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IPOs: bolsa de valores recebe empresas com novos modelos de negócios

IPOs: bolsa de valores recebe empresas com novos modelos de negócios

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

09 Jul 2021 às 20:00 · Última atualização: 08 Jun 2022 · 20 min leitura

Redação EuQueroInvestir

09 Jul 2021 às 20:00 · 20 min leitura
Última atualização: 08 Jun 2022

IPO

Businessman hand holding IPO (Initial Public Offering) word with wooden cube block, shares of a private corporation to the public in a new stock issuance. Stock, Fund, Investors and Investment concept

Em julho de 2021, o mercado de ações já havia dado boas-vindas a 26 novas empresas, reforçando o boom de IPOs (Oferta Pública Inicial, nas sigla em inglês) visto no ano anterior. Outras 38 empresas seguem na fila do processo de abertura de capital, ampliando ao investidor, no futuro, opções de aplicação. Entretanto não só no nome das empresas, mas no modelo de negócios.

Por exemplo, em junho, a Cosan (CSAN3) anunciou que a sua co-controlada Raízen protocolou o tão esperado pedido de oferta pública inicial de ações, podendo movimentar de R$ 10 bilhões a R$ 13 bilhões, no que pode ser um dos maiores IPOs na história no Brasil.

A Raízen é uma joint venture da Cosan junto a Shell e pode chegar à Bolsa avaliada em mais de R$ 100 bilhões.

Como lembra a revista Exame, “o movimento é simbólico para além do número. É a listagem de um ativo único no mundo”, referindo-se ao “novo mundo do ‘carbon free'”.

“A listagem da Raízen pode fazer pelo etanol brasileiro o que nenhum governo nunca fez até o momento e expor como a cana-de-açúcar pode concorrer sim como matriz energética internacional, num mundo que estará cada vez mais pressionado pela redução das emissões de carbono”, diz a matéria.

Trocafone: aparelhos seminovos e o meio ambiente

Se o mundo do “carbon free” está na crista da onda, diante de tantos problemas ambientais que o mundo moderno deu à humanidade, especialmente o aquecimento global, há outras empresas que atuam em modelos de negócios novos, também gerados por necessidades recém adquiridas pela sociedade.

Uma delas é a Trocafone, rede varejista de celulares.

Ela foi criada em 2014 por Guillermo Freire e por Guillermo Arslanian e trabalha com a compra e revenda de celulares seminovos. Pela Trocafone já foram vendidos mais de 1 milhão e 400 mil aparelhos eletrônicos seminovos.

A startup já recebeu rodadas de investimentos nos últimos anos, passando a ter entre os sócios o Softbank. No fim do ano passado, a empresa levantou um aporto de R$ 30 milhões liderado pelos fundos Barn Investimentos e Bulb Capital. A Wayra, empresa de inovação da Vivo, também participou da rodada.

“Nosso foco é permitir que, a cada dia, um número maior de pessoas possa ter acesso à tecnologia, na constante busca em proteger o meio ambiente através de um ecossistema completo voltado para aparelhos eletrônicos seminovos, oferecendo segurança e comodidade aos nossos clientes”, diz a empresa no prospecto preliminar do IPO.

Economia Circular

É um exemplo perfeito de economia circular no mundo prático. A comercialização de aparelhos seminovos surge, segundo a Trocafone, como uma alternativa para reduzir o lixo eletrônico e ao mesmo tempo promover a reinserção do aparelho no ciclo de consumo.

“Dessa forma, a demanda cada vez maior por smartphones, inclusive hoje como ferramenta de trabalho, abre caminho também para o uso consciente de recursos e o descarte mais adequado”, diz a empresa.

Modelo de negócio da Trocafone

A Trocafone afirma possuir um modelo de negócios integrado e completo voltado para aparelhos eletrônicos seminovos, atuando através de tecnologia proprietária e uso de inteligência artificial na originação de aparelhos seminovos, recondicionamento com práticas homologadas pelas principais OEMs (Original Equipment Manufacturers) globalmente e revenda para o consumidor final.

Por meio de parcerias com varejistas, empresas de telecomunicações e OEMs e o canal C2B (direct to consumers) a empresa oferece soluções para que clientes possam usar seus aparelhos antigos como parte do pagamento para a aquisição de um aparelho novo.

