No Radar corporativo desta segunda-feira (5) destaque para Gol (GOLL4), que reportou retração no desempenho operacional anual em setembro, mas aumento de 35% na comparação com agosto.
Já a Petrobras (PETR4), por meio de sua controlada indireta Petrobras Uruguay Sociedad Anónima de Inversiones (PUSAI), informou que fechou a venda da participação total na Petrobras Uruguay Distribuición (PUDSA), no Uruguai.
Também, que a Eletrobras (ELET6) quer permanecer com ativos nucleares após a privatização. Veja mais destaques.
Radar: mercados
Os mercados globais operam em alta, refletindo o otimismo de que o presidente Donald Trump possa deixar o hospital ainda hoje.
Mas o real estado clínico do presidente continua gerando controvérsias no país em virtude dos relatos conflitantes de seus médicos. Desde quando foi internado, na sexta-feira (2), ele teve duas quedas de oxigênio e recebeu uma mistura de medicamentos experimentais, a maioria ainda não aprovada individualmente e amplamente não testada em combinação. Ele também está tomando medicamentos de venda livre, incluindo zinco, melatonina e o antiácido Pepcid, informou a Casa Branca.
Um dos primeiros compostos dados a Trump foi o coquetel de anticorpos da Regeneron Pharmaceuticals , que apenas algumas centenas de pessoas tomaram. Embora tenha se mostrado promissor em estudos em estágio inicial, não há evidências de sua segurança e eficácia em combinação com remdesivir, medicamento antiviral da Gilead Sciences, que também foi administrado a Trump.
Os médicos de Trump disseram no domingo que também adicionaram dexametasona aos seus cuidados. Embora o medicamento tenha sido usado por décadas, parece não haver dados sobre como ele pode interagir com o remdesivir e o anticorpo do Regeneron em combinação.
Sobre o pacote de estímulos, também aguardado pelo mercado, Trump tuitou do hospital que um acordo precisa ser fechado. Nancy Pelosi estava otimista na sexta-feira de que um projeto de estímulo bipartidário pudesse ser alcançado, afirmando que o diagnóstico de Trump “meio que muda a dinâmica”.
Destaques no Brasil
Por aqui, a semana deve ter importantes desdobramentos quanto ao Renda Brasil, na longa queda de braço entre a equipe econômica de Paulo Guedes e a ala do Planalto, que parece muito mais preocupada com a reeleição do que com o cumprimento do teto dos gastos.
Lideranças políticas em Brasília tentam promover um encontro entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que ao menos evitem a lavação de roupa suja em público, o que tanto tem contribuído para a desconfiança do mercado em relação ao comprometimento fiscal por parte do executivo e legislativo.
Em indicadores, hoje sai o Boletim Focus, com as projeções do mercado.
Confira aqui a agenda da semana.
Veja as cotações às 6h30:
- S&P: +0,49%
- Nasdaq: +0,81%
- Dow Jones: +0,54%
Leia aqui a cobertura completa da abertura dos mercados.
Radar: destaques corporativos
Confira os destaques das empresas.
Gol (GOLL4) informa prévia de setembro
A Gol (GOLL4) registrou uma queda de 60% na oferta (ASK) e de 60,6% na demanda (RPK) em setembro em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com dados preliminares divulgados nesta segunda-feira, 5, pela Companhia.
Já no comparativo com o mês de agosto, o mercado doméstico apresentou avanço de 36% na demanda. A oferta aumentou em 35% em comparação com o mês anterior. A taxa de ocupação da Gol foi 80% em setembro.
Petrobras (PETR4): ativos no Uruguai são vendidos por US$ 61,7 mi
A Petrobras (PETR4) comunicou que sua controlada indireta Petrobras Uruguay Sociedad Anónima de Inversiones (PUSAI) fechou a venda da participação total na Petrobras Uruguay Distribuición (PUDSA), no Uruguai.
A DISA Corporación Petrolífera (Disa) foi a empresa compradora da fatia. O valor da venda foi de US$ 61,70 milhões (cerca de R$ 349,2 milhões.
Eletrobras (ELET6) quer permanecer com ativos nucleares após a privatização
O presidente da Eletrobras (ELET6), Wilson Ferreira Junior, participou do Encontro Nacional dos Agentes do Setor Elétrico (Enase), promovido pelo Canal Energia.
Ele demonstrou o interesse em continuar com uma participação nos ativos de energia nuclear após a privatização da companhia. As informações são da Broadcast.
B3 (B3SA3): número de investidores pessoa física passa de 3 milhões
A B3 (B3SA3) informou que o número de pessoas físicas que investiram na bolsa superou, em setembro, os 3 milhões. Foi a primeira vez que a B3 chegou a esse patamar.
São, precisamente, 3.065.775 pessoas que abriram contas na bolsa. Esse número é 82,37% maior do que o registrado em 2019 – quando as contas atingiram 1.681.033.
Comitê da Linx (LINX3) recomenda aprovação da proposta da Stone
O comitê independente da Linx (LINX3) recomendou que a proposta da Stone seja aprovada pelos acionistas, na assembleia marcada para 17 de novembro.
Segundo o comitê, pela falta de documentação, a proposta da Totvs (TOTS3) não foi considerada efetiva. Teriam causado estranheza no mercado as brechas deixadas no documento pela empresa, afirma o Valor.
O comitê alega ainda que a negociação com a Stone é financeiramente mais vantajosa, liberaria a Linx de arcar com a multa pela quebra do acordo com a Stone e ainda obteria aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) mais rapidamente.
Tecnisa (TCSA3) aprova captação de CCB
A Tecnisa (TCSA3) informou que aprovou a captação de Cédula de Crédito Bancário (CCB). Os recursos captados serão junto ao Banco Original. O montante aprovado será no total de R$ 20 milhões.
