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Selic: BC vê “pouco ou nenhum espaço” para novo corte na taxa

Selic: BC vê “pouco ou nenhum espaço” para novo corte na taxa

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participou de um evento da Bloomberg e avisou que o BC não vê como provável um novo corte na taxa Selic.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participou de um evento da Bloomberg e avisou que o BC não vê como provável um novo corte na taxa Selic.

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De acordo com o presidente da autarquia, há uma reação na economia maior do que a observada pelo mercado. Por conta disso, “há pouco ou nenhum espaço” para novos cortes na taxa básica de juros.

“Dissemos que temos um limite mínimo para os juros no Brasil e que o ‘lower bound’ é dinâmico, e passamos muito tempo descrevendo a maneira como vemos isso”, afirmou.

“Também dissemos na nossa comunicação que vemos pouco ou nenhum espaço para fazer cortes adicionais, mas também reconhecemos que precisávamos de condições estimulativas. Por conta disso, introduzimos o instrumento de forward guidance”, completou.

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BC prevê PIB em “mais de 4%” em 2021

Além de explanar sobre a taxa Selic, o presidente do BC também abordou outro assunto que mexe com o cenário econômico mundial: o PIB.

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Na visão de Roberto Campos Neto, o Produto Interno Bruto do Brasil, em 2020, deve ficar “por volta de 5%”, seguido por um crescimento de “um pouco mais que 4%” em 2021.

O executivo afirmou que o desempenho do PIB no terceiro trimestre deverá ser positivo, mas manteve a dúvida quanto à expansão no quarto trimestre: se voltará a crescer ou desacelerar no período.

Os números são bem mais otimistas do que as projeções de -5,28% e +3,50%, respectivamente, coletadas pelo BC junto a economistas na mais recente pesquisa Focus.

Câmbio

Segundo Campos Neto, o BC está preparado para intervir no câmbio e poderia tê-lo feito quando o caminho se aproximou dos R$ 6.

O executivo máximo da autarquia chegou a dizer que a instituição agirá “pesadamente” caso seja necessário.

Ao abordar a volatilidade cambial, concordou que ela está mais alta do que deveria, mas repetiu que o BC não dispõe de instrumento válido para lutar contra o movimento.

“É muito importante (mais estabilidade na taxa de câmbio). Não é uma coisa que você pode causar, é um prêmio que você ganha por ter um programa sólido e crível de governo, por ter credibilidade no Banco Central, por ter credibilidade na política cambial”, concluiu.

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