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Morning Call: Juros ainda mais baixos

Morning Call: Juros ainda mais baixos

Redação EuQueroInvestir

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03 Mar 2020 às 11:10 · Última atualização: 08 Jun 2022 · 3 min leitura

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03 Mar 2020 às 11:10 · 3 min leitura
Última atualização: 08 Jun 2022

juros baixos; atividade econômica

Os bancos centrais assumiram o protagonismo e sobre eles recaem as esperanças dos investidores de que as perdas globais causadas pelo coronavírus serão amenizadas via corte nos juros e medidas que garantam a liquidez aos mercados. Hoje pela manhã, ministros e presidentes de bancos centrais do G7, composto por: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, as sete economias mais desenvolvidas do mundo e que representam mais de 64% da riqueza líquida global, farão uma teleconferência para discutir medidas de apoio em comum, como sugerido pelo relatório da OCDE, divulgado no final de semana.

O Banco do Japão, cujo surto é visto como muito preocupante, a exemplo de Itália e Coréia do Sul, saiu na frente e prometeu prover ampla liquidez para assegurar a estabilidade dos mercados, discurso muito parecido com a da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde. O Banco Central Inglês, que se reúne no próximo dia 26, também deve anunciar o seu pacote.

Já é tempo de juro baixo na Austrália. A brincadeira que se faz quanto ao fuso australiano, se justifica mais uma vez, com o anúncio do corte de 0,5% em sua taxa de juros, no intuito de enfrentar o impacto do vírus.

Nos EUA, um novo corte de 50 pontos base é dado como certo, se especulando inclusive, que o mesmo possa ser efetuado antes mesmo da reunião do Fomc, marcada para o dia 18 próximo, apesar das taxas americanas já estarem atualmente entre 1,50% e 1,75%.

A nova onda de cortes também chegou ao Brasil e as apostas em um novo corte que pareciam esvaziadas, ganharam força após a confirmação dos fortes impactos econômicos causadas pelo coronavírus. O boletim Focus divulgado ontem, mais uma vez mostrou um otimismo desalinhado com as perspectivas de mercado, ainda que tenha reduzido a expectativa do PIB, de 2,20% para 2,17% em 2020. O mercado financeiro trabalha com números já abaixo dos 2%.

Em se confirmando mais um corte por aqui, quem deve sofrer ainda mais é o dólar, que tocou novamente nos R$4,50 centavos durante o intraday da sessão desta segunda-feira, fechando em alta pelo nono dia consecutivo.

A terça-feira está esvaziada de indicadores econômicos relevantes, o que deve atrair todas as atenções para a reunião do G7 e é claro, para a atualização em torno da escalada do coronavírus. A eleição norte-americana se despediu ontem de Pete Buttigieg, que anunciou importante apoio a Joe Biden, que vem perdendo terreno para Bernie Sanders, o preferido de Trump, uma vez que este, promove a exacerbada polarização, onde o atual presidente americano deita e rola.

Com Joe Biden em seu caminho, o jogo aumenta de nível, ainda que o favoritismo esteja todo ao lado de Trump.

 

Filipe Teixeira, da Wisir Research

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