Cashback e leasing

Mas há outras alternativas, como a compra direto de clientes que não desejam a troca e sim apenas vender seu dispositivo e opções ligadas a parceiros específicos, como possibilidade de cashback.

A empresa, então, adquire esses aparelhos seminovos e realiza um processo de recondicionamento com múltiplos pontos de inspeção. Por fim, eles são revendidos através de canais próprios. São usados o website, a rede de quiosques espalhados pelos principais shopping centers dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, além de sites de e-commerce parceiros como B2W (BTOW3), Mercado Livre (MELI34) e Amazon (AMZO34).

A empresa também oferece aos consumidores uma gama de serviços financeiros como soluções de seguro e leasing de aparelhos, com o objetivo de expandir cada vez mais sua proposta de valor para clientes.

GetNinjas (NINJ3): rápido na Internet, rápido no IPO

A GetNinjas protocolou em fevereiro deste ano pedido para realizar seu IPO junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Conforme o prospecto, a companhia pretendia usar os recursos captados para investir em marketing, recursos humanos e reforço de caixa.

Em 17 de maio, a plataforma digital de profissionais autônomos estreou na bolsa de valores, fechando em queda no primeiro pregão, com menos 3,75%, negociados a R$ 19,25.

A precificação do IPO ficou a R$ 20 por papel, abaixo da faixa indicativa definida anteriormente, que ia de R$ 24,90 a R$ 33,50 por papel. A operação movimentou cerca de R$ 555 milhões.

Profissionais à mão

A GetNinjas foi fundada em 2011 pelo empreendedor Eduardo Orlando L’Hotellier com investimento de seed money de, aproximadamente, R$ 1,2 milhão dos fundos Kaszek Ventures e Monashees.

É uma plataforma disponível para sistemas Android, iOS e web, com presença geográfica por todo território brasileiro. Desse modo, a companhia atua em mais de 3.800 cidades, abrangendo aproximadamente 70% dos municípios no país.

A plataforma funciona da seguinte maneira: os clientes fornecem detalhes do serviço que buscam contratar e, para cada requisição, é disponibilizado ao cliente uma gama de profissionais, previamente cadastrados e verificados.

Em seguida, estes profissionais são avisados sobre a oportunidade de serviço. Neste momento, os profissionais podem aceitar a solicitação na plataforma, pagando uma taxa com o pacote de moedas virtuais, que só podem ser utilizadas dentro da plataforma GetNinjas, previamente adquirido pelo profissional, para receber o contato do cliente e lhe enviar um orçamento.

No fim, um conjunto de até quatro opções de orçamentos são disponibilizados ao cliente – este número varia de acordo com o serviço solicitado.

Em 31 de dezembro de 2020, a plataforma possuía cerca de 2,1 milhões de profissionais cadastrados, distribuídos em mais de 500 diferentes categorias, como pintor, psicólogo, professor de inglês, personal-trainer, diarista, assistência técnica de eletrodomésticos, entre outras.

Uberização

Uma das grandes preocupações dos trabalhadores nas relações modernas de trabalho é a chamada “uberização” nos contratos. Ou seja, não há relação contratante-contratado, nenhum direito, nenhuma obrigação.

Mas o modelo de negócios da GetNinjas escapa dessa problemática justamente por atuar com uma gama de profissionais historicamente independente de relações formais de trabalho. Os profissionais liberais – pintores, diaristas, encanadores, eletricistas etc. – com o advento da Internet ou sem a Internet já realizavam suas relações com os contratantes no boca-a-boca.

A GetNinjas é um facilitador entre as duas pontas. O modelo de negócios da empresa vai além: elimina desconfianças, algo sempre caro nesse tipo de contratação, ao verificar previamente os profissionais.

Enjoei (ENJU3) também liga interessados em negócios

A Enjoei (ENJU3) é uma plataforma digital para compra e venda de produtos usados. Ela alia as duas pontas, assim como a GetNinjas, mas aqui não há relações trabalhistas, e sim o simples, bom e prático facilitador de negócios entre quem quer vender algo e quem quer comprar esse algo.

