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Como montar uma carteira previdenciária? Aprenda agora!

Como montar uma carteira previdenciária? Aprenda agora!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

05 Fev 2022 às 19:00 · Última atualização: 09 Ago 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

05 Fev 2022 às 19:00 · 6 min leitura
Última atualização: 09 Ago 2022

carteira previdenciária

Reprodução/Pixabay

Investir em previdência tem se tornado uma atividade cada vez mais sofisticada. Isso pode ser constatado por meio da construção de uma carteira previdenciária, na qual o patrimônio é distribuído entre diferentes fundos de previdência.

Para saber mais sobre esse interessante assunto, siga no artigo abaixo. Lendo-o, você saberá o que é um fundo previdenciário. Conhecerá o conceito de carteira de previdência e entenderá como podem ser feitas três diferentes alocações.

Siga em frente e tenha uma boa leitura!

O que é um fundo previdenciário?

Antes de mais nada é preciso entender o conceito de fundo previdenciário. Quando um investimento em previdência é feito, o dinheiro aplicado mês a mês não vai para um lugar especial. Na verdade, existe apenas um caminho que o recurso pode seguir, apesar de muitos investidores não saberem disso.

Estamos falando dos fundos de previdência, que são os veículos por meio dos quais as aplicações previdenciárias são feitas no mercado financeiro.

Esses veículos de investimento possuem uma estrutura profissional e contam com pelo menos 3 agentes: o gestor profissional, a administradora do fundo e uma auditoria externa independente.

A gestão é responsável pela alocação do patrimônio do fundo seguindo a política de investimentos. A administradora é quem faz o cálculo de cotas e processa aplicações e resgates no fundo.

Para saber se tudo está ocorrendo segundo o regulamento, existem auditorias executadas de tempos em tempos, e isso fica a cargo de uma instituição externa independente.

Tudo isso garante o bom funcionamento da indústria dos fundos de previdência que existem em três grandes modalidades, basicamente.

O primeiro grupo é o mais tradicional no Brasil e é representado pelos fundos de renda fixa. Eles têm uma boa previsibilidade de rendimentos, já que seguem indicadores atrelados à taxa Selic.

O segundo grupo é composto pelos fundos multimercados. Eles têm autonomia para investir em qualquer mercado e podem existir com maior ou menor volatilidade, de acordo com sua exposição ao risco.

Por fim, os fundos previdenciários de ações são os mais voláteis, pois investem seus recursos majoritariamente em ações de empresas de capital aberto listados em bolsa de valores.

O que é uma carteira previdenciária?

Uma carteira previdenciária nada mais é do que a distribuição do patrimônio alocado em previdência em vários fundos previdenciários.

Isso representa uma gerenciamento mais sofisticado em relação aos recursos aplicados em previdência, trazendo ganhos para a carteira de investimentos.

Uma das vantagens é não depender apenas de uma gestão. Quando o investidor concentra seu investimento em apenas um fundo e este vai mal em determinado ano, todo seu patrimônio cai junto.

Já se há uma distribuição em diferentes fundos, isso não ocorre. Pelo contrário, a eventual queda de um pode ser compensada pelo bom desempenho de algum outro ou mesmo por toda a carteira.

Outro benefício ocasionado pela adoção do conceito de carteira previdenciária é a oportunidade de obter mais retornos com o patrimônio de longo prazo.

Isso porque é possível fazer uma distribuição do capital de modo a investir em outros fundos que fazem parte do mercado de risco.

Pode-se destinar um percentual a essas aplicações respeitando a tolerância ao risco do investidor.

Como a relação risco retorno prevalece rendimentos maiores para investimentos de maior volatilidade, pode ser que a carteira previdenciária renda ainda mais quando comparada ao investimento único em um fundo de renda fixa.

Como montar uma carteira previdenciária?

Para constituir uma carteira previdenciária, é preciso considerar o perfil de risco de cada investidor. Cada pessoa é única e não existe uma fórmula que deva ser seguida por todos.

Dessa forma, quanto mais tolerância ao risco um investidor tiver, maior pode ser a parcela de seu capital previdenciário alocado em fundos de renda variável.

Assim, teremos pelo menos 3 situações nas quais é possível fazer uma alocação de carteira previdenciária considerando o perfil de risco do investidor.

Acompanhe a seguir a explicação de cada um delas.

Conservador

O perfil conservador praticamente não tem tolerância ao risco. Assim, não é recomendado ter mais do que 5% do capital alocado em fundos previdenciários de renda variável.

Ainda assim, é possível que o investidor renegue até mesmo essa pequena fatia do capital para alocar em mercados de risco. Se esse for o caso, todo o patrimônio deve ficar em fundos de renda fixa.

A sugestão é que não fique alocado em apenas um fundo. Ainda que tenham a mesma natureza, existem veículos de renda fixa que rendem mais do que outros.

Além disso, pode haver alocação em títulos de crédito privado e eles podem render mais assim como também ter anos de menor rendimento, por ocasião de condições macroeconômicas.

Moderado

Já a carteira moderada admite boa parte dos recursos em renda variável, distribuindo a alocação entre fundos de renda fixa, multimercados e de ações.

Um bom percentual de distribuição a ser adotado pode ser o de manter 70% no mercado de renda fixa, 20% em fundos multimercados e 10% em fundos previdenciários de ações.

Essa exposição ao risco provavelmente trará mais rendimentos no médio e no longo prazo. Essa é a recompensa desse tipo de alocação.

Sofisticado

Por fim, o perfil sofisticado é o que aceita maior risco em seu portfólio previdenciário. Assim, pode ser feita uma divisão meio a meio.

Com isso, metade de todo o capital fica destinado ao mercado de renda fixa, enquanto a outra metade é alocada em renda variável.

Com 50% em fundos de renda fixa, os outros 50% podem ser divididos de várias formas. Uma delas é 30% em fundos multimercado e 20% em fundos previdenciários de ações.

Há ainda a possibilidade de admitir ainda mais risco na carteira, com a alocação meio a meio novamente. Só que dessa vez considerando a parte da renda variável.

Assim, 25% seriam destinados a fundos multimercados e os outros 25% a fundos de ações.

Vale ressaltar que uma carteira desse tipo teria uma volatilidade bastante acentuada.

Por essa razão, só é destinado a pessoas com muita familiaridade com a renda variável e que se sintam confortáveis com grandes baixas momentâneas em seu capital empregado em uma carteira previdenciária.

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