CCR (CCRO3) registra queda de 1,3% no tráfego
O tráfego nas rodovias controladas pela CCR teve queda de 1,3% entre os dias 25 de setembro e 1º de outubro na comparação anual.
A circulação de veículos de passeio caiu 9,4%, mas de comerciais cresceu 5,1%. Nesse ano até 1º de outubro, a queda é de 9,8% no total sobre igual período de 2019.
Ânima (ANIM3): Dynamo aumenta participação
A Ânima (ANIM3) comunicou que a Dynamo elevou participação acionária na empresa para 10,06%. A posição anterior era de 8,819%. A Dynamo atingiu o montante de 10.828.385 de ações na Ânima.
Magazine Luiza (MGLU3) informa a aquisição da GFL Logística
A Magazine Luiza (MGLU3) anunciou que concluiu a aquisição da GFL Logística, uma das principais plataformas de logística para o e-commerce, com grande presença no interior de São Paulo e sul de Minas Gerais.
De acordo com a varejista, a aquisição da GFL foi realizada por uma empresa controlada pelo Magalu.
Com a aquisição, a Magazine Luiza reforça sua estratégia de entregar cada vez mais rápido e expande de forma significativa serviços como a coleta e last mile para os sellers, reduzindo drasticamente os custos e prazos de entrega no marketplace.
Pacaembu Construtora (PCBU3) adia cronograma de IPO
A Pacaembu Construtora (PCBU3) anunciou que o cronograma da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) foi alterado de modo que a nova data de precificação da oferta será dia 29 de outubro de 2020 e a nova data de liquidação do IPO será dia 4 de novembro de 2020.
Segundo a construtora, a faixa indicativa de preço permanece de R$ 8,10 a R$ 10,10.
A oferta consistirá na distribuição pública primária de novas ações e na distribuição secundária.
CVC (CVCB3) otimista com viagens domésticas no final do ano
Apesar de ter registrado prejuízo de R$ 1,13 bilhão no primeiro trimestre, a CVC está otimista com a perspectiva de retomada do turismo nacional. “O mercado internacional está muito restrito e os turistas que viajam para fora do Brasil agora buscam destinos no país”, disse o presidente da empresa, Leonel Andrade, ao Valor.
“Vamos ter uma alta temporada de verão muito forte no turismo de lazer doméstico. A maioria dos hotéis já está cheia ou com lista de espera para o fim de 2020 e começo de 2021”. A empresa fretou 150 voos para o período de verão, o equivalente a 50 mil assentos.
Ele prevê que o turismo internacional começará a se recuperar no segundo semestre de 2021, quando houver vacinação em massa. As viagens corporativas também devem se recuperar nesse período, com a volta dos grandes eventos.
Aneel não deve renegociar contratos
A cúpula da Aneel não deve renegociar contratos com as distribuidoras de energia a fim de compensar as perdas provocadas pela pandemia. As companhias estimam um prejuízo de R$ 6 bilhões, mas o cálculo é rejeitado pela agência. Nos bastidores, afirma o Valor, a ordem na agência reguladora é adotar postura rigorosa.
BB (BBAS3) se pronuncia sobre investigação
O Banco do Brasil esclareceu, a pedido da CVM, notícia veiculada pela CNN, sobre investigação do Ministério Público sobre sua direção.
Segundo o comunicado, o Banco do Brasil não foi notificado pelo Tribunal de Contas da União sobre o tema da notícia.
“O Banco do Brasil possui uma estrutura de governança que conta com reconhecimento público e que está adequada às regras de transparência previstas por sua participação no Novo Mercado da B3. O BB possui Comitê de Auditoria e uma Unidade de Auditoria Interna, ambas ligadas diretamente ao Conselho de Administração e com autonomia, prevista em Estatuto, para desempenhar suas funções com total independência”, escreveu.
BB quer energia solar nas agências
A fim de reduzir custos com a manutenção de agências, o Banco do Brasil (BB) estuda lançar novas licitações para contratar usinas de energia solar em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina. O banco também tem interesse em levar a geração solar para agências no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, diz o Valor.
Qualicorp (QUAL3) paga dividendos de JCP
A Qualicorp (QUAL3) anunciou que aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP). O montante no valor total de R$ 48 milhões de reais.
Dessa forma, a quantia se refere ao valor líquido de R$ 0,1432 por ação, já deduzido o Imposto de Renda 15%.
IPO da Oceana Offshore: empresa planeja ampliar frota e comprar concorrentes
A Oceana Offshore, que atua na construção de embarcações para exploração de petróleo, está na fila para realizar sua Oferta Pública Inicial de ações (IPO) ainda este ano na bolsa brasileira.
A companhia pretende usar os recursos captados no mercado de capitais para expandir e modernizar sua frota, na esteira do crescimento da Petrobras.
A empresa tem a segunda maior frota nacional especializada em navegação e na construção de embarcações de suporte às plataformas offshore de exploração e produção de petróleo do Brasil. São 32 embarcações e uma base de apoio em Niterói (Rio de Janeiro).
MGCR11: novo fundo imobiliário da Mogno fará primeira captação
O Mogno Certificado de Recebíveis Imobiliários High Grade (MGCR11) fará a sua primeira oferta pública para captação de até R$ 120 milhões. A data limite de entrada no fundo é 6 de outubro.
O MGCR11 é um fundo imobiliário (FII) de papel, que investirá prioritariamente em certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) indexados à inflação e ao CDI. Nesse sentido, a intenção do gestor é aproveitar a possível elevação do CDI no longo prazo, buscando o equilíbrio entre os dois indicadores.
O preço por cota será de R$ 100, e cada investidor deverá adquirir, ao menos, 10 cotas.






