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BTG Pactual (BPAC11) recomenda setor da educação mesmo com resultados fracos

BTG Pactual (BPAC11) recomenda setor da educação mesmo com resultados fracos

Redação EuQueroInvestir

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03 Fev 2022 às 21:03 · Última atualização: 03 Fev 2022 · 4 min leitura

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03 Fev 2022 às 21:03 · 4 min leitura
Última atualização: 03 Fev 2022

BTG

Empresas de educação

O Banco BTG Pactual (BPAC11) aponta que as empresas do setor de educação na B3 devem apresentar resultados fracos na temporada de balanços do 4º trimestre de 2021. Os analistas divulgaram o relatório nesta quinta-feira (03). 

O baixo desempenho deve ser motivado pela leve expansão de receita das companhias, além da pressão de margem devido ao aumento da folha de pagamento, aluguel, serviços públicos e despesas de terceirização.

Os analistas da instituição financeira explicam que os fatores macroeconômicos mais conservadores, como uma taxa Selic esperada de 12,25% ao ano, IPCA previsto em 5,4% e um crescimento baixo do PIB, provocaram uma alteração nos preços-alvos das empresas ligadas a área da educação. 

Embora o setor educacional seja desafiador, o BTG Pactual espera melhores números apenas no próximo ciclo de balanços, no 1º trimestre de 2022. Mas não é esperado uma recuperação em forma de “V” na geração de fluxo de caixa no setor este ano. 

Mesmo assim, a educação é uma área promissora e tem recomendação de compra para o Anima (ANIM3) e Cruzeiro do Sul (CSED3).

Confira abaixo a análise feita pelo BTG Pactual sobre as principais empresas de educação: 

Cogna (COGN3): Mais um trimestre fraco

Os analistas do banco de investimentos estimam outro trimestre de resultados fracos na Cogna (COGN3) por causa da fraca dinâmica nos cursos presenciais na Kroton (pressão de margem como retorno das aulas presenciais aumenta os custos) e menores margens na Vasta. 

A receita líquida consolidada pode cair 11% ao ano para R$ 1,46 bilhão (Kroton R$ 832 milhões; Vasta R$ 409 milhões; Saber R$ 57 milhões; outros R$ 166 milhões). O Ebtida ajustado consolidado deve ser de R$ 354 milhões, R$ 100 milhões a menos do que no ano passado), com margem de 24%, prejudicado por maiores despesas de venda e custos do corpo docente. 

Maiores despesas financeiras, impulsionadas pela alta nas taxas de juros, maiores despesas de depreciação e amortização devem gerar um prejuízo líquido ajustado de R$ 41 milhões, o que revela um ambiente desafiador no momento dos lucros para a Cogna. 

Ânima (ANIM3): Trimestre fraco devido a sazonalidade desfavorável

De acordo com o BTG Pactual, a Ânima (ANIM3) deve apresentar resultados fracos no quarto trimestre, ainda que as bases de comparação ao ano possam ser enganosas devido à consolidação da Laureate, no início de junho. 

Dito isso, os analistas projetam uma receita líquida de R$ 811 milhões, com Ebitda ajustado de R$ 138 milhões, gerando uma margem de 17%. Este fato foi motivado por:

  • maiores despesas gerais e administrativas refletindo a sazonalidade desfavorável; 
  • maiores despesas de folha de pagamento e terceirização de serviços. 

O lucro líquido ajustado deve ser de R$ 28 milhões, afetado por maiores despesas de depreciação e amortização desde a consolidação da Laureate. 

Cruzeiro do Sul (CSED3): Sem destaque com baixo crescimento de receita

A Cruzeiro do Sul (CSED3) deve apresentar outro resultado fraco, baixo crescimento de receita líquida e pressão de margem. A fraca expansão da base de alunos e ticket médio sob pressão ano devem implicar em um crescimento tímido da receita líquida (+1% a/a), implicando em um faturamento de R$ 475 milhões. 

Os analistas projetam um Ebtida ajustado em R$ 141 milhões, gerando uma margem de 30%, com custos mais altos de folha de pagamento e despesas com vendas. Além disso, o lucro líquido ajustado deve ser de R$ 40 milhões, pressionado por maiores despesas financeiras líquidas. 

Ser Educacional (SEER3): Expansão da receita impulsionada por aquisições

Depois do recente ciclo de captação sólido no terceiro trimestre, o Banco BTG Pactual aposta que a Ser Educacional (SEER3) apresente resultados razoáveis no quarto trimestre, em um trimestre sazonalmente sem catalisadores. 

A receita líquida pode chegar em R$ 378 milhões, aumento de 15% ao ano, que foi auxiliado pelo ciclo de captação favorável, expansão da base de alunos (principalmente no segmento EAD, de 39 mil a 88 mil alunos de graduação) e consolidação de aquisições recentes. 

O Ebtida ajustado deve ser de R$ 81 milhões, alta de 7% ao ano, com margem de 21%, mas a base de comparação pode ser enganosa devido ao impulsionamento do trimestre passado. 

Por fim, os analistas relatam que o lucro líquido ajustado deve fechar em R$ 28 milhões, queda de 12% ao ano, por causa de resultados financeiros piores. 

Yduqs (YDUQ3): Crescimento de receita é compensado por pior alavancagem operacional

A Yduqs (YDUQ3) deve apresentar resultados razoáveis no 4º trimestre. A receita líquida deve apresentar um ciclo de captação positivo no 2º semestre de 2021, mas a pressão de margem persistirá. 

Os analistas do banco estimam uma receita líquida de R$ 1,07 bilhão e Ebitida ajustado de R$ 255 milhões, o que significa 23,8% de margem, que foi afetada por maiores custos relacionados principalmente à folha de pagamento.

Além disso, o BTG Pactual espera um prejuízo líquido ajustado de R$ 44 milhões, impactado por resultados financeiros piores devido ao aumento das taxas de juros. 

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