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FII Summit: impacto da pandemia nas lajes corporativas em SP foi de apenas 5%

FII Summit: impacto da pandemia nas lajes corporativas em SP foi de apenas 5%

Vanessa Araujo

Vanessa Araujo

07 Jun 2022 às 18:20 · Última atualização: 07 Jun 2022 · 6 min leitura

Vanessa Araujo

07 Jun 2022 às 18:20 · 6 min leitura
Última atualização: 07 Jun 2022

FII Summit 2022

O impacto da pandemia nas lajes corporativas em São Paulo foi de apenas 5%. A afirmação é de Fernando Didziakas, sócio da Building, empresa de pesquisa imobiliária inteligente.

Ele participou do FII Summit promovido pela EQI Investimentos no início de noite desta sexta-feira (3), integrando o painel “O fim do home office e as lajes corporativas”.

Além de Didziakas, participaram do painel Marcus Fernandes, do Safra Asset, Rodrigo Abbud, sócio da VBI, e Caio Castro, sócio da RBR.

Fernando Didziakas, sócio da Building, que analisa lajes corporativas.

Lajes corporativas: mil X milhões

De acordo com o executivo, por conta da pandemia do novo coronavírus a cidade de São Paulo perdeu 580 mil metros quadrados que estavam arrendados, o que pode parecer algo substancial a quem olha com algum distanciamento.

Porém, na prática, o mercado da maior cidade do país abrange 11,5 milhões de metros quadrados. Esse dado revela que o home office como uma prática vigente está longe de se perpetuar. Ao que tudo indica, trata-se de uma medida paliativa para um período distinto.

Tanto é assim que a crise de 2017 foi muito mais significativa para o setor, quando o segmento reportou 20% de vacância. Ao final do ano anterior a economia do país havia encolhido 3,6%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda de acordo com Didziakas, as empresas só reduziram em média 30%, ou seja, “o pior já passou e gestores e investidores profissionais estão otimistas em relação ao futuro”, disse.

E acrescentou: “quando a gente olha para o fundo do poço, a gente enxerga o fundo. Mas quando a gente olha para cima, a gente enxerga oportunidade.”

Procura e transbordo

Já Caio Castro foi enfático ao dizer que na Faria Lima, região considerada o coração financeiro do país, onde os principais bancos de investimentos, corretoras e gestoras se encontram, “o preço tá subindo, e tá subindo forte”.

Também elencou que a procura por imóveis na localidade tem sido grande e, por conta disso, há um transbordo, ou seja, na indisponibilidade de empreendimentos por ali, o investidor acaba indo para a região de Pinheiros, que fica relativamente próxima.

“Já se vê um senso de urgência nas empresas que querem fechar e não conseguem”, destacou. Isso mostra que o mercado está aquecido, pois há uma demanda reprimida.

Marcus Fernandes, do Safra Asset.

Novas demandas à frente

Rodrigo Abbud, por sua vez, frisou que há uma nova forma de encarar escritório, e isso não significa redução diária. “Acontece que outras demandas foram criadas, como as salas de conferência e de videocall”, disse, em referência à tecnologia que une telecomunicação e televisão, com transmissão bidirecional de voz e imagem.

A fala do executivo atesta que, de fato, as lajes corporativas precisaram se reinventar, mas a percepção de para onde o mercado estava caminhando acelerou o processo e, ao que tudo indica, prédios, salas e escritórios continuarão sendo uma necessidade premente de todas as organizações, ainda que com novas atribuições.

Rodrigo Abbud, sócio da VBI

Escritórios mais atrativos

Marcus Fernandes, por sua vez, pontuou duas características que já fazem parte do imaginário de boa parte dos empresários que buscam um novo espaço para seus empreendimentos. Mais áreas comuns e escritórios mais atrativos.

Na prática, significa dizer que a tendência é um espaço mais harmonizado e humanizado, não apenas para cativar o funcionário a voltar para o escritório, mas principalmente porque depois de dois anos atuando a distância, as corporações passaram a dar mais valor ao relacional e querem cada vez mais fortalecer os vínculos de toda a equipe.

O mercado de lajes corporativas, na prática

De acordo com os painelistas, o segmento de lajes corporativas, na prática, pode ser observado pelo movimento que o próprio mercado faz. Este é um excelente indicador para quem deseja investir, mas não está, ainda, totalmente certo quanto a isto.

Pois bem, um mês atrás a gigante canadense Brookfield assinou compromisso de compra de 12 prédios corporativos da BR Properties por R$ 5,92 bilhões, na maior transação imobiliária dos últimos anos no país. Os edifícios estão espalhados por São Paulo (8), Rio (3) e Brasília (1).

Isso por si só já mostra a força do setor e o quanto as grandes corporações estão apostando numa escalada iminente.

Outro empreendimento citado pelos executivos foi o já famoso prédio da Baleia. Trata-se do B32, o mais novo espigão comercial da avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. São 25 andares, dos quais 12 foram alugados pelo Facebook, agora chamado de Meta, bem como a empresa de e-commerce Shopee, de Cingapura, além da Comgás e da PwC. Todo o edifício já foi alugado e por valores 20% acima da média da região.

De acordo com o Valor Econômico, o prédio foi projetado pelo arquiteto americano Chien Chung Pei – filho de I. M. Pei (1917-2019), autor das pirâmides do Louvre -, e integra uma praça aberta ao público com direito a jatos d’água luminosos, piso com mosaico de ladrilhos e uma centena de mesas com cadeiras. A grande atração dali é uma escultura em formato de baleia com 6 metros de altura.

Estes empreendimentos citados exemplificam bem o que são e para que servem as lajes corporativas. Para quem deseja saber ainda mais, o Euqueroinvestir.com, da EQI Investimentos, tem inúmeros artigos que tratam do ativo.

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