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Bolsa fecha na máxima, com mais 0,87% e flerta com 123 mil pontos

Bolsa fecha na máxima, com mais 0,87% e flerta com 123 mil pontos

Bolsa de valores fecha na máxima do dia, com mais 0,87% e flerta com 123 mil pontos, maior patamar desde 14 de janeiro deste ano

A bolsa de valores conseguiu uma alta de 0,87% nesta terça-feira (11), fechando na máxima, em 122.964,01 pontos, totalmente descolado de Nova York, que viu seus principais índices em queda.

O temor inflacionário mundial deu aos investidores uma sensação de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pode voltar a apertar a política monetária. A inflação dos Estados Unidos será divulgada amanhã (12).

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta uma desaceleração da inflação em abril, indo de 0,93% de março para 0,31% agora. O resultado fica bem próximo da projeção do mercado, que era de alta de 0,30%.

Apesar da desaceleração, fica fora da meta do governo. O índice acumula alta de 2,37% no ano e de 6,76% nos últimos 12 meses.

O campo político ainda está sendo estremecido com a questão do tratoraço, escândalo do “orçamento paralelo” do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), para compra de apoio parlamentar, que gira em torno de R$ 3 a 4 bilhões.

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Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 121.145,44 pontos (-0,63%); e na máxima, 122.964,01 pontos (+0,87%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 30,220 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (10): -0,11% (121.909,03 pontos)
  • terça-feira (11): +0,87% (122.964,01 pontos)
  • semana: +0,76%
  • maio: +3,42%
  • 2021: +3,32%

Dólar

O dólar voltou a cair, embora pouco, nesta terça. A moeda norte-americana caiu parcos 0,18%, valendo R$ 5,2227.

  • segunda-feira (10): +0,07% a R$ 5,2320
  • terça-feira (11): -0,18% a R$ 5,2227
  • semana : -0,11% a R$ 5,2227

Euro

  • segunda-feira (10): -0,46% a R$ 6,3401
  • terça-feira (11): -0,01% a R$ 6,3391
  • semana: -0,47% a R$ 6,3391

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +3,37% a R$ 295.608,56
  • Ethereum: +4,71% a R$ 21.191,46
  • Binance: +8,51% a R$ 3.490,80

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

Segundo a CNBC, foi um dos dias mais agitados do ano para o mercado de ações dos EUA com as ações de tecnologia como campo de batalha. As Big Techs tiveram um grande golpe no início do dia devido às preocupações com o aumento da inflação e altas avaliações. A venda acabou se espalhando para o resto do mercado com o passar do dia.

Mas em uma reviravolta estranha, as ações de tecnologia se recuperaram à tarde, conforme os investidores voltaram para nomes como Amazon e Netflix e deixaram o resto do mercado no vermelho. No final, o Nasdaq, índice de tecnologia, foi o único foi dormir quase estável, com perdas mínimas.

As últimas manchetes, incluindo uma escassez de mão de obra, bem como um salto no Índice de Preços ao Consumidor em março, ajudaram a alimentar as preocupações com a inflação.

O Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) divulgou a média da expectativa de inflação para o período de um ano no país.

De acordo com órgão, ela aumentou de 3,2% em março para 3,4% no mês de abril. Esse é, segundo o Fed, o nível mais alto no país desde setembro de 2013, segundo matéria publicada pelo Estadão.

As vagas de emprego atingiram um recorde em março, enquanto os empregadores lutavam para encontrar trabalhadores para ocupar esses cargos.

A oferta de empregos nos Estados Unidos, medida pelo relatório Jolts (Job Opening), surpreendeu positivamente e revelou 8,123 milhões de vagas em aberto em março, ante 7,367 milhões em fevereiro. O consenso do mercado era por 7,5 milhões de vagas.

A divulgação é do Departamento de Trabalho dos EUA. Os maiores aumentos foram registrados em acomodação e serviços de alimentação (mais 185 mil postos); educação do governo estadual e local (mais 155 mil); e artes, entretenimento, e recreação (mais 81 mil).

Na Europa, aqueda generalizada viu no sentimento negativo dos mercados da Ásia-Pacífico, após uma liquidação de ações de tecnologia na segunda-feira, algo que pesou.

Os investidores saíram de ações como Apple e Microsoft, empurrando o Dow Jones Industrial Average e o S&P 500 de seus recordes.

A China divulgou dados na terça-feira que mostraram que os preços ao consumidor em abril aumentaram 0,9% em relação ao ano anterior, perto da previsão de 1% dos analistas da Reuters. No entanto, o índice de preços ao produtor subiu 6,8%, batendo os 6,5% projetados por analistas ouvidos pela Reuters.

Os dados de inflação dos EUA serão divulgados na quarta-feira (12), em meio a preocupações crescentes de que o Federal Reserve será levado a apertar sua postura de política monetária com o aumento dos preços derivado da reabertura da economia global.

Com relação aos dados, a pesquisa ZEW da Alemanha sobre o sentimento econômico de maio subiu para 84,4 pontos, um recorde desde o início da pesquisa em 2004, ante 70,7 em abril e superando amplamente as expectativas de 72,0, também de economistas consultados pela Reuters.