Seu crescimento de usuários triplicou em plena época de pandemia, época em que ficar em casa salva vidas, mas cujas necessidades continuam. Sem poder ir a lojas, o consumidor tem em plataformas como a da Enjoei uma alternativa segura e prática para comprar.

A origem da empresa foi como um blogue, criado em 2009 por Ana Luiza McLaren e Tiê de Lima. Na época, a intenção era vender suas roupas usadas e também dos amigos.

A demanda foi aumentando com o passar do tempo, levando-os a fundar a loja virtual. Assim, em 2012, pela experiência prévia do casal em comércio virtual, nasceu a plataforma. Eles ainda contaram com o faturamento de R$ 3 milhões no mesmo ano. Hoje em dia, a empresa tem mais de 7,5 milhões de usuários.

Os mais de 10 anos de mercado levaram a companhia a se dedicar em expandir. Como resultado, ela estreou na bolsa em 2020 e vem chamando a atenção desde então.

Focado nas pessoas

A Enjoei depende basicamente das pessoas quererem comprar, mas ter gente querendo vender. Ou seja, base de usuários. Por isso, em termos de estratégia, a Enjoei pretende focar em crescer a base de clientes. Nesse sentido, seus investimentos serão mais fortes na parte de marketing para estimular esse aumento.

Na prática, tendo essa como sua principal alavanca, a empresa não irá descartar nenhuma mídia. Aliás, vale destacar dois elementos que vão ser utilizados para cumprir esse objetivo: aquisição de tráfego e marketing offline.

A empresa, porém, refina sua ferramenta. Criou em 2017 o EnjuPRO, serviço que consiste em deixar a venda do produto por conta da plataforma. Em outras palavras, basta enviar o produto que a equipe fotografa, vende e entrega. Criou também o EnjuBANK, espaço que funciona como carteira digital para o usuário guardar vendas e reembolsos. Dessa forma, é uma medida que proporciona maior segurança para as transações feitas na plataforma.

Estreia na Bolsa

A empresa entrou na bolsa em novembro de 2020. No último pregão, de 5 de julho de 2021, com uma queda de 0,29%, passou a valer R$ 9,93 por ação.

Na sua estreia, o papel teve perdas, indo aos R$ 9,83. A empresa precificou sua ação em R$ 10,25 no âmbito da oferta pública de ações. O valor ficou no piso da faixa indicativa de preço, que ia de R$ 10,25 a R$ 13,75.

A oferta da Enjoei movimentou R$ 1,13 bilhão. Deste total, R$ 618,8 milhões irão para o caixa da empresa e R$ 515,88 milhões para os acionistas vendedores.

De acordo com o prospecto, a companhia pensava em investir em expansão, em políticas comerciais com foco em melhoria de conversão e recorrência, na expansão do time para desenvolvimento do produto e em soluções fintech.

Dotz (DOTZ3): pontos por produtos e serviços

Em abril de 2021, a plataforma de fidelidade Dotz (DOTZ3) definiu a faixa de preço no seu IPO entre R$ 16,20 e R$ 21,40.

A oferta base era de 43.350.000 ações. Assim, considerando o meio da faixa, de R$ 18,80, o IPO pode movimentar R$ 814,980 milhões.

Pouco mais de um mês depois, a Dotz estreou na B3 (B3SA3) com estabilidade, com ações negociadas a R$ 13,20.

A companhia foi fundada há mais de 20 anos e possui 48 milhões de membros. Dotz é um programa de fidelidade que permite acumular pontos para serem trocados por serviços e produtos.

Modelo não é novo mas evoluiu

Programas de fidelidade não são novidade para os consumidores, mesmo os brasileiros. Companhias aéreas são especificamente mais conhecidas nessa seara – o programa da Gol (GOLL4), por exemplo, o Smiles (SMLS3) está listado em Bolsa.

Grandes empresas fazem constantemente programas de fidelização com seus consumidores e também com seus funcionários, como incentivo a busca de metas e mudanças de conceitos internos. Portanto, não é uma ideia nova.

