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Mundo Cripto: três fatores que tornaram o Bitcoin interessante

Mundo Cripto: três fatores que tornaram o Bitcoin interessante

Helena Margarido

Helena Margarido

15 Jun 2022 às 12:53 · Última atualização: 15 Jun 2022 · 10 min leitura

Helena Margarido

15 Jun 2022 às 12:53 · 10 min leitura
Última atualização: 15 Jun 2022

foto criptomoedas

Reprodução/Pixabay

Olá! Aqui é a Helena Margarido, criptoanalista da Monett. Quero dividir com vocês algumas ideias sobre três fatores que, considero, tornaram o Bitcoin interessante.

Lembro até hoje do meu primeiro bear market no mercado de criptoativos. Depois de presenciar o bitcoin chegar aos então inacreditáveis US$ 1 mil em novembro de 2013, uma grave, triste e longa correção de preços atingiu o mercado, o que fez as cotações caírem drasticamente, dia após dia.

Na época, éramos poucos os entusiastas de cripto, mas vimos esse ainda seleto grupo ir minguando, conforme os preços depreciavam.

No início de 2015, quando a correção atingiu seu ápice e o bitcoin chegou aos também inacreditáveis US$ 120, lembro-me de um evento em que palestrei na China. Os poucos “sobreviventes” estavam sem qualquer fé na valorização de preços dos criptoativos.

E se preocupavam somente em discutir as formas que tecnologias em blockchain poderiam revolucionar diversos mercados.

Sobre o preço, o sentimento era quase unânime: quando o Bitcoin caísse abaixo dos US$100, as pessoas cogitariam voltar a comprar. 

Imagem de bitcoin

Bitcoin interessante: os US$ 100 nunca vieram

Acontece que esses US$100 nunca vieram. O $BTC a US$120, cotação atingida em janeiro de 2015, foi a mínima da correção.

Conclusão: quem foi preciosista e ficou esperando cair mais para comprar, se deu mal. Muito mal.

Naquele momento, percebi o quanto ter uma espécie de tese “criptofundamentalista” por detrás de cada criptoativo era fundamental para ajudar a enfrentar as inevitáveis fases de intempéries as quais esse mercado ainda tão novo estaria sujeito.

Afinal, são os fundamentos por trás de cada tese de investimento que nos permitem eliminar os ruídos da especulação. 

E num mercado ainda tão especulativo quanto o de cripto, entender bem essas teses é o que pode fazer toda a diferença para se posicionar corretamente em ativos de qualidade que poderão gerar ótimos retornos no futuro.

Pois bem. A partir daquele momento (2015), incorporei para mim que $BTC é uma proposta de um novo sistema monetário completo, não inflacionista, que segue bastante a visão de Hayek e Mises.

E, considerando a história do dinheiro e os vários casos em que o inflacionismo foi determinante para destruir o valor de algumas moedas correntes, além do fato de que a existência das moedas sob monopólio estatal é exatamente o que possibilita esse inflacionismo, uma proposta como a do Bitcoin de criar um sistema monetário distribuído do qual ninguém é dono, com uma regra anti-inflacionista, é, no mínimo, interessante. 

O fato de termos a teoria dos jogos incorporada ao mecanismo de consenso para o processamento de transações na rede é, no mínimo, interessante. 

O Bitcoin ser a representação digital daquilo que John F. Nash Jr. descreveu como “Dinheiro Ideal” é, no mínimo, interessante. 

E todas essas “interessâncias” somadas me parecem extraordinárias.

Esses são, em uma breve síntese, os principais fundamentos que enxergo para determinar que o Bitcoin é uma proposta revolucionária e o ativo que a representa (o $BTC) é um bom ativo, com uma boa tese para o longo prazo.

E surge o Ethereum

Mas não para por aqui. Com o tempo, o mercado de criptoativos foi ganhando novos projetos, com novas propostas tecnológicas, até que a principal delas eclodisse em meados de 2014, com o surgimento de uma plataforma dedicada a contratos inteligentes: o Ethereum.

A tese para enxergarmos valor nisso é, a meu ver, ainda mais simples que a do Bitcoin. 

Se imaginarmos que todos os acordos de vontade que fazemos, desde comprar um pão na padaria até a compra e venda de um imóvel, são contratos (verbais ou escritos), fica fácil de explicar.

Nesse sentido, imagine um contrato que existe no mundo real: a compra e venda de um carro. Esse contrato prevê que o comprador vai pagar R$ 50 mil por um Honda Fit EX 2012 com 100 mil km rodados e que o vendedor vai entregar esse mesmo carro em troca do pagamento. 

Ocorre que, para que esse contrato seja de fato executado (pagamento do preço e entrega do bem), precisamos de uma série de intermediários (o “corretor” da venda, como uma concessionária de veículos, que tomará conta de toda parte burocrática de documentação; o banco, para prover os serviços financeiros etc).

foto ethereum

E, como ninguém trabalha de graça, é claro que essa transação vai acabar saindo mais cara do que se essa compra e venda ocorresse diretamente entre comprador e vendedor.

Mas, então, por que envolver esses intermediários? 