Nova York

  • S&P: -0,87%
  • Nasdaq: -0,09%
  • Dow Jones: -1,36%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): -1,92%
  • DAX (Alemanha): -1,82%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -2,47%
  • CAC (França): -1,86%
  • IBEX 35 (Espanha): -1,72%
  • FTSE MIB (Itália): -1,64%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): +0,40%
  • SZSE Component (China): +0,35%
  • China A50 (China): +1,13%
  • DJ Shanghai (China): +0,39%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -2,22%
  • SET (Tailândia): -0,58%
  • Nikkei (Japão): -3,08%
  • ASX 200 (Austrália): -1,06%
  • Kospi (Coreia do Sul): -1,23%

Brasil: ambiente político e econômico

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aponta uma desaceleração da inflação em abril. O IPCA marca a inflação oficial do país.

O índice foi de 0,93% de março para 0,31% agora em abril, bem próximo da projeção do mercado, que era de alta de 0,30%.

Com isso, o índice acumula alta de 2,37% no ano e de 6,76% nos últimos 12 meses. Em abril de 2020, houve queda de 0,31% no indicador.

Com o acumulado nos últimos 12 meses, o IPCA se encontra acima do teto da meta do governo, que é de 5,25%. “Há também o efeito das duas deflações que tivemos no ano passado, em abril e maio. Quando olhamos para os 12 meses, estamos tirando uma deflação de 2020 e adicionando uma variação positiva agora”, explica Pedro Kislanov, gerente da pesquisa.

Já o Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe), que mede a inflação na cidade de São Paulo, na primeira semana de maio, avançou 0,35%, com recuo diante da última quadrissemana de abril (quando subiu 0,44%) e também na comparação com a primeira leitura de abril, quando havia registrado 0,71%.

Apenas o grupo Saúde teve avanço na comparação com a última semana de abril e a primeira de maio. Educação ficou estável.

Para o BTG Pactual (BPAC11), apesar do recuo em abril do IPCA, há uma tendência altista de inflação nos próximos meses.

Isso se dá principalmente pela alta no preços das commodities, com destaque para minério de ferro, soja e milho. A alta vem ocorrendo por um descasamento entre oferta e demanda, em um cenário de retomada econômica em todo o mundo.

Na questão política, o Ministério de Desenvolvimento Regional divulgou nota em seu site hoje, negando a existência de um “orçamento paralelo”, como apontado em reportagem de O Estado de S. Paulo.

Segundo o jornal, a verba de R$ 3 bilhões seria destinada exclusivamente a emendas de parlamentares da base de apoio do governo. O esquema foi apelidado de “tratoraço”, porque a maior parte do valor foi destinada para a compra de tratores, com preços até 259% acima do valor de referência.

O problema é que a verba não são destinadas exclusivamente a esse fim. Segundo o repórter André Shalders, do jornal paulista, as emendas individuais têm um volume obrigatório a ser pago (1,2% da Receita Corrente Líquida, RCL), têm regras para uso, têm valor igual para todos os parlamentares, de situação e de oposição. As emendas de relator, que são a do caso do Tratoraço, são assinados apenas pelo relator do Orçamento, é impossível saber quem indicou o quê, pois a indicação é informal, e o valor varia conforme o político e conforme a vontade do governo de agradar este ou aquele parlamentar.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 45 subiram, 3 ficaram estáveis (ECOR3, ITSA4 e MRVE3) e as outras 36 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 118,72 (+3,51%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 25,15 (+1,82%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 24,60 (-0,16%)
  • CSN (CSNA3): R$ 51,77 (+2,03%)
  • B3 (B3SA3): R$ 52,85 (-0,84%)

Maiores altas

  • Eletrobras (ELET3): R$ 39,57 (+6,54%)
  • Eneva (ENEV3): R$ 16,20 (+4,85%)
  • Eletrobras (ELET6): R$ 39,82 (+4,54%)
  • Vale (VALE3): R$ 118,72 (+3,51%)
  • Gerdau (GGBR4): R$ 37,65 (+3,49%)

Maiores baixas

  • Totvs (TOTS3): R$ 31,80 (-3,69%)
  • Locamerica (LCAM3): R$ 25,71 (-2,13%)
  • Ultrapar (UGPA3): R$ 19,44 (-2,11%)
  • Raia Drogasil (RADL3): R$ 26,83 (-2,04%)
  • Hering (HGTX3): R$ 28,17 (-1,85%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +1,17% (53.424,43 pontos)
  • IBrX 50: +1,25% (20.880,32 pontos)
  • IBrA: +1,00% (5.019,67 pontos)
  • SMLL: -0,12% (2.953,57 pontos)
  • IFIX: -0,24% (2.839,40 pontos)
  • BDRX: -1,00% (12.468,24 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (julho)/barril

  • segunda-feira (10): +0,06% (US$ 68,32)
  • terça-feira (11): +0,34% (US$ 68,55)
  • semana: +0,06% (US$ 68,32)

Petróleo WTI (junho)/barril

  • segunda-feira (10): +0,03% (US$ 64,92)
  • terça-feira (11): +0,55% (US$ 65,28)
  • semana: +0,58% (US$ 65,28)

Ouro (junho)/onça-troy

  • segunda-feira (10): +0,34% (US$ 1.837,60)
  • terça-feira (11): +0,34% (US$ 1.837,60)
  • semana: +0,34% (US$ 1.837,60)

Prata (julho)/onça-troy

  • segunda-feira (10): -0,48% (US$ 27,35)
  • terça-feira (11): +0,62% (US$ 27,66)
  • semana: +0,14% (US$ 27,66)

Com Wisir Research, BDM e CNBC