Mas a Dotz evoluiu. Parceiros da Dotz, como varejistas e bancos, usam a plataforma de inteligência digital Dotz para adquirir novos clientes a custos baixos, fidelizar os clientes atuais, aumentar vendas, ticket médio, frequência, lucratividade e reduzir o churn, por exemplo. Em outras palavras, a empresa percebeu a era digital como um impulsionador para melhorar o produto e atingir mais mercado.

Para os bancos, além de leads qualificados, e moeda de fidelização, a empresa desenvolveu soluções tecnológicas baseadas em data lake que buscam aumentar a rentabilidade dos parceiros com redução de custos, perdas e inadimplência – sempre segundo a Dotz.

Mosaico (MOSI3) teve maior estreia na história da Bolsa

A Mosaico Tecnologia (MOSI3) é dona dos sites Buscapé, Zoom e Bondfaro, três plataformas bastante conhecidas dos usuários. A companhia estreou na Bolsa de Valores em disparada de 70% em fevereiro deste ano – no mesmo dia da loja de móveis online Mobly (MBLY3).

Os papéis da Mosaico saltaram 96,97% cotados a R$ 39. A Mosaico teve a melhor estreia na história da Bolsa, com alta recorde, em volume negociado de R$ 876 milhões. Já as ações da Mobly avançaram 25,71%, negociados a R$ 28,29. O volume negociado foi de R$ 322,1 milhões.

A Mosaico precificou oferta inicial de ações (IPO) a R$ 19,80 por ação. Assim, movimentou a cifra de R$ 1,2 bilhão.

Maior plataforma digital

A Mosaico acredita ser a maior plataforma digital de conteúdo e originação de vendas para o comércio eletrônico no Brasil, com aproximadamente 450 milhões de visitas acumuladas entre janeiro e junho de 2020 – acumuladas nos aplicativos e sites das marcas Zoom, Buscapé e Bondfaro, entre outras.

Em junho de 2020, a Mosaico recebeu 37,9 milhões visitantes únicos e no período de abril a junho de 2020 originou R$ 1,1 bilhão em GMV (Gross Merchandise Volume) originado para centenas de lojistas online do Brasil.

Em maio, a empresa comprou a Vigia de Preço, empresa de tecnologia que desenvolve soluções para auxiliar o consumidor digital.

O Vigia de Preço é um site e extensão para navegador Chrome, que ajuda o usuário a encontrar ofertas, cupons e fazer análise de preços em lojas online – exatamente o que Buscapé, Zoom e Bondfaro fazem. Em 2020, o Vigia de Preço gerou R$ 113 milhões em GMV captado para lojistas parceiros e alcançou R$ 5,2 milhões de receita bruta.

Atualmente, a plataforma conta com aproximadamente 200 mil extensões instaladas.

Cashback, em parceria com o BTG Pactual (BPAC11)

A Mosaico se mostra uma voraz empresa em busca de parcerias e ideias inovadoras. Em março deste ano, ela se uniu ao BTG Pactual (BPAC11) para lançar uma plataforma de cashback para os mais de 30 milhões de usuários mensais que acessam os sites de comparação de preços da companhia.

Em agosto de 2019, quando comprou o Buscapé, a Mosaico concluiu a transação por meio de um venture debt com o BTG Pactual. Em fevereiro, quando a Mosaico captou R$ 1,08 bilhão com seu IPO, o BTG coordenou a oferta. Agora, mais uma vez, as empresas se unem para uma parceria.

Segundo Thiago Flores, CEO do Mosaico, afirmou em entrevista ao NeoFeed, o cashback será da Mosaico. Mas para implementar e fazer a movimentação, é necessário uma instituição financeira. Aí entra a parceria com o BTG.

A Mosaico tem acordos com mais de 500 empresas do varejo, como Magazine Luiza (MGLU3), Via Varejo (VVAR3), B2W, Amazon e Carrefour (CRFB3). O cashbak é uma das estratégias mais utilizadas atualmente na fidelização do cliente. Um dos objetivos das empresas ao usar cashback é aumentar a frequência média de compras de um cliente no comércio eletrônico.

A empresa também quer ampliar a categoria de produtos usados. Assim, ela está fechando parcerias com operações especializadas em vendas cross-border, com os sites AliExpress e Nocnoc, e com lojas físicas.

