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FGV: Confiança da Construção sobe 1,2 ponto em junho, e INCC-M sobe 2,81% em junho

FGV: Confiança da Construção sobe 1,2 ponto em junho, e INCC-M sobe 2,81% em junho

Osni Alves

Osni Alves

27 Jun 2022 às 08:26 · Última atualização: 27 Jun 2022 · 5 min leitura

Osni Alves

27 Jun 2022 às 08:26 · 5 min leitura
Última atualização: 27 Jun 2022

FGV: Confiança da Construção sobe 1,2 ponto em junho, e INCC-M sobe 2,81% em junho

O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 1,2 ponto em junho, para 97,5 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,5 ponto.

A informação é do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), para quem o primeiro semestre de 2022 chegou ao final com o aumento da confiança da construção, corroborando a percepção de que o crescimento do ano passado se estendeu, alavancado pelos investimentos do mercado imobiliário e da infraestrutura.

De acordo com a coordenadora de Projetos da Construção, Ana Maria Castelo, na comparação interanual, o avanço é claro, com melhora de quase todos os indicadores. O destaque negativo é a piora na percepção relativa à situação corrente dos negócios, que pode ser relacionada a maiores dificuldades de acesso ao crédito e ao aumento dos custos setoriais.

“Já na comparação com o final do ano, a melhora da confiança não é tão significativa, o que sugere moderação no ritmo de crescimento, que sofre com os efeitos de um cenário mais desafiador enfrentado pelas empresas,” observou.

E acrescentou que neste mês, a alta do ICST foi influenciada pela melhora tanto das avaliações sobre o momento quanto pelas perspectivas sobre os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 1,4 ponto, para 93,9 pontos. O resultado do ISA foi influenciado principalmente pela melhora das avaliações dos empresários sobre a situação atual dos negócios, que subiu 2,1 pontos, para 91,8 pontos. O indicador que mede carteira de contratos se manteve relativamente estável ao variar 0,5 ponto, para 95,9 pontos.

Também disse que o Índice de Expectativas (IE-CST) aumentou 0,9 ponto, para 101,2 pontos, permanecendo acima de 100 pontos (nível neutro) por três meses seguidos. Contribuiu para esse resultado o indicador da demanda prevista nos próximos três meses, que cresceu 1,0 ponto, para 103,5 pontos e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses, que variou 0,8 ponto, para 98,8 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção subiu 1,1 ponto percentual (p.p), para 77,1%. O Nuci de Mão de Obra e Nuci de Máquinas e Equipamento também aumentaram 0,9  e 0,7 p.p, para  78,4% e 72,3%.

FGV: Confiança da Construção sobe 1,2 ponto em junho, e INCC-M sobe 2,81% em junho

O aumento dos custos

Ainda de acordo com o levantamento, em maio diversos acordos coletivos ocorreram em cidades do país, o que refletiu a inflação mais elevada – o INPC em 12 meses até abril alcançou 12,47%.

Assim, em junho a Sondagem da Construção captou um aumento expressivo de assinalações no quesito custo da mão de obra como limitador à melhoria dos negócios. Somando os dois quesitos – mão de obra e matéria-prima -, os custos alcançaram 50,2% das citações, se destacando como a principal limitação à expansão dos negócios pelas empresas.

“De fato, nos últimos meses, os custos voltaram a acelerar refletindo os aumentos dos salários e de materiais como aço, cimento e derivados. O resultado é que a indicação de aumento nos preços praticados pelas empresas alcançou recorde da série histórica,” avaliou Ana Castelo

INCC-M sobe 2,81% em junho

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) subiu 2,81% em junho, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando o índice registrou taxa de 1,49%. Com este resultado, o índice acumula alta de 7,20% no ano e 11,75% em 12 meses.

Em junho de 2021, o índice subira 2,30% no mês e acumulava alta de 16,88% em 12 meses. A taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de 1,55% em maio para 1,40% em junho. O índice referente à Mão de Obra subiu 4,37% em junho, após variar 1,43%, em maio.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, a taxa correspondente a Materiais e Equipamentos variou 1,58% em junho, após subir 1,67% no mês anterior. Dois dos quatro subgrupos componentes apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se equipamentos para transporte de pessoas, cuja taxa passou de 2,37% para 0,33%.

A variação relativa a Serviços passou de 0,92% em maio 0,50% em junho. Neste grupo, vale destacar o recuo da taxa do item aluguel de máquinas e equipamentos, que passou de 2,36% para 0,88%.

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Mão de obra

A taxa de variação referente ao índice da Mão de Obra subiu 4,37% em junho, após variar 1,43%, em maio.

Capitais

Cinco capitais apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: Salvador, Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, Belo Horizonte e Porto Alegre apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

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