Geralmente a resposta é uníssona: eles ajudam a conferir confiança ao negócio. No caso da concessionária, há geralmente a garantia de que aquele carro terá toda papelada de transferência resolvida após o pagamento. Com relação ao banco, existe a garantia de que o vendedor será, de fato, pago pela transação.

E por que existe essa crise de confiança entre as partes, que as faz necessitar desses intermediários? 

Simples: porque contratos em geral, verbais ou escritos, não são autoexecutáveis. É impossível fazer com que o carro seja transferido ao novo proprietário exatamente no mesmo momento em que o pagamento é feito ao vendedor.

Geralmente, uma dessas etapas ocorre antes: ou o pagamento, ou a transferência do bem. E, para mitigar a possibilidade de que haja falhas nessas duas etapas, os intermediários de confiança costumam ser envolvidos e encarecer o valor das transações.

O que os contratos inteligentes possibilitam é que contratos em geral sejam programados em um programa de computador e, pela primeira vez na história, sejam autoexecutáveis. 

No caso do carro, imagine que exista um contrato inteligente que preveja que, com o pagamento de R$ 50 mil o carro será automaticamente transferido para o comprador no Detran.

Uma vez que o valor seja depositado na conta corrente do vendedor, ele automaticamente poderia gerar (pelo menos em tese) a ordem de venda ao departamento de trânsito. Sem concessionária, despachante nem banco envolvidos. Parece bem interessante, não?

Agora imagine os vários contratos que fazemos diariamente, os vários intermediários de confiança envolvidos e o quanto poderíamos economizar em custos de transação se, ao invés deles, utilizássemos contratos inteligentes. 

O tema dos custos de transação já foi objeto de vários estudos, que concluíram, de maneira bem resumida, que a facilitação para sua redução pode acelerar o crescimento econômico (North, Douglass C. 1992. “Transaction costs, institutions, and economic performance). 

Então, conseguem imaginar o valor a que pode chegar uma iniciativa que tem a redução de custos de transação por princípio?

Essa é a grande tese por detrás das plataformas de contratos inteligentes, cujo maior expoente atualmente é o Ethereum. 

E, exatamente por isso, enxergo nessa iniciativa uma proposta extremamente disruptiva e considero o ativo que a representa (o $ETH) um bom criptoativo, com uma boa tese para o longo prazo.

Mas não é só isso. Se entendermos, um pouco que seja, sobre blockchains, notamos que são bases de dados especialíssimas que existem à parte do mundo real. O fato de rodarem de maneira descentralizada garante que ninguém seja “dono” do processamento dessas transações, o que é, de fato, um grande diferencial. 

E vem a Chainlink

Contudo, e os dados externos que precisamos imputar nessas blockchains? No caso da nossa compra e venda de carro: como aferir, com segurança, que houve de fato o pagamento dos R$ 50 mil na conta corrente do vendedor?

É aqui que entra a solução criada pelo projeto Chainlink: uma rede descentralizada de oráculos que permite obter dados externos de blockchains de forma distribuída e com confiança. Nesse caso, existia um oráculo a ser consultado para saber se houve o efetivo pagamento dos R$ 50 mil e, no momento em que a resposta fosse positiva, a ordem de venda seria automaticamente liberada ao departamento de trânsito.

Em suma, trata-se de uma tecnologia complementar à dos contratos inteligentes que, ao meu ver, será fundamental para que novos casos de uso e novas implementações se tornem realidade. É a ferramenta que precisamos para tê-los funcionando no mundo real e de fato resolvendo problemas que hoje existem. Logo, trata-se do efetivo catalisador para que os custos de transação possam ser de fato reduzidos. 

Brilhante, não? Imaginam quanto uma tecnologia dessa pode valer daqui há alguns anos, quando os contratos inteligentes forem mais difundidos? É daí que vem a tese “criptofundamentalista” para Chainlink.

Mundo histérico: compre!

O que ocorre agora é que vivemos dias estranhos. Aumento de inflação, juros, guerra na Ucrânia, lockdowns na China. 

O mundo está histérico com a inflação corroendo o patrimônio e o poder de compra das pessoas. A aversão ao risco impera de maneira absoluta. Isso fez com que o preço de todos os ativos de risco, incluindo esses três que citei anteriormente, desabasse.

A sensação, para mim, é exatamente a mesma daquele começo de 2015: ouço muita gente falando “vou esperar o $BTC chegar a US$ 20 mil para comprar”.

Pessoas com medo, colocando todas suas aplicações em opções de renda fixa que, apesar de mais seguras e menos voláteis, não vão repor a inflação total do período.

O que preciso alertá-los é de que, assim como naquele 2015, vivemos agora uma grande oportunidade de comprar esses bons criptoativos a preços descontadíssimos.

As iniciativas que citei são aplicações tecnológicas de ao menos dois prêmios Nobel, não simples ideias anarcocapitalistas ou libertárias. Portanto, é algo que vale a pena pensando no longo prazo.

Lembre-se: o melhor momento para se investir em bons ativos é justamente quando eles estão baratos. A crise global está dando essa chance para todos nós. É hora de entender as teses e agir racionalmente para aproveitar.

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