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5 passos que vão te ajudar a se proteger da inflação

5 passos que vão te ajudar a se proteger da inflação

Osni Alves

Osni Alves

02 Mai 2022 às 10:55 · Última atualização: 18 Jun 2022 · 13 min leitura

Osni Alves

02 Mai 2022 às 10:55 · 13 min leitura
Última atualização: 18 Jun 2022

Imagem mostra uma nota de dinheiro sendo cortada, representando a inflação.

A inflação é um problema percebido em praticamente todos os países do mundo, entretanto alguns se mostram mais sujeitos à elevação dos preços.

É o caso do Brasil, por exemplo, que, historicamente, tenta controlar esse fenômeno desde … sempre!

Alguns se lembram, outros não, mas na década de 1980 o então presidente José Sarney e sua equipe econômica faziam malabarismos para segurar o preço dos produtos.

Na ocasião ele instituiu os chamados fiscais do Sarney que nada mais eram do que pessoas comuns encarregadas de vigiar o preço de itens do comércio varejista.

Acontece que a oscilação dos preços era tão grande que os funcionários dos supermercados às vezes reajustavam o valor dos itens mais de uma vez por dia.

Neste cenário, o trabalhador era obrigado a correr para o supermercado sempre que recebia o salário para adquirir bens alimentícios antes de um novo reajuste.

Esse acontecimento pode ser comparado – ainda que não na mesma medida – à elevação do preço dos combustíveis em 2022. Desta forma, os mais jovens podem compreender, conceitualmente, a problemática que é ficar refém do valor dos itens do dia a dia.

Como o país não implementou o transporte público em uma medida que atenda suficientemente bem a população das principais cidades, o trabalhador precisa ter na garagem um carro para deslocamento diário, seja para trabalho, seja para lazer.

Então, quando há a notícia de um reajuste no preço dos combustíveis, os mais atentos correm à bomba para abastecer e isso causa fila e algum transtorno nas imediações dos postos.

Aqueles que não se dão conta da variação dos preços, quando vão abastecer o automóvel acabam se assustando com o novo valor indicado nos totens. O bolso pesa!

Banco Central projeta meta de inflação para conter preços

O Banco Central projeta a meta de inflação para conter a alta dos preços. Trata-se de um alvo estipulado para o valor máximo de variação que poderá ter no período de um ano.

Na prática, significa dizer que a meta é o valor mínimo ou máximo que a inflação pode chegar naquele período.

Além do governo brasileiro, outros países adotam este mesmo sistema e se comprometem a adotar ações para que essa meta seja cumprida. São atitudes que influenciam na economia do país como um todo.

Para o cidadão comum, a meta de inflação também se faz importante por mostrar em qual percentual as autoridades esperam que a inflação fique, o que ajuda, por exemplo, no planejamento das empresas e investidores.

Já a importância de se acompanhar a inflação está no fato de que com esta iniciativa, é possível saber se alguma medida diferente será adotada pelo governo para que ela seja cumprida. Lembre-se de que estas tomadas de decisões impactam diretamente a vida de todos.

No Brasil, o regime de metas de inflação foi adotado em 1999, mas esse mecanismo surgiu na Nova Zelândia em 1990 e teve destaque no Reino Unido, além de também ser adotado no Canadá, Espanha, Coreia do Sul, África do Sul, Israel e Chile.

Imagem mostra moedas derretendo, representando a inflação.

Conselho Monetário Nacional (CMN)

O Conselho Monetário Nacional (CMN), no Brasil, é quem define a meta de inflação no Brasil, e essa autarquia é composta pelo ministro da Economia, que é o presidente do conselho, pelo presidente do Banco Central e pelo secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia.

Já o Banco Central (BC) é o órgão responsável por adotar as medidas necessárias para cumprir a meta estabelecida, e o índice usado para a meta é o IPCA (Índice de Preços Para o Consumidor Amplo), que é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O funcionamento da meta de inflação, por sua vez, se dá com a CMN definindo no mês de junho a meta dos três anos seguintes.

Para se ter ideia, em junho de 2018 a autarquia definiu as metas para 2019, 2020 e 2021 e, ao fazer isso, está definindo como o IPCA deve ficar em cada ano. Trata-se do Índice de Preços ao Consumidor Amplo.

Vale ressaltar que existe, ainda, um intervalo de tolerância estabelecido pelo CMN. Atualmente, a variação da meta de inflação pode ser de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Na sequência, após o estabelecimento da meta, o BC começa a agir para que ela seja cumprida, tomando como medida uma mudança na taxa básica de juros, a Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Essa taxa é uma medida que contribui para o controle da inflação.

