze meses e de 1,0% sobre o trimestre anterior.
No semestre, o acumulado chega a R$ 24,689 bilhões, alta de 9,1%. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio ficou em 24,3% no consolidado e em 25,7% nas operações brasileiras.
O produto bancário somou R$ 47,985 bilhões, crescimento de 4,7% na comparação anual. A margem financeira gerencial alcançou R$ 33,488 bilhões, com a parcela de clientes em R$ 32,557 bilhões, alta de 3,3% no trimestre.
A margem com o mercado, bem menor em tamanho, subiu 13,6%, para R$ 931 milhões, com melhor desempenho da mesa banking compensando parte do recuo da mesa de trading.
Crédito cresce; a inadimplência não
A carteira de crédito com garantias financeiras prestadas e títulos privados encerrou junho em R$ 1,522 trilhão, alta de 2,7% no trimestre e de 9,6% em um ano — sem o efeito cambial, o avanço anual seria de 10,3%.
No Brasil, o saldo chegou a R$ 1.269,4 bilhões. Entre pessoas físicas, os destaques foram o crédito imobiliário, com alta de 3,9%, e o consignado, com 3,5%, puxado pelo consignado privado, que subiu 14,3%.
Os indicadores de qualidade seguiram comportados. A inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 1,9%, e o atraso curto, de 15 a 90 dias, subiu 0,1 ponto percentual, para 1,8%, movimento atribuído à carteira da América Latina.
O custo do crédito somou R$ 10,139 bilhões, alta de 7,4% em doze meses, mas o indicador sobre a carteira média ficou parado em 2,7%. O programa Desenrola renegociou cerca de R$ 1,1 bilhão até o fim do trimestre, com mais de 300 mil clientes e saldo remanescente de R$ 275 milhões.
As despesas não decorrentes de juros chegaram a R$ 16,728 bilhões, crescimento de 3,3% na comparação trimestral, movimento sazonal já esperado. Mesmo assim, o índice de eficiência ficou em 37,4% no consolidado e em 35,5% no Brasil.
As receitas de serviços e seguros somaram R$ 14,1 bilhões, praticamente estáveis, com alta de 4,6% em administração de recursos e recuo de 0,4% em pagamentos e recebimentos. O quadro de colaboradores caiu para 90.429, contra 95.714 um ano atrás, e a rede física recuou a 2.210 agências e postos.
O único ajuste no guidance
No mesmo dia, o banco publicou fato relevante revisando as projeções para 2026 — e mexeu em uma única linha. A estimativa de crescimento para receita de prestação de serviços e resultado de seguros caiu da faixa de 5,0% a 9,0% para 2,0% a 5,0%.
Todo o resto foi mantido: expansão de 5,5% a 9,5% para a carteira total (6,5% a 10,5% no Brasil), avanço de 5,0% a 9,0% na margem com clientes, margem com o mercado entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões, custo do crédito entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões, despesas não decorrentes de juros crescendo de 1,5% a 5,5% e alíquota efetiva de imposto entre 29,5% e 32,5%.
O documento traz ainda uma informação que costuma passar despercebida e vale a atenção: a partir de agosto, o banco passou a usar um custo de capital em torno de 14,75% ao ano na gestão dos negócios.
O patrimônio líquido encerrou junho em R$ 208,512 bilhões, com Basileia consolidado de 15,4% e capital principal de 12,3%; ajustado a um CET1 de 11,5%, o retorno consolidado do trimestre seria de 25,1%.
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