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IGP-M varia 0,59% em junho, e confiança do comércio avança 4,6 pontos em igual período

IGP-M varia 0,59% em junho, e confiança do comércio avança 4,6 pontos em igual período

Osni Alves

Osni Alves

29 Jun 2022 às 08:19 · Última atualização: 29 Jun 2022 · 8 min leitura

Osni Alves

29 Jun 2022 às 08:19 · 8 min leitura
Última atualização: 29 Jun 2022

confiança do consumidor, consumo

O IGP-M variou 0,59% em junho, e a confiança do comércio avançou 4,6 pontos em igual período, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). São dois indicadores importantes divulgados nesta manhã (29).

Em relação ao IGP-M, que é o Índice Geral de Preços, a instituição informou que a variação de maio foi de 0,52%. Ele é o indicador usado no reajuste dos aluguéis.

De acordo com o Ibre, com este resultado o índice acumula alta de 8,16% no ano e de 10,70% em 12 meses. Em junho de 2021, o índice havia subido 0,60% e acumulava alta de 35,75% em 12 meses.  

Tabela mostra a evolução do IGP-M, da FGV, em junho.
legenda do gráfico: IGP-M e componentes em 12 meses. Fonte: FGV

Destaques do IGP-M

Coordenador dos Índices de Preços, o economista André Braz disse que nesta edição, os principais destaques do IPA foram: Óleo Diesel (de 3,29% para 6,96%), leite in natura (de 7,47% para 4,40%) e automóveis (de 0,57% para 2,31%) e mesmo com tais pressões, a taxa em 12 meses do índice ao produtor seguiu em desaceleração, alcançando o seu menor patamar desde julho de 2020, quando acumulava alta de 9,27%.

E acrescentou que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,30% em junho, ante 0,45% em maio. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 0,58% em junho. No mês anterior, a taxa do grupo havia sido de 0,51%. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -3,96% para -0,84%, no mesmo período. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,83% em junho, ante 1,04% no mês anterior.

“A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 1,40% em maio para 0,85% em junho. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cujo percentual passou de 0,99% para -0,36%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,37% em junho, após subir 1,44% em maio”, disse.

E prosseguiu: “o estágio das Matérias-Primas Brutas caiu 0,52% em junho, ante queda de 0,58% em maio. Contribuíram para a taxa menos negativa os seguintes itens: minério de ferro (-4,71% para -0,32%), milho em grão (-3,62% para -1,21%) e mandioca/aipim (-7,72% para -4,24%). Em sentido oposto, destacam-se os itens soja em grão (1,67% para -0,80%), cana-de-açúcar (3,81% para -0,09%) e suínos (9,70% para -6,26%).”

Demais índices

Ainda de acordo com Braz, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,71% em junho, ante 0,35% em maio. Duas das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Habitação (-2,57% para 0,65%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -13,71% em maio para      -0,34% em junho.

Também apresentou acréscimo em sua taxa de variação o grupo Vestuário (1,20% para 1,52%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o item roupas, cuja taxa passou de 1,36% para 1,75%.

Em contrapartida, os grupos Transportes (1,20% para 0,09%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,00% para 0,64%), Educação, Leitura e Recreação (3,17% para 2,63%), Alimentação (0,87% para 0,74%), Despesas Diversas (0,62% para 0,33%) e Comunicação (-0,23% para -0,49%) registraram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale mencionar os seguintes itens: etanol (8,14% para -6,25%),        medicamentos em geral (2,84% para 0,89%), passagem aérea (18,39% para 13,40%), hortaliças e legumes (-2,26% para -8,39%), serviços bancários (1,02% para 0,25%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (-0,36% para -1,22%).

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 2,81% em junho, ante 1,49% em maio. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de maio para junho: Materiais e Equipamentos (1,67% para 1,58%), Serviços (0,92% para 0,50%) e Mão de Obra (1,43% para 4,37%).

