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Grupo Mateus mantém endividamento sob controle com forte geração de caixa, diz BB

Grupo Mateus mantém endividamento sob controle com forte geração de caixa, diz BB

Banco do Brasil afirma que companhia consegue mitigar riscos mesmo em cenário desafiador

O Grupo Mateus (GMAT3) encerrou 2025 com crescimento expressivo de receita e lucro, mesmo diante de pressões operacionais e de um ambiente macroeconômico mais desafiador. A empresa registrou faturamento bruto de R$ 38,4 bilhões, avanço de 19,8% em relação a 2024, e lucro líquido de R$ 1,6 bilhão, alta de 21,2%.

Os resultados do quarto trimestre apresentaram desempenho misto. A margem bruta melhorou para 22,4%, e o ciclo de caixa apresentou avanço, mas as vendas em mesmas lojas e a margem EBITDA, que caiu para 7,3%, registraram queda na comparação anual, refletindo pressões no consumo.

No aspecto financeiro, a dívida bruta atingiu R$ 2,8 bilhões em dezembro, mas a geração de caixa de R$ 1,8 bilhão no trimestre reduziu a dívida líquida para R$ 1,1 bilhão, equivalente a apenas 0,4 vez o EBITDA. Esse nível está bem abaixo dos limites contratuais e indica alavancagem confortável.

Forte geração de caixa mantém endividamento sob controle, afirma BB

De acordo com analistas do Banco do Brasil, a capacidade de geração de caixa da companhia é um fator central para sustentar a operação.

“Mesmo com aumento na dívida e nos custos financeiros, o Grupo Mateus mantém o endividamento em patamar gerenciável. A geração de caixa consistente ajuda a mitigar riscos diante de um cenário mais adverso”, afirmam os especialistas.

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O BB também ressalta que o setor supermercadista enfrenta desafios, como inflação elevada, aumento da inadimplência e redução do poder de compra, que podem pressionar vendas e expansão. Ainda assim, o histórico de desempenho e a combinação de varejo e atacarejo oferecem resiliência operacional.

Em termos estratégicos, o Grupo Mateus mantém fundamentos sólidos, com forte presença regional e expansão orgânica e inorgânica, mas deve lidar com concentração geográfica no Norte e Nordeste, aumento da concorrência e desaceleração do segmento de atacarejo, que segue sendo foco de crescimento.