Entretanto, por mais que haja um esforço para segurar esse “dragãozinho”, não é sempre que a autoridade econômica tem êxito na função. Por isso, quando a meta fica fora da faixa estabelecida pelo CMN, o presidente do Banco Central precisa divulgar de forma pública, em carta aberta para o ministro da Economia, os motivos para esse descumprimento.

No documento ele deve, ainda, elencar os detalhes das causas para a meta ficar fora da margem definida, as medidas para que a inflação volte a ficar nos limites estabelecidos pelo CMN e em que prazo isso vai acontecer.

5 passos que vão te ajudar a se proteger da inflação

Bom, depois de tanta explicação acerca da inflação, da meta e dos órgãos que trabalham para mantê-la na linha – ou ao menos tentar, é hora de tratar dos cinco passos que vão te ajudar a se proteger.

Mas, antes de entrar nas recomendações propriamente ditas, uma ressalva: todas elas passam pelo mundo dos investimentos. Pois é!

Logo, se você não tem o hábito de investir, ou acha que o mercado de capitais não é para você, é melhor repensar essa premissa se quiser fazer seu dinheiro render. Do contrário, estará refém das intempéries da economia e tudo o que advém dela.

Dito isto, vamos às dicas:

  1. Invista em ativos atrelados à inflação

Pois bem, a primeira dica não poderia ser outra. Investir em ativos atrelados à inflação é uma necessidade. Você pode alocar dinheiro, por exemplo, em títulos ligados ao IPCA, bem como atrelados ao IGP-M.

Vale destacar que se trata de investimentos em renda fixa e possibilitam que o capital aplicado replique o desempenho do seu indexador. Assim, em períodos de inflação elevada, o dinheiro vai replicar esse comportamento e garantir que o seu poder de compra seja protegido.

  1. Revise os hábitos de gastos pessoais

A segunda dica é algo que deveria fazer parte da educação financeira familiar de todas as pessoas. Trata-se de revisar os hábitos de gastos pessoais. Com inflação ou sem inflação, conferir o quanto se ganha e o quanto se está gastando é sinônimo de boa administração pessoal.

Ninguém pode viver gastando mais do que ganha porque em algum momento vai se deparar com problemas financeiros seríssimos e que podem descambar para problemas familiares e até de saúde. É como dizia a vovó: uma coisa puxa a outra!

Além disso, quem revisa periodicamente os próprios gastos está sempre encontrando oportunidades de cortar os excessos e, consequentemente, fazer sobrar algum dinheiro que pode ser direcionado para uma aplicação ou reserva de emergência.

Os educadores financeiros mais qualificados sempre batem na mesma tecla, lembrando da importância de se direcionar 10% ou mais para investimentos de médio e longo prazo. Essa iniciativa fica muito mais fácil quando há um acompanhamento periódico.

Por mais que pareça algo difícil de se enxergar, pense da seguinte maneira: o arroz, ou feijão, não pode faltar na sua casa, mas talvez o consumo de chocolate possa ser diminuído. Assim, você vai saber tudo o que é supérfluo e tudo o que é essencial.

  1. Aumente a prática da negociação

Uma das dicas mais importantes, e menos explanadas, é a necessidade de se aumentar a prática da negociação. Não interessa a sua atuação profissional, pois ainda que trabalhe como operário no horário noturno de uma fábrica, ainda assim você é um negociador.

Isso porque você negocia consigo mesmo acerca da tomada de decisão para aquisição de um bem, como um carro, por exemplo. Depois, vai negociar com o vendedor as condições mais adequadas para a compra do automóvel.

Sem saber, você negocia todo o dia, quase o tempo todo. Numa entrevista de emprego você tenta responder adequadamente às perguntas do recrutador, mas inconscientemente também negocia tentando mostrar seu valor para a empresa e a vaga em questão.

Até um pedido de namoro é, de certa forma, uma negociação, pois, a depender do parceiro, ou parceira, terá que formular um discurso que transmita o desejo de estar junto e, pasmem, as vantagens dessa parceria para a vida. Já pensou nisso? Aposto que não!

Agora, pegue tudo o que foi abordado aqui e transporte para a sua vida profissional, familiar e financeira e comece a negociar de forma mais consciente e de maneira mais bem-preparada. Caso faça isso com desenvoltura, verá no curto prazo os resultados, positivos, dessa ação.