Tá, e aí?BTG Pactual (BPAC11)

De acordo com o BTG Pactual (BPAC11), em junho o IGP-M apresentou aceleração na margem, impulsionado pela alta, especialmente, do IPA Industrial, influenciado pelos preços do minério de ferro e de combustíveis. O índice encerra o primeiro semestre com uma alta acumulada de 8,16%, nossa expectativa é de que o IGP-M registre alta de 12,5% no ano. Vale ressaltar que na comparação anual o índice alcançou o seu menor patamar desde julho de 2020.

Na direção oposta, destaque para a deflação nos preços agropecuários (de 0,16% para -0,61%), explicado pelo recuo em Bovinos, Fertilizantes, Soja e Milho.

Para o consumidor, os principais catalisadores altistas foram passagens aéreas e seguro de saúde, enquanto no índice de construção a aceleração foi guiada pela alta de 2,81% em mão de obra, com aceleração nos salários.

E para frente?

Para o curto prazo, o banco de investimentos diz observar uma desaceleração nos índices agregados em dólar de Metais, Alimentos e Materiais Industriais, catalisado pelo aumento do temor de uma recessão global em meio ao movimento de aperto monetário dos BCs dos países desenvolvidos. Em reais, diante da depreciação do Real por consequência do cenário global de maior risco e das discussões fiscais internas, os índices têm apresentado um recuo mais marginal.

“No cenário de commodities, mantemos nossa percepção de que os preços devem permanecer em patamares estruturalmente elevados devido a oferta global apertada e aos riscos sobre a produção do próximo ciclo, a despeito das correções e de bastante volatilidade na ponta”, frisou.

Confiança do comércio avança

O segundo levantamento divulgado pelo Ibre, nesta data, e que trata da confiança do comércio, mostra que esta avançou 4,6 pontos em junho e alcança maior nível desde agosto de 2021.

A pesquisa mostra que a confiança do comércio passou de 93,3 para 97,9 pontos, maior nível desde agosto de 2021 (100,9 pontos). Em médias móveis trimestrais o indicador subiu 3,7 pontos, o quarto resultado positivo consecutivo.

Economista do FGV IBRE, Rodolpho Tobler destaca que a confiança do comércio engatou a segunda alta consecutiva no final da primeira metade do ano. A melhora ocorre nos dois horizontes temporais, mas em maior intensidade nos indicadores que medem a percepção com o volume de vendas no momento.

“O ISA-COM acumula alta de mais de 30 pontos nos últimos quatro meses, recuperando o que foi perdido na desaceleração ocorrida entre o final de 2021 e início de 2022. Para os próximos meses, ainda é necessária certa cautela, o grande desafio passa a ser a continuidade desse cenário favorável mesmo com o fim da liberação de recursos extraordinários, ambiente macroeconômico ainda desfavorável e confiança do consumidor em patamar baixo,” frisou.

Em junho, a alta foi disseminada em todos os seis principais segmentos da pesquisa. O resultado positivo no mês foi influenciado tanto pelo avanço do Índice de Situação Atual (ISA-COM) quanto do Índice de Expectativas (IE-COM). O ISA-COM subiu 7,4 pontos, quarto resultado positivo consecutivo, chegando a 108,5 pontos, maior valor desde julho de 2021 (108,7 pontos). Já o IE-COM avançou 1,8 ponto, atingindo 87,5 pontos. 

IGP-M varia 0,59% em junho, e confiança do comércio avança 4,6 pontos em igual período

Resultado trimestral

Com o resultado positivo dos últimos meses, a confiança do comércio encerra o segundo trimestre em alta. Apesar da alta nos últimos dois meses ter ocorrido tanto no ISA-COM quanto no IE-COM, foram as percepções sobre o momento presente que puxaram o resultado favorável desse trimestre. Vale ressaltar que o ISA-COM vinha passando por uma fase de queda contínua no final de 2021 até o início de 2022, e na virada do primeiro para o segundo trimestre engatou uma sequência de altas positivas, voltando ao patamar do meio do ano passado.

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