Na fila do IPO

A pandemia de Covid-19 acelerou o processo de digitalização e promoveu o rápido crescimento das empresas de tecnologia. As empresas citadas aqui, como Dotz, Mosaico, GetNinjas e Enjoei se beneficiaram desse triste e turbulento período da história da humanidade.

Mas outras startups estão a caminho da Bolsa e engrossam a lista das 38 que estão na fila do IPO. Entre elas, há a Desktop (DECK3), operadora de banda larga; a Unifique, provedora regional de fibra ótica; a TradersClub, plataforma social para investidores; a Invest Tech, gestora de fundos; e a Clear Sale, empresa de segurança digital e soluções antifraude no ambiente online.

Desktop (DECK3): banda larga de fibra ótica

A Desktop (DECK3) atua no mercado paulista de prestação de serviços de banda larga com tecnologia de fibra óptica de alta velocidade voltado para o consumidor física.

Nesta segunda-feira (5), a empresa iniciou o período de reserva de ações para o seu IPO. A Desktop estima que o preço de subscrição por ação estará entre R$ 23,00 e R$ 28,00, valor que pode ser alterado. O prazo para reserva vai até sexta-feira (16).

O valor total da oferta é de R$ 776 milhões. O valor mínimo de pedido de investimento é de R$ 3 mil e o máximo, de R$ 1 milhão por investidor não-institucional. A negociação das ações da Desktop na Bolsa começa na quarta-feira, 21 de julho.

Os recursos líquidos provenientes da oferta primária serão destinados para crescimento orgânico, aquisições estratégicas e aumento de posição de caixa.

Unifique: rede moderna

A Unifique entrou com o pedido de IPO em 11 de maio último. Está em andamento. Ela é o segundo maior provedor regional de fibra ótica do Brasil – no caso, no Sul do país. A empresa está em 143 cidades e atende mais de 350 mil clientes. O IPO pretende levantar perto de R$ 1 bilhão.

Grande parte dos mais de três dezenas de milhões de clientes de banda larga no Brasil são atendidos por fios de cobre. A Unifique usa fibra ótica e esse é um diferencial da empresa no momento, pelo custo menor. A maior competitividade, diante das grandes teles, é que apor não ter um metro seque de fio de cobra, a Unifique não precisa trocar sua rede para ótica para se manter modernizada.

A empresa foi fundada em 1997, ainda vendendo acesso discado em Timbó, Santa Catarina, terra de seu fundador, Fabiano Busnardo.

Brisanet: fibra ótica no Nordeste

Fornecedora de internet, TV a cabo e telefonia no Nordeste, a Brisanet também está na fila dos IPOs deste ano. Assim como a Unifique, a empresa tem um foco grande em banda larga por fibra óptica e atua em 251 cidades, mas no Nordeste do país. Com o IPO, a companhia quer expandir a cobertura de Internet fixa para outras regiões.

A empresa foi fundada há 22 anos por Roberto Nogueira, que é CEO até hoje. A Brisanet afirma ser a maior empresa entre os provedores independentes de serviços de Internet no Brasil (Internet Service Provider ou ISP) na tecnologia de fibra óptica, segundo o ranking da Anatel.

A empresa foi criada com a missão de prover conexão de qualidade para regiões tipicamente menos exploradas pelas grandes operadoras de telecom – mais especificamente, o interior da região do Nordeste do país.

A Brisanet diz que “vem exercendo um pioneirismo nesta região, por meio da oferta de um serviço diferenciado e de alta qualidade, comprovado pela sua crescente participação de mercado e da satisfação de seus clientes – além de uma estratégia de preços competitiva, possível graças à sua estrutura verticalizada”.

ClearSale cria barreiras: segurança é fundamental

Foi no dia 8 de junho que a ClearSale, empresa de segurança digital e soluções antifraude online, fez seu pedido de IPO, para financiar seu crescimento orgânico, a partir de aquisições no meio.

O criador da empresa é Pedro Paulo Chiamulera. Para quem não lembra, Chiamulera foi um atleta que competiu nos 110 e 400 metros com barreiras e representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de 1992 (Barcelona) e 1996 (Atlanta). Hoje, sua empresa cria barreiras para proteger sistemas online contra fraudes e invasões.

