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Brasil cria 277 mil postos de trabalho com carteira assinada em maio, acima da expectativa

Brasil cria 277 mil postos de trabalho com carteira assinada em maio, acima da expectativa

Osni Alves

Osni Alves

28 Jun 2022 às 11:21 · Última atualização: 28 Jun 2022 · 4 min leitura

Osni Alves

28 Jun 2022 às 11:21 · 4 min leitura
Última atualização: 28 Jun 2022

CAGED divulgou estatísticas de emprego. Imagem mostra tela de celular com o app Carteira de Trabalho Dihiral e ao fundo uma carteira de trabalho antiga

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil criou 277 mil postos de trabalho com carteira assinada em maio, segundo levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do ministério do Trabalho. A expectativa do mercado financeiro era de 177 mil postos de trabalho.

De acordo com o levantamento, o desempenho de maio é resultado de 1.960.960 admissões e 1.683.942 demissões. O número de admissões superou o de abril e o de desligamentos também foi superior, mas em um patamar menor.

Gráfico mostra levantamento do Caged.

Mercado de trabalho

A autarquia também informou que na comparação com o mesmo mês de 2021, a criação de vagas foi maior neste ano. Na estatística ajustada, foram 266,4 mil vagas criadas em maio do ano passado.

No período compreendido entre janeiro até maio, todos os meses tiveram saldo positivo e no acumulado, o número chegou a 1,05 milhão. O número é menor do a criação de R$ 1,16 milhão no mesmo período do ano passado.

A pesquisa aponta ainda que o setor que mais contribuiu para a criação de empregos no ano foi o de serviços, com 658,1 mil vagas de saldo positivo. Em seguida, vem a indústria, com 174,8 mil e a construção, com 155,5 mil vagas. Agricultura com 49,2 mil e comércio, com 13,9 mil, completam a lista.

Já o salário médio de admissão em maio caiu para R$ 1.957,78 contra R$ 1.966,54 no mês anterior. Em maio do ano passado, a média chegava a R$ 2.082,61.

Tá, e aí?BTG Pactual (BPAC11)

De acordo com o BTG Pactual (BPAC11), em maio o Caged apontou a abertura 277 mil vagas, dado bastante acima do esperado pelo consenso de mercado e próximo da leitura de maio de 2021 (266,4 mil).

No ano, o saldo líquido de emprego formal foi de 1,05 milhão de vagas, abaixo do patamar registrado no mesmo período de 2021 (1,2 milhão), mas bastante acima da média histórica para os primeiros cinco meses do ano (~318 mil vagas).

O banco de investimentos elencou que o dado com ajuste sazonal também mostrou aceleração relevante, para 270 mil novas vagas, o maior saldo em 2022, refletindo a recente melhora dos dados de atividade econômica, catalisada, especialmente pelas medidas fiscais anunciadas pelo governo federal e pela melhora da situação sanitária.

Também disse que na leitura, destaque para a abertura de 120,2 mil vagas no setor de Serviços, Comércio 47,5 mil, Indústria 46,9 mil e Construção 35,4 mil.

E acrescentou que no saldo do ano, destaque para a criação de 658 mil vagas no setor de Serviços, seguida de 175 mil na Indústria geral, com 155 mil derivadas do setor de Construção.

E para frente?

O BTG diz esperar uma continuidade do avanço no mercado de trabalho, impulsionado pela melhora no sentimento com a atividade econômica, movimento que já pode ser observado na divulgação das últimas sondagens calculadas pela FGV, especialmente na sondagem para a situação atual.

“A PNAD que será divulgada na quinta-feira deve apontar que a taxa de desemprego se encontra em 10,2%, menor patamar desde 2015, movimento que corrobora com a forte criação de vagas apresentadas pelo Caged, especialmente no setor de Serviços. Ressaltamos que dados melhores para o mercado de trabalho podem significar mais pressões inflacionárias à frente”, disse.

E acrescentou: “para o segundo semestre, esperamos um arrefecimento do mercado de trabalho, refletindo uma desaceleração da atividade econômica influenciada pelo efeito da taxa Selic em patamares contracionistas.”

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