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Morre a rainha Elizabeth II do Reino Unido

Morre a rainha Elizabeth II do Reino Unido

Matheus Gagliano

Matheus Gagliano

08 Set 2022 às 14:53 · Última atualização: 08 Set 2022 · 4 min leitura

Matheus Gagliano

08 Set 2022 às 14:53 · 4 min leitura
Última atualização: 08 Set 2022

Rainha Elizabeth

Divulgação: Twitter/Família Real

O fim de uma era. Assim pode ser definido o dia de hoje, quarta-feira (8). No mesmo ano em que comemorou 70 anos à frente ao trono britânico, a rainha Elizabeth II faleceu aos 96 anos. O anúncio foi feito logo após todos os membros da família real terem chegado ao castelo Balmoral, na Escócia, onde ela passou os últimos dias.

Charles, filho mais velho da rainha, agora passa a ascende ao trono inglês em sucessão a sua mãe e seu filho William, passa a ser o primeiro na linha de sucessão ao pai. Comunicado oficial colocado nos portões de entrada do Palácio de Buckingham informa que a monarca “faleceu em paz”. O último ato da rainha foi a posse da nova primeira-ministra Liz Truss.

Rainha Elizabeth II: morte em meio à crise

A morte da rainha Elizabeth acontece em meio a uma troca de premier, com a saída de Boris Johnson e a posse de Liz Truss, ocorrida há apenas dois dias. Ela terá de lidar com uma crise econômica proveniente da Guerra na Ucrânia, com elevadas contas de luz e uma economia em dificuldades, e agora com uma transição no seio da monarquia.

Da Comunidade Europeia ao Brexit

Quando subiu ao trono, em 1952, o Reino Unido, iniciava uma trajetória econômica de queda. E ao longo destes 70 anos, ela viu muita coisa ocorrer em seu país. O Reino Unido fez sua adesão à Comunidade Econômica Europeia (CEE), bloco econômico que antecedeu a União Europeia, em 1973.

O tratado de Maastricht, assinado em 1992, estabeleceu o uso do euro como moeda comum do mercado europeu, de forma a unificar a economia do continente. Porém, ao contrário dos demais países-membros, o Reino Unido não adotou a nova moeda e manteve a sua tradicional libra esterlina.

Já em 1975, já havia uma grande dúvida na população sobre a eficácia de participar de um mercado comum europeu. Essas dúvidas acabaram se arrastando por mais algumas décadas e em 2016, o movimento de saída da União Europeia ganhou força e o chamado “Brexit” acabou sendo levado para votação e aprovado por uma margem mínima.

Porém, o país ainda pertence à Organização Mundial do Comércio (OMC) e à OCDE (Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico).

Maior inflação do G7

Mas a saída da União Europeia ainda não trouxe os frutos que os partidários do Brexit esperavam entre os países do G7, o Reino Unido é o que tem a maior taxa, 10,1% em julho, a maior dos últimos 40 anos. Mas projeções indicam que pode chegar a até 15%.

Essa situação remonta aos anos 80, a época da então primeira-ministra, Margaret Thatcher, entre 1979 e 1990, quando adotou uma política econômica que ficou conhecida como Thatcherismo. Essa política incluiu privatizações de algumas empresas estatais do país. Thatcher foi uma das principais defensoras da política neoliberalista.

Ela defendia a redução do estado e uma política monetária próxima dos moldes da Escola de Chicago. Além das privatizações, essa filosofia inclui também a redução dos impostos diretos e indiretos, ou a progressão em alguns casos, como o imposto sobre a a renda e sobre as propriedades.

No entanto, houve aperto salarial, com dificuldades na criação de empregos e pela redução do chamado “bem-estar social”.

A rainha Elizabeth ascendeu ao trono em 1952 após a morte de seu pai, o rei George VI que, por sua vez, entrou no lugar de seu irmão mais velho, que abdicou ao trono em 1936, pouco antes da Segunda Guerra Mundial.

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