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Bancos dos EUA estão prontos para um “lucro recorde” em 2021, diz CNBC

Bancos dos EUA estão prontos para um “lucro recorde” em 2021, diz CNBC

Apesar do abalo medidas mais restritivas de distanciamento social, as receitas públicas continuam causando surpresas positivas, mostra reportagem da CNBC.

Apesar do abalo negativo das medidas mais restritivas de distanciamento social, as receitas públicas continuam causando surpresas positivas. Esse quadro é o resultado de uma combinação que reúne atividade econômica mais alta que o esperado, apesar do avanço da inflação, além de depreciação cambial e bom desempenho do setor de commodities, observa reportagem da CNBC.

A matéria do portal lembra que, por esse motivo, os bancos americanos devem apurar lucros de “patamar recorde” em 2021.

De acordo com o Institute of International Finance, uma associação do setor. mencionado pela reportagem da CNBC, isso ocorre à medida que a economia americana se recupera e os mercados financeiros se mantêm aquecidos.

A CNCB conversou com Tim Adams, presidente-executivo do IIF. Na última sexta-feira ele disse que a melhora da economia ajudará os empréstimos bancários e as receitas de comissões a se recuperar, ao mesmo tempo em que a atividade de investimento aumentará a receita comercial.

“Acho que veremos lucro em nível recorde este ano, então é um bom ano para os bancos. Vemos isso nas ações dos bancos e acho que continuará a refletir esses fundamentos subjacentes e realmente fortes pelo menos pelo resto deste ano ”, disse Adams à CNBC.

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Ações dos bancos ganham força

As ações de bancos nos EUA subiram mais este ano, observa o artigo da CNBC. É o caso dos papéis do Goldman Sachs, que saltaram 40,8% até o fechamento de quinta-feira. Da mesma forma, o Bank of America e o JPMorgan avançaram 40,4% e 29,3%, respectivamente.

Outros fatores levaram a esse quadro, Muitos dos grandes bancos dos EUA reportaram lucros no primeiro trimestre de 2021 bem maiores do as expectativas apontadas por analistas financeiros.

Sinais de retomada

Segundo mostra a reportagem da CNBC, a excelente performance dos bancos ocorre no momento em que a economia dos Estados Unidos mostra sinais de retomada em meio à crise pandemia de Covid-19.

Como se sabe, a virada causou apreensão entre os investidores, que temem por uma alta inflacionária.  O quadro poderia levar o Federal Reserve a apertar a política monetária mais cedo do que esperava.

O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 4,2% em abril em relação ao ano anterior – o maior aumento desde 2008 –, aponta a CNBC.

Fed pode apertar a política monetária?

Adams afirmou ainda à CNBC que é momento de o Fed passar a discutir a possibilidade de apertar a política monetária. Mas, acrescentou ele ao portal, existem sinais remotos de que o presidente do Fed, Jerome Powell, poderá ir por esse caminho em breve.

“Acho que eles vão aquecer esta economia e esperar para ver a inflação se comporta. Pretendem concluir se as pressões inflacionárias sustentadas são, em vez de apenas transitórias, vulneráveis a um quadro de escalada”, argumentou Adams à CNBC.

“O Fed havia dito anteriormente que qualquer salto na inflação seria temporário, visto que é comparado com a economia atingida pela pandemia do ano passado”, pondera o texto da CNBC. O banco central também mostrou que iria manter a política monetária frouxa.