Oito novos testes de coronavírus foram aprovados Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quinta-feira (19). De uso profissional, os produtos serão utilizados para triagem e diagnóstico da doença, informou o site G1.
Esses produtos são divididos em duas categorias: os utilizam amostras de sangue, soro ou plasma (6 deles) e os que obtêm materiais das vias aéreas. Os resultados devem ser interpretados por um médico com base em dados clínicos e laboratoriais. Segundo a agência, o fornecimento e a produção de kits dependerão das capacidades de cada empresa registrada.
A EcoDiagnóstica é um dos oito projetos aprovados. O teste rápido é realizado nas amostras usando cotonetes no nariz e na garganta. A empresa está aguardando informações da Coreia do Sul. O diretor comercial José Artur Moreira Chaves disse que a capacidade diária de produção é de 40.000 testes.
A empresa brasileira Medlevensohn levantou o kit com sangue – com uma picada no dedo para retirar o medicamento, e o reagente mostrou a presença de anticorpos anti-vírus coronarianos por até 30 minutos. Assim, a empresa informou que, com base nas informações disponíveis no site da Anvisa, foi concluída uma solicitação comercial para um teste rápido. Esta aguarda publicação do número do Diário Oficial.
Testes da Fiocruz
Na terça-feira (17), o Ministério da Saúde reconheceu a falta de métodos de teste para identificar os coronavírus no Brasil e no mundo. Para atender à demanda, a Fundação Fiocruz forneceu 55.000 testes no início deste mês. Mas prometeu fornecer mais 40.000 testes em abril, com outros 30.000 já disponíveis no início deste mês. O total é superior a 75.000.
“A Fiocruz já se comprometeu em aumentar a produção. Hoje entregou 5,5 mil testes e ela se comprometeu já em abril a fazer uma entrega de 40 mil. E também se comprometeu ao longo dos próximos três, quatro meses, produzir mais de 1 milhão de testes”, disse Júlio Croda, diretor do departamento de Vigilância em Saúde.






