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Confiança de Serviços encontra estabilidade em agosto, e Confiança do Comércio sobe

Confiança de Serviços encontra estabilidade em agosto, e Confiança do Comércio sobe

Osni Alves

Osni Alves

30 Ago 2022 às 08:39 · Última atualização: 30 Ago 2022 · 5 min leitura

Osni Alves

30 Ago 2022 às 08:39 · 5 min leitura
Última atualização: 30 Ago 2022

Imagem mostra um vidraceiro trabalhando.

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) ficou estável ao variar -0,2 ponto em agosto, para 100,7 pontos, acomodando após cinco meses seguidos de altas. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,8 ponto, mantendo a tendência de alta.

O levantamento pertence ao Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e foi divulgado na manhã desta terça-feira (30).

De acordo com o economista Rodolpho Tobler, depois de cinco altas consecutivas, a confiança de serviços acomodou em agosto. Nesse mês, apesar de uma avaliação favorável sobre a situação atual dos negócios, há uma percepção de desaceleração na demanda atual.

“Apesar disso, ainda é cedo para afirmar que haverá uma reversão da tendência positiva que vinha ocorrendo pois existem perspectivas otimistas em relação a demanda nos próximos meses, principalmente no que diz respeito a serviços prestados às famílias”, destacou.

E disse mais: “apesar de um ambiente macroeconômico desafiador e com sinais de desaceleração, a redução da inflação e as medidas de estímulo feitas pelo governo parecem sustentar os resultados favoráveis até o momento.”

Tabela mostra avanço do ICS, da FGV.

Confiança de Serviços

Ainda de acordo com o levantamento, o ICS deste mês foi resultado de variações em sentidos opostos da avaliação das empresas sobre o  momento atual e das perspectivas para os próximos meses.

O Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou  0,7 ponto, para 100,1 ponto, mas se mantém no nível neutro (100,0 pontos). O Índice de Expectativas (IE-S) variou 0,4 ponto, para 101,3 pontos, maior nível desde outubro de 2021 (103,6 pontos).

Apesar da estabilidade em agosto, a confiança de serviços vinha apresentando resultados favoráveis desde março.

Essa trajetória positiva da confiança tem sido disseminada em alguns segmentos, principalmente nos serviços prestados às famílias, que continuaram subindo em agosto.

A diferença nesse mês, é que, o resultado do segmento que vinha sendo influenciado pela melhora do ISA-S (alta de 10,9 pontos no ano) agora passou a ser puxado pelas expectativas. “A desaceleração da inflação e o aumento dos recursos das famílias com aumento dos programas do governo podem estar influenciando essa melhora nas expectativas do segmento”, completa Tobler.

Confiança do Comércio sobe 4,3 pontos em agosto

Já o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do FGV IBRE subiu 4,3 pontos em agosto, ao passar de 95,1 para 99,4 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador subiu 2,0 pontos, no sexto resultado positivo consecutivo.

“A confiança do comércio voltou a subir em agosto. Ao contrário do que vinha ocorrendo em meses anteriores, a alta desse mês foi toda influenciada pela melhora das expectativas. A desaceleração da inflação, medidas de estímulo do governo e melhora da confiança do consumidor contribuem no ânimo dos empresários do setor com os próximos meses. Contudo, embora mais otimistas, isso não tem se refletido nas avaliações sobre o presente, já que pelo segundo mês consecutivo os indicadores que medem a demanda seguem em queda. Para os próximos meses ainda é possível imaginar resultados positivos, mas é necessária cautela considerando o ambiente macroeconômico ainda frágil e com alguma oscilação devido à proximidade das eleições”, avalia Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

Em agosto, houve alta em cinco dos seis principais segmentos do setor. A alta de agosto foi influenciada pela melhora do IE-COM, que subiu 9,7 pontos, passando de 84,8 pontos para 94,5 pontos. Já o ISA-COM recuou 1,4 ponto, atingindo 104,2 pontos.

Tabela mostra o avanço do comércio, da FGV.

O resultado de agosto foi influenciado pela melhora nas expectativas, enquanto o ISA-COM caiu pelo segundo mês consecutivo. Com isso, a diferença entre o nível das duas séries vem se reduzindo, mas com o ISA em patamar superior ao IE e acima do nível neutro. O IE-COM volta a se aproximar do nível neutro de 100 pontos o que não acontece desde antes do início da pandemia. “O maior desafio agora é a manutenção do resultado positivo das expectativas e que isso acabe se confirmando em melhora na percepção da demanda dos empresários nos próximos meses”, completou.

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