Um dos seus projetos mais importantes foi uma plataforma antifraude para garantir a segurança do sistema instantâneo de pagamentos criado pelo Banco Central (BC), o PIX.

A empresa foi fundada em 2001, quando desenvolveu um projeto para mitigar a fraude em um grande e-commerce brasileiro, e teve na construção de sua base de dados a chave para seu negócio, tanto que, em 2006, passou a utilizar essas informações para criar um efeito de rede (base única) com objetivo de proteger todos os seus clientes, ainda que um possível ataque acontecesse em um só deles.

Com isso, a companhia criou em 2008 o Total ClearSale, produto que até hoje é considerado o carro-chefe da empresa. Nele, toda a árvore de decisão sobre aprovação ou reprovação de pedidos no e-commerce fica sob a responsabilidade da ClearSale, o que permite uma atuação mais efetiva no combate a fraudes, em um equilíbrio entre desenvolvimento de tecnologia e inteligência humana especializada.

Invest Tech e as tecnologias inovadoras e disruptivas

A gestora de fundos Invest Tech é outra empresa moderna que está na lista dos IPOs deste ano.

Pioneira em fundos dedicados a TI e Telecomunicações, a empresa tem hoje R$ 658,7 milhões de ativos sob gestão. E foi responsável pela conclusão de 45 transações de fusões e aquisições, incluindo 8 ativos desinvestidos e 22 transações de aquisição e fusão nas empresas do portfólio.

Com o IPO a empresa quer comprar 100% das cotas do fundo Capital Tech II FIP, além de realizar aquisições societárias de potenciais sociedades.

Ela foi fundada em 2004 por Maurício Miranda de Lima e outros sócios e nasceu com o objetivo de assessorar empresas nos setores de tecnologia da informação e telecomunicações na execução de transações estratégicas.

A partir de 2008, a companhia passou a atuar na gestão de fundos de investimentos em participações com foco no longo prazo com a criação, em 2008, do FIP Capital Tech I, em uma captação de R$ 31,4 milhões, e foi um dos primeiros fundos criados no Brasil com foco na aceleração do crescimento de empresas de base tecnológica e de telecomunicações.

Em 2013, a empresa lançou o Capital Tech II FIP com aproximadamente R$ 209 milhões de compromisso, oriunda de investidores institucionais locais e internacionais.

A Invest Tech é uma gestora de ativos de empresas brasileiras que tenham alto potencial de crescimento, que atuem no setor da economia digital para B2B e que desenvolvam serviços ou produtos visando a criar disrupção em mercados maduros e acelerar a digitalização dos negócios entre empresas.

O foco são tecnologias disruptivas, fintechs, healthtechs, edtechs, cleantechs e telecomunicações.

TradersClub, uma plataforma moderna e ampla

A plataforma de investimentos TradersClub é outra que está na lista para realizar IPO este ano.

Criada em 2016, a empresa diz que surgiu para “mudar a história do mercado financeiro brasileiro”. O propósito é “proporcionar aos milhares de membros que participam da plataforma, e a milhões de brasileiros, o mesmo nível de acesso à informação e inteligência de mercado dos grandes investidores institucionais”.

A receita da empresa é proporcionada pela venda de assinaturas, serviços e cursos para milhares de investidores. Ela conecta mais de 450 mil usuários por meio da plataforma infotech.

A plataforma possui features sociais, como espaço para fóruns de discussão e postagem de Trade Ideas, e também features técnicas e informacionais, como feed de notícias de mercado, estatísticas do mercado em tempo real, ferramentas analíticas e conteúdo educacional dedicado para suportar discussões, análises e decisões de investimento dos usuários.

A TradersClub ressalta que “sua principal missão é oferecer uma plataforma completa para investidores, com espaço para discussões e ideias de investimento, suportada por dados em tempo real, conteúdo educacional dedicado e ferramentas analíticas apropriadas, beneficiada pelo grande potencial disruptivo da tecnologia, pela mudança estrutural do mercado de investimentos financeiros e alavancada pelo poder do efeito de rede”.

A empresa protocolou o prospecto preliminar do IPO na CVM em abril de 2021.

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