  1.  Tenha exposição à moeda estrangeira forte

A próxima dica é que você tenha exposição à moeda estrangeira forte. Via de regra, a preferência sempre recai sobre o dólar dos Estados Unidos (EUA). Comprar “verdinha” é uma forma de se proteger contra as oscilações do mercado, bem como de possíveis recessões.

Em economia, recessão é uma fase de contração no ciclo econômico, isto é, de retração geral na atividade econômica por um certo período de tempo, com queda no nível da produção, aumento do desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro, aumento do número de falências e concordatas, aumento da capacidade.

Acontece que nesse cenário os países menos desenvolvidos são os primeiros a sentirem o impacto de uma recessão mundial e são os últimos a sentirem a saída desse turbilhão. Por isso, ao comprar dólares, você está se protegendo contra esse fenômeno.

Você pode se expor à moeda norte-americana, por exemplo, adquirindo ativos ligados a ETFs (Exchange-traded fund), pois estes replicam o desempenho da bolsa americana (IVVB11 e SPXI11, por exemplo), além de fundos de investimentos com foco no mercado estrangeiro.

Na falta de conhecimento acerca desse tipo de investimentos, você sempre pode recorrer às empresas que dão suporte ao investidor, como a EQI, que iniciou como assessoria, já possui uma asset e está virando corretora de valores mobiliários. Além disso, é associada ao BTG Pactual.

  1.  Fique atento aos investimentos atrelados aos juros

A última dica é ficar atento aos investimentos atrelados aos juros, visto que a depender do ambiente econômico, pode acontecer de esses veículos de investimentos não conseguirem compensar a inflação.

Esta é uma das razões pelas quais o Banco Central eleva a Taxa Selic, principal referência do setor, como ferramenta de política monetária.

Então, considere, a título de exemplo, que o seu investimento no Tesouro Selic tenha rendido 8,5% em 2021. Considere ainda que, neste mesmo período, a inflação seja de 10,0%. Perceba que, neste cenário, o seu ganho não foi suficiente para preservar o poder de compra.

Perceba, contudo, que não se trata de ativos atrelados a juros serem ruins, mas tudo depende do ambiente econômico. Esse tipo de investimento, inclusive, é ideal em estratégias de manutenção de liquidez.

Porém, ao serem usados para proteção diante da inflação crescente, eles podem não ser suficientes. Inclusive, quanto mais você no mundo dos investimentos, mais vai ouvir falar acerca da diversificação ou rebalanceamento da carteira.

Pode-se traduzir diversificação, ou rebalanceamento, como diria a vovó: “não se colocam todos os ovos na mesma cesta”. É bem por aí!

Recorrendo a assessores para se municiar de todas as informações

Mesmo compreendendo tudo acerca de inflação, é recomendável também contar com profissionais especializados na hora de fazer levantamentos, cálculos e decidir por vender ou segurar.

A EQI Investimentos, por exemplo, conta com mais de mil profissionais treinados para oferecer sempre a melhor assessoria sobre todo tipo de investimento. A empresa atende por telefone, chat, e-mail e coloca seu time à disposição para ligar aos interessados também.

Além disso, mantém no ar o portal Euqueroinvestir.com com notícias, artigos e análises de maneira a manter seu público sempre bem-informado. E não apenas isso, mas também um canal no YouTube com aulas, análises, call de mercado e tudo o que é essencial ao investidor, seja ele iniciante ou alguém cum uma carteira robusta.

EQI é BTG Pactual (BPAC11)

A EQI alcançou, recentemente, R$ 14 bilhões sob custódia, o que faz dela uma das maiores assessorias do país. Isso se dá também por conta dos muitos escritórios em cidades importantes, sendo capitais ou não.

Além disso, a EQI é associada do BTG Pactual (BPAC11), ou seja, tratar com a EQI é tratar com o maior banco de investimentos do Brasil, o que garante agilidade e segurança, além de uma infinidade de opções e operações à disposição do investidor.

Inclusive, o investidor que quiser se aprofundar ainda mais acerca da marcação a mercado pode obter, gratuitamente, um documento do próprio BTG. O objetivo, com isso, é municiar o investidor com todos os recursos possíveis, de maneira que ele conheça cada vez mais e se sinta seguro e confortável para fazer seus movimentos no mercado de capitais.

  • Quer saber mais sobre inflação e como investir melhor? Então preencha este formulário que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para mostrar as aplicações disponíveis!
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